Paraná
Saúde orienta sobre cuidados ao escolher o pescado neste período de maior consumo
A procura e o consumo de pescado, tradicionalmente, aumentam neste período do ano, de celebração da Páscoa. A secretaria estadual da Saúde (Sesa) orienta a população sobre as características que indicam a qualidade dos produtos na hora da compra. O pescado é altamente perecível e, assim como os demais produtos de origem animal, deve ser inspecionado por profissionais que atuem em órgãos competentes na área sanitária.
Dentro desta categoria estão incluídos os peixes (de água doce e de água salgada), crustáceos (camarão, caranguejos e siris) e moluscos (polvos, lulas, ostras, mariscos). Nesse grupo, os peixes são os alimentos mais consumidos no Brasil. Para que o consumo desse alimento seja seguro, é fundamental a adoção de cuidados relacionados à sua conservação e armazenamento, principalmente no que tange ao controle da temperatura. Outros fatores também devem ser observados.
“É importante verificar se as escamas estão bem aderidas à pele e, além disso, os olhos precisam estar brilhantes, o odor deve ser suave e a carne, ao ser pressionada, deve ser firme e elástica”, orienta Jaqueline Shinnae de Justi, da Coordenadoria da Vigilância Sanitária da Sesa. No caso dos crustáceos, o aspecto deve ser igualmente brilhante e úmido, corpo com curvatura natural rígida, carapaça bem aderida ao corpo, odor e cor característicos da espécie, sem pigmentações estranhas, artículos firmes e olhos vivos e destacados.
O armazenamento precisa ser feito com gelo ou balcões refrigerados a uma temperatura em torno de -2ºC e 2°C. A mesma orientação é válida para marisco, mexilhão, ostra, lagosta, camarão, lula, polvo e peixe em posta.
CONGELADOS – Para os produtos congelados, é importante verificar a validade e condições da embalagem. Os que apresentam acúmulo de água ou gelo podem ter sido descongelados e congelados novamente, comprometendo a qualidade do alimento.
Durante a manipulação, os comerciantes precisam estar com mãos sempre limpas e utilizando utensílios e equipamentos higienizados e em bom estado de conservação. “O local onde o peixe está sendo comercializado também é um ponto a ser avaliado, pois deve ser higienizado com frequência. Além disso, as escamas devem ser descartadas em lixeiras com tampa e acionamento não manual”, afirmou a coordenadora.
PROBLEMAS DE SAÚDE – O consumo de pescados em condições impróprias pode trazer diversos problemas de saúde, como a ocorrência de parasitoses, sintomas gastrointestinais e surtos alimentares de gravidade variável causados pela presença de microrganismos patogênicos. Os sintomas mais comuns após o consumo desses produtos impróprios são náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreias. Além disso, as pessoas podem também apresentar quadros severos de intoxicação.
NUTRIENTES – De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde (MS), os peixes frescos são considerados alimentos in natura ou minimamente processados. Eles são ricos em proteína de alta qualidade, vitaminas e minerais. Além disso, pesquisas têm demonstrado a existência de compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, assim como os legumes e verduras, e são excelentes substitutos para as carnes vermelhas.
A nutricionista e coordenadora de Promoção à Saúde da Sesa, Elaine Cristina Vieira de Oliveira, explica que os peixes possuem nutrientes importantes para o corpo humano. “Faz parte da composição para uma alimentação cardioprotetora, isto é, com potencial de proteger a saúde do coração, a qual é indicada para toda a população, em especial, para pessoas com excesso de peso, pressão alta, diabetes, colesterol e triglicerídeos altos, ou que tenham histórico de infarto, cirurgia do coração e acidente vascular cerebral”, disse.
Já os produtos que contenham peixes conservados em sal ou óleo ou enlatados são considerados processados e devem ter o consumo moderado. Por sua vez, os peixes empanados do tipo nuggets e embutidos, incluem em sua composição substâncias como gordura vegetal hidrogenada, açúcar, amido, emulsificantes e outros aditivos e devem ser evitados.
“Estes são produtos considerados ultraprocessados e o consumo aumenta o risco do surgimento de doenças, além do efeito cumulativo da exposição a longo prazo a vários aditivos, os quais, muitas vezes, os efeitos ainda não são completamente conhecidos”, alerta Elaine.
Fonte: Governo PR
Paraná
Atletas de equipes apoiadas pelo estado conquistam medalhas em torneio internacional de karatê
Atletas da Associação Kara Te Vida e do projeto Karatê no Meu Bairro, ambas de Apucarana e apoiadas pelo Proesporte, representaram o Brasil e ajudaram o país a conquistar o terceiro lugar geral na 1ª Copa Libertadores da América de Karatê, disputada no Equador. Os karatecas das duas entidades conquistaram dez medalhas na disputa entre os dias 14 e 15 de junho, em Guayaquil, no Equador. A delegação foi a única representante do Brasil na competição, que reuniu atletas de sete países da América Latina.
Os projetos são apoiados pelo Governo do Estado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte – Proesporte, programa que conta com patrocínio da Copel e fomenta iniciativas esportivas em diferentes regiões do Paraná.
Entre os destaques da equipe brasileira esteve Leonardo Sebastião, 14 anos, atleta revelado pelos projetos sociais da Associação Kara Te Vida. Competindo nas modalidades Kata e Kumite, ele conquistou duas medalhas de ouro e garantiu o título continental nas duas categorias.
Outro destaque foi Isabelly Martin, de 9 anos, integrante do projeto Karatê no Meu Bairro, que conquistou a medalha de ouro no Kata Feminino em sua categoria.
A delegação brasileira foi liderada pelo professor Alan Pereira da Silva, atleta da Seleção Brasileira e vice-campeão mundial de karatê. Para ele, os resultados refletem o trabalho desenvolvido diariamente com crianças e adolescentes em Apucarana. “Esta conquista tem um significado muito especial. Não estávamos representando apenas uma equipe. Estávamos representando Apucarana, o Paraná e todo o Brasil. Retornar para casa com títulos continentais é a confirmação de que o trabalho sério, realizado diariamente, é capaz de alcançar resultados extraordinários”, destacou.
Além das medalhas individuais, o desempenho da equipe contribuiu para que o Brasil encerrasse a competição na terceira colocação geral entre as nações participantes. O Equador ficou com o título da competição, seguido pelo Peru.
Atualmente, cerca de 110 crianças e adolescentes são atendidos gratuitamente pelos projetos desenvolvidos em Apucarana. Além da formação esportiva, as atividades promovem valores como disciplina, respeito, cidadania e desenvolvimento pessoal.
Os projetos também realizam ações voltadas à inclusão social, apresentações esportivas, minicursos sobre os benefícios da prática esportiva e atividades destinadas à participação de crianças e adolescentes com síndrome de Down nas aulas de karatê.
PROESPORTE – Por meio do Edital 06 do Proesporte, o Governo do Paraná destinou R$ 50 milhões para o financiamento de projetos esportivos nos anos de 2026 e 2027. Ao todo, 263 iniciativas foram contempladas em diferentes áreas do esporte paranaense, fortalecendo ações de formação esportiva, inclusão social e desenvolvimento de atletas em todo o Estado.
Fonte: Governo PR
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