Paraná
MPPR denuncia secretária de Saúde de Rancho Alegre D’Oeste, empresária e dois veterinários por crimes investigados no âmbito da Operação Cruella
O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Goioerê, no Centro Ocidental do estado, ofereceu denúncia contra a secretária de Saúde de Rancho Alegre D’Oeste, município integrante da comarca, uma empresária e dois médicos-veterinários no âmbito da Operação Cruella. Eles foram denunciados pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, frustração do caráter competitivo de licitação, fraude na execução contratual e corrupção ativa e passiva.
A maior parte das condutas denunciadas está relacionada ao Pregão Eletrônico 014/2025, destinado à contratação de empresa para a prestação de serviços médico-veterinários e de castração, além do fornecimento e da aplicação de vacinas e do fornecimento de ração ao Departamento Municipal de Saúde de Rancho Alegre D’Oeste. O crime de frustração do caráter competitivo da licitação, por sua vez, refere-se ao Pregão Eletrônico 031/2025, destinado à aquisição de materiais de limpeza.
Investigações – Durante a apuração, a 1ª Promotoria de Justiça de Goioerê verificou que um dos investigados era sócio da empresa vencedora da licitação, mas deixou formalmente o quadro societário um dia antes da publicação do aviso do certame. Ele é cunhado da secretária de Saúde do município. Segundo a denúncia, a alteração societária teve o objetivo de contornar a vedação prevista na Lei de Licitações, que impedia empresas vinculadas por parentesco com a agente pública de participar da contratação.
O Ministério Público sustenta que a saída do investigado da empresa foi apenas formal e que sua esposa, irmã da secretária de Saúde, permaneceu vinculada ao empreendimento. A denúncia aponta ainda que, embora uma empresa tenha figurado formalmente como vencedora da licitação e celebrado o contrato com o município, havia um ajuste prévio para que a execução dos serviços fosse realizada pela clínica pertencente aos familiares da secretária municipal.
As investigações também reuniram indícios de direcionamento do procedimento licitatório, fraude na execução contratual, com emissão de notas fiscais em desacordo com os produtos e serviços efetivamente fornecidos, e movimentações financeiras que, segundo o Ministério Público, indicam o repasse de parte dos valores pagos pelo poder público à secretária de Saúde por meio de contas bancárias utilizadas pelas empresas investigadas e por pessoas interpostas.
Processo 0000222-78.2026.8.16.0084
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Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministério Público do Paraná esclarece sobre interrupção de sessão do Tribunal do Júri de Curitiba ocorrida nesta quinta-feira, 10 de setembro
A respeito dos fatos ocorridos nesta quinta-feira, 10 de setembro, em sessão do Tribunal do Júri realizada em Curitiba (Autos 0001590-19.2022.8.16.0196), o Ministério Público do Paraná informa:
O Conselho de Sentença, que atuava desde quarta-feira, 9 de setembro, na sessão de julgamento de um acusado pelos crimes de homicídio qualificado consumado e sete tentativas de homicídio, ocorridos em Curitiba em maio de 2022, foi dissolvido ontem, quinta-feira, 10, por decisão do Juízo da 1ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida de Curitiba, após um evento ocorrido no interior da carceragem, envolvendo o réu, que foi atendido por bombeiro civil do Tribunal do Júri e depois pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após o atendimento, ficou constatado que “(…) o réu não apresentava lesões no pescoço e seus sinais estavam normais, sendo possível o retorno à unidade prisional de origem sem a necessidade de atendimento hospitalar (…)”, de acordo com o boletim de ocorrência elaborado pela Polícia Militar.
O Ministério Público do Paraná, por meio do Promotor de Justiça que atua no caso e sua respectiva equipe, procurou, de pronto, depois de observar que a situação na carceragem se mostrava controlada, prestar atendimento a uma das vítimas do caso, que acompanhava a sessão de julgamento, bem como à testemunha que prestava depoimento no momento do ocorrido.
Foi determinada a instauração de inquérito policial para apurar o ocorrido e o Ministério Público requereu avaliação psiquiátrica do acusado por médicos do Complexo Médico Penal, onde ele se encontra custodiado, a fim de subsidiar a apuração.
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Fonte: Ministério Público PR
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