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Governo do Estado e Pró-Metrópole entregam plano de desenvolvimento para RMC

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O Governo do Estado entregou nesta terça-feira (6) o Plano de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) , realizado em parceria com o Programa Paraná Produtivo, iniciativa estruturada pela Secretaria de Estado do Planejamento que entra na segunda fase, para lideranças da Grande Curitiba.

Realizado em parceria com o programa Pró-Metrópole e a Prefeitura de Curitiba, o plano foi apresentado na Reunião do Comitê Gestor do programa, na Fecomércio, e contou com a participação do vice-governador, Darci Piana, e do secretário de Planejamento, Guto Silva.

O Paraná Produtivo tem como objetivo aproximar setores econômicos de determinadas áreas pré-estabelecidas para entender de que forma as esferas estadual, municipal e a sociedade podem trabalhar juntas para potencializar a economia. A metodologia consiste em definir eixos de atuação, identificar sistemas produtivos e criar uma gestão colaborativa que favoreça a integração dos municípios.

A RMC reúne 29 municípios é a segunda maior do País em extensão, com 16,5 mil km². O Plano Regional de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Curitiba está estruturado em três eixos (Agricultura, Turismo e Indústria e Comércio) e quatro núcleos territoriais (Curitiba, Norte, Sul e Central, que são as cidades conurbadas com a Capital). 

Os principais objetivos já identificados passam por desenvolver e fortalecer o turismo rural, religioso e gastronômico; melhorar as estradas rurais; e consorciar uma política industrial coordenada entre as esferas federal, estadual, metropolitana e municipal.

Piana destacou a importância da união do setor produtivo para que os investimentos possam se concretizar de maneira planejada. “A união é necessária na Área Metropolitana da Capital. O plano e o programa auxiliam no aglutinamento dos interesses dos municípios, unindo comércio, agricultura, indústrias, cooperativas, transportes e associações, que podem ajudar muito ao colocarem suas estruturas à disposição”, disse.

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“O Estado não pode demover alguém de montar uma grande empresa ou indústria em um lugar, em favorecimento de uma cidade que mais precisa, mas pode, por exemplo, tomando como norte o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios, estabelecer que, quanto menor for este índice, mais incentivo uma localidade receba, como forma de atrair investimento. O Paraná Produtivo tem justamente esse caráter”, afirmou.

Segundo o secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, o Brasil não costuma fazer uma reflexão profunda de médio e longo prazo, mas o trabalho na Secretaria tem buscado justamente responder a um pedido do governador para deixar um legado do ponto de vista de estratégia. “Nós trabalhamos fortemente no planejamento a longo prazo e, para isso, são precisos alguns instrumentos, um deles que a gente tenha governanças regionais muito fortalecidas, como o caso do Pró-Metrópole, mas que muitas regiões do Paraná ainda não têm”, afirmou.

“Com o plano entregue hoje a ideia é refletir esses desejos da RMC, para que esse planejamento regional possa estar representado no orçamento do Estado, o Plano Plurianual (PPA), que é uma forma de a gente conectar o sonho dos prefeitos, das instituições à frente da Pro Metrópole, com a realidade orçamentária”, complementou.

O diretor-superintendente do Sebrae e presidente do Pró-Metrópole, Vitor Tioqueta, explicou que o plano é fruto da parceria entre o programa e a Secretaria de Planejamento. “A reunião de hoje é importantíssima porque é a entrega pelo Governo do Estado do resultado dessa união. Esse documento mostra as ações vistas como prioritárias para serem trabalhadas e implantadas, visando o desenvolvimento do Estado”, disse.

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Marcos Zanetti, prefeito de Balsa Nova e vice-presidente da Pró-Metrópole, afirmou que todas essas ações são importantes ao integrarem a Região Metropolitana para que ela seja transformada, realmente, em uma grande metrópole. “Vemos que o Governo do Estado está trabalhando para que isso aconteça, o que é muito importante para os municípios e, principalmente, para os menores, visto que a integração leva a que eles tenham uma força muito maior”, disse.

PROGRAMA – Na primeira fase, o programa atuou em oito regiões prioritárias: Jacarezinho e Santo Antônio da Platina; Cornélio Procópio; Paranavaí, Cianorte e Umuarama; Campo Mourão; Guarapuava, Irati e União da Vitória; Castro e Telêmaco Borba. Elas reúnem 202 municípios que concentram 30% da população paranaense (3,3 milhões de pessoas) e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Todas já receberam suas versões dos planos que orientam as ações dos próximos anos.

Nesta segunda fase, o programa inclui sete Conselhos Gestores Regionais, fechando a rede de 15 governanças territoriais que cobrirão o Estado e, após o lançamento oficial desta fase, em julho deste ano, o foco volta-se à execução.

A partir de então, terão início as ações priorizadas pelas governanças, com a inclusão delas no planejamento governamental e acompanhamento dos Conselhos Gestores Territoriais.

Nesta segunda fase, o Comitê Técnico Interinstitucional do programa tem mais do que o dobro de instituições envolvidas na primeira fase: 81 entidades participam da reformulação do Comitê, sendo 54 governamentais e 27 não governamentais.

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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