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Educação

MEC e PMA discutem cooperação técnica em alimentação escolar

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Representantes do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) realizaram visita à sede do Programa Mundial de Alimentos (PMA), em Brasília (DF), para discutir possibilidades de cooperação técnica na área de alimentação escolar. O encontro incluiu o intercâmbio de experiências, especialmente relacionadas a iniciativas com países africanos de língua portuguesa, e o compartilhamento de boas práticas no contexto da Cooperação Sul-Sul.

A reunião também tratou de ações relacionadas aos programas de alimentação escolar e da articulação com redes e mecanismos internacionais que atuam na área.

Um dos assuntos discutidos foi Rede de Alimentação Escolar Sustentável (Raes), iniciativa de cooperação internacional desenvolvida pelo Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e do FNDE, com participação dos países membros e da secretaria-executiva da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Atualmente, a rede reúne 18 países da América Latina e do Caribe e conta com uma agenda regional para o período de 2026 a 2030.

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Também foi debatida a participação brasileira na Coalizão Global para a Alimentação Escolar, da qual o Brasil é copresidente, ao lado da França e da Finlândia. A iniciativa reúne governos e parceiros internacionais em torno da ampliação dos programas de alimentação escolar.

Cooperação com países africanos – A cooperação brasileira em alimentação escolar integra iniciativas de Cooperação Sul-Sul desenvolvidas em parceria com organismos internacionais. O FNDE e o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA) já participaram de troca de experiências e compartilhamento de boas práticas em alimentação escolar com países de língua portuguesa, incluindo Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

No Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), a alimentação escolar está relacionada às ações de educação alimentar e nutricional e à oferta de refeições aos estudantes da educação básica. O programa tem entre seus objetivos contribuir para o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar, além da formação de hábitos alimentares saudáveis.

O encontro entre o MEC, o FNDE e o PMA integra a agenda de diálogo e cooperação internacional sobre alimentação escolar e intercâmbio de experiências entre países.

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI)

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Equidade racial cresce e fortalece inclusão nas escolas

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Os dados do Diagnóstico de Equidade Racial de 2026, elaborado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC), mostram avanços na superação das desigualdades étnico-raciais e no enfrentamento ao racismo nos ambientes de ensino. 

O documento aponta que o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial passou de 48,1%, em 2024, para 69,2%, em 2026.  

O aumento de 21,1 pontos percentuais nas ações de formação sobre Educação para as Relações Étnico-raciais (Erer) demonstra o avanço de iniciativas voltadas à promoção da equidade racial e à redução das desigualdades, além de contribuir para a valorização da diversidade no ambiente escolar. 

Na prática, o Diagnóstico Equidade mapeia a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) nas redes de ensino. A Pneerq regulamenta a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas brasileiras. A legislação foi posteriormente ampliada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu a temática indígena. 

O ensino das culturas afro-brasileira, africana e indígena conecta o aprendizado escolar às vivências, histórias e identidades culturais dos estudantes, tornando o processo de ensino mais significativo e inclusivo. 

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A presença de referências culturais diversas em sala de aula pode ampliar as possibilidades de identificação dos estudantes com o conhecimento e contribuir para uma educação que reconheça diferentes trajetórias e experiências. Há também a disponibilização de materiais como o Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo para apoiar a implementação de ações de enfrentamento ao racismo nas instituições de ensino.  

Nesse contexto, a Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. 

A implementação da Pneerq nas redes de ensino contribui para que as redes públicas contem com o Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR), que é uma das modalidades de complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)

O VAAR destina recursos adicionais às redes públicas de ensino que cumprem cinco condicionalidades relacionadas à gestão e apresentam evolução em indicadores de atendimento e aprendizagem, com redução das desigualdades educacionais.

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Enfrentar barreiras – As políticas de equidade buscam enfrentar barreiras que afetam a aprendizagem e que ainda estão presentes nas redes públicas de ensino. A amazonense Lorena Castro, mulher negra e formada em Economia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), afirma que enfrentou situações de racismo durante a educação básica. Aos 30 anos, ela carrega uma experiência que ainda marca sua trajetória: durante a vida escolar, enfrentou o isolamento por ser negra. 

“Nas periferias, o ensino é feito pensando que as pessoas devem aprender apenas o básico para sobreviver, e não que elas podem ter um futuro a partir do estudo”, disse. 

O afastamento dos colegas não aconteceu por uma escolha dela, mas em um ambiente em que a cor da pele se tornou motivo de exclusão. Para Lorena, o avanço das políticas de equidade no ensino básico é fundamental para que mais pessoas negras tenham oportunidades de ocupar espaços de maior prestígio e renda na sociedade. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi   

Fonte: Ministério da Educação

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