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Com apoio do Governo, Piên e Tuneiras do Oeste vão revitalizar estradas vicinais

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As prefeituras de Tuneiras do Oeste, município de 8.502 habitantes (IBGE, 2023), da região Noroeste, e de Piên, com 13.015 moradores (IBGE, 2023), da Região Metropolitana de Curitiba, terão novos recursos do Estado para a pavimentação de duas estradas vicinais. Os investimentos irão beneficiarão, respectivamente, o Distrito de Aparecida do Oeste e a região da Estrada Principal Gramados.

“A liberação de recursos para estradas vicinais promove diversas melhorias na vida das pessoas: mais conforto no deslocamento, estímulo ao comércio da produção local e maior facilidade no acesso às escolas”, afirmou o secretário das Cidades, Eduardo Pimentel.

Os recursos foram liberados via Programa de Transferência Voluntária (PTV), sem devolução ao Tesouro do Estado, e pelo Sistema de Financiamento de Ações nos Municípios (SFM).

Para Tuneiras do Oeste, foram destinados R$ 3.205.653,72 pelo TPV com a seguinte composição financeira: R$ 2.000.000,00 via Secid e R$ 1.205.653,72 correspondem à contrapartida municipal. A pavimentação asfáltica dará cobertura a 37.280,00 m² do Distrito de Aparecida do Oeste até o Rio Mouro. Serão feitos os serviços preliminares, terraplenagem, base e sub-base, implantação do revestimento e a sinalização de trânsito.

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Piên recebeu R$ 4.642.306,22 para a pavimentação asfáltica de 16.268,08 m² da Estrada Principal Gramados, do seu início até a Ponte do Rio do Gado e na Rua Tocantins, entre a Bifurcação Estrada da Torre até a Ponte do Rio do Gado. A obra será viabilizada via operação de crédito (SFM).

MAIS INVESTIMENTOS – Os dois municípios têm mais ações estruturantes em execução com recursos viabilizados via Secid. Tuneiras do Oeste realiza o recapeamento de ruas do Distrito de Marabá (R$ 235.472,15) e Piên faz a pavimentação de outras duas estradas vicinais (R$ 2.772.000,00 e R$ 3.152.735,97), a reforma do Ginásio de Esportes Vitória Santina Greipel (R$ 177.999,80), além de quatro projetos de pavimentação e recapeamento asfáltico (mais de R$ 5 milhões).

Fonte: Governo PR

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Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar

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O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul. 

A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno. 

“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.

Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros. 

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MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.

Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade. 

O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.

“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo. 

Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera. 

PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest). 

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Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.

Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras. 

“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.

Fonte: Governo PR

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