Agro
Dólar recua para a faixa de R$ 5,18 com feriado nos EUA e mercado monitora economia global; Ibovespa busca manter trajetória de alta
O mercado financeiro inicia esta sexta-feira (3) com negociações mais moderadas em razão do feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos, que mantém Wall Street fechada e reduz significativamente o volume de operações nos mercados globais. No Brasil, o dólar comercial opera em queda diante do real, enquanto o Ibovespa tende a abrir em ambiente de menor liquidez, após encerrar o pregão anterior em alta.
Por volta das 9h30, o dólar à vista recuava cerca de 0,52%, sendo negociado próximo de R$ 5,18, enquanto os contratos futuros da moeda na B3 também registravam desvalorização, refletindo um movimento global de enfraquecimento da divisa norte-americana.
Na quinta-feira (2), o dólar encerrou praticamente estável, cotado a R$ 5,2082, enquanto o Ibovespa avançou 0,64%, fechando aos 172.788 pontos, impulsionado principalmente pela recuperação de ações de maior peso no índice.
Feriado nos Estados Unidos reduz liquidez global
Com os mercados americanos fechados nesta sexta-feira, investidores ao redor do mundo operam com cautela. A ausência das bolsas de Nova York reduz o fluxo internacional de capitais e limita movimentos mais expressivos tanto no câmbio quanto na renda variável.
O ambiente de menor liquidez também faz com que investidores concentrem atenção nos próximos indicadores econômicos e nas expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos, especialmente após a divulgação dos dados do mercado de trabalho americano na véspera.
Os números vieram abaixo das projeções do mercado, reforçando a percepção de que o Federal Reserve poderá manter uma postura menos agressiva em relação aos juros, fator que pressiona o dólar frente a diversas moedas, incluindo o real.
Produção industrial brasileira também entra no radar
No cenário doméstico, investidores acompanham a divulgação dos dados da produção industrial brasileira, que apresentou desempenho inferior ao esperado em maio, sinalizando perda de ritmo da atividade econômica.
Embora o indicador tenha impacto limitado em uma sessão marcada pela baixa liquidez internacional, os números reforçam o monitoramento sobre o crescimento da economia brasileira e seus possíveis efeitos sobre as próximas decisões de política monetária.
Ibovespa tenta consolidar recuperação
Após avançar 0,64% no pregão anterior, o Ibovespa inicia a sexta-feira buscando manter o movimento positivo, embora o volume financeiro deva ser reduzido pela ausência dos investidores americanos.
Entre os fatores que sustentam o mercado brasileiro permanecem:
- expectativa sobre os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos;
- comportamento do dólar frente às principais moedas;
- evolução dos indicadores econômicos brasileiros;
- desempenho das commodities, especialmente petróleo, minério de ferro e produtos agrícolas, fundamentais para empresas exportadoras e para o agronegócio.
Mercado cambial segue sensível ao cenário internacional
Mesmo com a queda registrada nesta manhã, o dólar ainda permanece próximo dos maiores níveis observados desde o fim de março, reflexo das incertezas em torno dos juros americanos e do ambiente geopolítico global.
A redução das apostas em novos aumentos de juros pelo Federal Reserve favorece moedas emergentes, mas analistas alertam que a volatilidade poderá retornar nas próximas sessões com a retomada dos negócios em Wall Street.
Desempenho acumulado dos principais indicadores
- Dólar comercial
- Cotação nesta manhã: cerca de R$ 5,18
- Acumulado da semana: +0,79%
- Acumulado do mês: +0,87%
- Acumulado do ano: -5,12%
- Ibovespa
- Fechamento anterior: 172.788 pontos
- Acumulado da semana: -0,29%
- Acumulado do mês: +0,44%
- Acumulado do ano: +7,24%
Agronegócio acompanha dólar e bolsas
Para o agronegócio brasileiro, a movimentação do dólar permanece como um dos principais fatores de formação de preços das commodities exportadas. Oscilações cambiais influenciam diretamente a competitividade da soja, milho, café, algodão, carnes, açúcar e celulose, além do custo de fertilizantes, defensivos agrícolas e demais insumos importados.
Com os mercados internacionais operando em ritmo reduzido nesta sexta-feira, agentes do setor aguardam a retomada da liquidez na próxima semana para avaliar se o movimento de enfraquecimento do dólar terá continuidade ou se novos indicadores econômicos voltarão a fortalecer a moeda norte-americana.
Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Viçosa reúne pesquisadores da UFV e Epamig para capacitar instrutores do Senar Minas em manejo de pragas e doenças
O município de Viçosa, em Minas Gerais, foi palco de uma importante ação voltada ao fortalecimento da assistência técnica e da capacitação no campo. Por meio do Sistema Faemg Senar, 63 instrutores do Senar Minas participaram de um treinamento metodológico focado em manejo integrado de pragas e doenças, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
A iniciativa teve como objetivo aproximar os avanços científicos desenvolvidos em laboratórios e áreas experimentais da realidade dos produtores rurais, contribuindo para a disseminação de tecnologias, práticas sustentáveis e estratégias de produção mais eficientes em todo o estado.
Capacitação leva inovação ao campo mineiro
Durante duas semanas, os participantes tiveram acesso a conteúdos atualizados sobre manejo fitossanitário, bioinsumos, controle biológico, ecofisiologia vegetal e novas tecnologias voltadas à agricultura sustentável. A programação incluiu atividades práticas, visitas técnicas e debates com especialistas reconhecidos nacionalmente.
Segundo o analista de Formação Profissional Rural do Sistema Faemg Senar, Alexandre Martins, a atualização constante dos instrutores é fundamental para garantir a qualidade dos treinamentos oferecidos aos produtores rurais.
“O objetivo foi proporcionar acesso às tecnologias mais avançadas que estão sendo desenvolvidas pelas instituições de pesquisa, permitindo a construção de um plano instrucional moderno e alinhado às demandas atuais do agronegócio”, afirmou.
Martins também destacou a participação da Bayer, que apresentou tendências de mercado e novas soluções para o setor agrícola.
Contato direto com pesquisadores fortalece a transferência de conhecimento
Para os instrutores participantes, a oportunidade de interagir diretamente com pesquisadores e conhecer resultados recentes de estudos científicos representa um diferencial importante na atuação junto aos produtores.
O instrutor Igor Corsini, que atua no Sul de Minas, destacou que a capacitação abordou desafios frequentemente encontrados nas propriedades rurais.
Segundo ele, a troca de experiências permitiu discutir soluções práticas para situações do cotidiano das lavouras, além de ampliar o conhecimento sobre novas técnicas e estratégias de manejo.
Já a instrutora Jocasta Lopes, do Triângulo Mineiro, ressaltou a diversidade dos temas apresentados ao longo da programação.
De acordo com ela, os participantes tiveram acesso a conteúdos relacionados ao uso de bioinsumos, inimigos naturais, manejo fitossanitário e aplicação correta de tecnologias agrícolas, conhecimentos que serão incorporados aos cursos e treinamentos realizados pelo Senar Minas.
Especialistas apresentam avanços em manejo integrado de pragas
Entre os palestrantes convidados esteve o professor Marcelo Picanço, da UFV, uma das principais referências brasileiras em manejo integrado de pragas.
Durante sua participação, o especialista apresentou estratégias modernas de controle fitossanitário, programas de manejo integrado, uso responsável de defensivos agrícolas e métodos para reduzir perdas em produtos armazenados.
Segundo Picanço, a capacitação dos instrutores amplia significativamente o alcance das tecnologias geradas pelas instituições de pesquisa.
“O conhecimento transmitido aos instrutores chega rapidamente aos produtores rurais, contribuindo para uma agricultura mais competitiva, eficiente e sustentável”, destacou.
Bioinsumos e controle biológico ganham espaço na agricultura
A pesquisadora da Epamig, Wania Neves, apresentou resultados recentes relacionados ao manejo integrado de doenças e ao uso de bioinsumos na agricultura.
Para ela, iniciativas como essa fortalecem a conexão entre pesquisa e produção rural, ampliando o acesso dos agricultores às inovações desenvolvidas pelas instituições científicas.
Outro destaque da programação foi a abordagem sobre ecofisiologia vegetal e sua importância diante dos desafios climáticos enfrentados pela agricultura moderna.
A professora Genaína Souza, do Departamento de Fisiologia Vegetal da UFV, explicou como o entendimento das respostas das plantas às condições ambientais pode contribuir para a redução da incidência de pragas e doenças, além de favorecer ganhos de produtividade.
“A compreensão dos mecanismos fisiológicos das plantas é fundamental para o desenvolvimento de sistemas produtivos mais resilientes e menos dependentes de defensivos agrícolas”, ressaltou.
Agricultura regenerativa e sustentabilidade em foco
A agricultura regenerativa também esteve entre os temas centrais da capacitação. A pesquisadora da Epamig Elem Martins, especialista em café regenerativo e controle biológico, conduziu atividades voltadas à identificação de insetos, manejo de inimigos naturais e utilização de bioinsumos.
Segundo a pesquisadora, manter os profissionais que atuam diretamente no campo atualizados é essencial para acelerar a adoção de práticas mais sustentáveis nas propriedades rurais.
A capacitação reforça o papel do Sistema Faemg Senar como elo entre pesquisa, inovação e produção agropecuária, promovendo a transferência de conhecimento técnico para milhares de produtores rurais mineiros e contribuindo para uma agricultura cada vez mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios futuros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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