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Na sua 3ª edição, programa Centelha Paraná bate recorde com 1.221 ideias inovadoras

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O Programa Centelha Paraná encerrou sua terceira edição com números que demonstram a força do ecossistema de inovação do Estado. Ao todo, foram submetidas 1.221 ideias inovadoras, envolvendo 2.920 empreendedores de 110 municípios paranaenses. O número de propostas é recorde, quase superando a soma de submissões das duas primeiras edições, que no total chega a 1.284 (802 na primeira edição e 482 na segunda). 

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destaca que os resultados da terceira edição do Centelha Paraná demonstram a força do ecossistema de inovação do Estado e o potencial empreendedor dos paranaenses. “Estes números que alcançamos são uma demonstração clara da capacidade criativa e inovadora existente em todas as regiões do Paraná. O Centelha tem justamente esse papel: identificar talentos, transformar conhecimento em oportunidades e criar condições para que boas ideias se tornem negócios capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento.”

Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Finep, e executado no Paraná pela Fundação Araucária, o programa tem como objetivo estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura do empreendedorismo em todas as regiões do Estado. O programa ainda conta com o apoio das secretarias estaduais da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Inovação e Inteligência Artificial, além do SEBRAE e do Separtec (Sistema de Ambientes Promotores de Inovação).

PERFIS – Os números revelam uma participação diversificada e representativa. A maior parte das propostas foi apresentada por empreendedores com idade entre 31 e 40 anos (396 ideias), seguida da faixa de 41 a 50 anos (313) e de 25 a 30 anos (209). Jovens entre 18 e 24 anos responderam por 171 submissões, demonstrando o interesse crescente das novas gerações pela inovação e pelo empreendedorismo tecnológico.

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O levantamento também aponta a forte presença de profissionais altamente qualificados. Mais de 60% dos proponentes possuem graduação e cerca de 30% têm pós-graduação, evidenciando a capacidade do programa de mobilizar talentos e transformar conhecimento em soluções inovadoras.

EM TODO O PARANÁ – As ideias submetidas vieram de todas as regiões do Estado. A Região Metropolitana de Curitiba liderou o número de propostas, com 493 ideias provenientes de 20 municípios, seguida do Norte, com 319 ideias de 22 municípios, e do Oeste, com 122 ideias distribuídas em 17 municípios. A abrangência territorial alcançou 28% dos municípios paranaenses, reforçando o papel do Centelha na interiorização da inovação e no fortalecimento dos ecossistemas regionais de empreendedorismo.

Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, os resultados da terceira edição do Centelha Paraná refletem a maturidade e a capilaridade do ecossistema de inovação do Estado.

“Esta edição do Centelha evidencia, mais uma vez, a força do sistema de ciência, tecnologia e inovação do Paraná. Alcançamos um novo recorde de submissões, resultado do trabalho realizado pelos ambientes promotores de inovação em todas as regiões do Estado”, disse ele. “Destaco especialmente a atuação do Separtec, que hoje conta com uma estrutura capaz de alcançar praticamente todo o território paranaense, ampliando o acesso dos empreendedores às informações, capacitações e ferramentas necessárias para transformar ideias em propostas inovadoras”, ressaltou o diretor. 

SETORES – Entre os setores de aplicação, destacam-se Tecnologia da Informação e Telecomunicações, com 452 ideias submetidas, seguido por Saúde e Bem-Estar (325), Agronegócio (251), Meio Ambiente e Bioeconomia (213) e Educação (208).

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As temáticas mais recorrentes também refletem tendências globais de inovação. A área de Inteligência Artificial e Machine Learning concentrou 34,4% das propostas, seguida por projetos de Impacto Socioambiental (10,4%), Tecnologia Social (9,1%), TI e Telecomunicações (8,2%) e Internet das Coisas (IoT) (7,1%).

O perfil das submissões demonstra que o programa atrai tanto empreendedores em fase inicial quanto projetos já em desenvolvimento. Das propostas apresentadas, 492 estão na fase de ideia, 367 possuem protótipos testados e 76 já contam com protótipos finalizados, evidenciando o potencial de transformação dessas iniciativas em negócios inovadores.

Os dados mostram, ainda, que 32,1% das propostas foram apresentadas por mulheres, percentual expressivo para o setor de inovação.

INVESTIMENTO E APOIO – Com investimento de R$ 4,6 milhões, a terceira edição do Centelha Paraná irá apoiar até 48 empresas inovadoras, consolidando o programa como uma das principais portas de entrada para o empreendedorismo de base tecnológica no Estado. Os resultados reforçam o papel da Fundação Araucária no fortalecimento da inovação, da geração de novos negócios e do desenvolvimento regional por meio da ciência e da tecnologia.

A divulgação do resultado final das ideias inovadoras da fase 1 está prevista para a partir do dia 31 de agosto. Mais informações podem ser obtidas no site da Fundação Araucária em Programas/Programas Abertos. 

Acesse também programacentelha.com.br/pr

Fonte: Governo PR

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Após 48 dias, força-tarefa composta pelo IAT captura onça-pintada em Mandaguari

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O Comando Integrado da Operação Onça confirmou nesta quinta-feira (2), após uma força-tarefa que durou 48 dias, a captura da onça-pintada (Panthera onca) que estava sendo monitorada na área rural de Mandaguari, no Norte do Paraná. O animal, um macho adulto com aproximadamente seis anos e cerca de 90 quilos, passou por uma bateria inicial de exames e foi encaminhado para o Zoológico Municipal de Cascavel, na região Oeste. No local, fará avaliações complementares e coleta de material para confirmar a condição de saúde antes de ser devolvido à natureza.

Composta por técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Militar Ambiental, Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros do Paraná, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Prefeitura de Mandaguari, a operação de captura foi instalada no dia 16 de maio.

“O animal estava aparentemente tranquilo quando foi sedado pelos médicos veterinários, ainda na madrugada desta quinta-feira. Fizemos alguns exames ainda no campo, onde constatamos um bom estado de saúde”, explica a médica veterinária da Diretoria de Patrimônio Natural do IAT, Letícia Koproski.

“A operação foi um sucesso, seguindo parâmetros criteriosos para garantir a segurança tanto da população quanto o bem-estar do animal. Todas as etapas foram baseadas em protocolos específicos para o manejo de grandes felinos, priorizando uma atuação segura, responsável e baseada em critérios técnicos e científicos”, afirma a bióloga da Diretoria de Patrimônio Natural do IAT, Nathália Colombo.

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Agora, o órgão ambiental paranaense vai definir, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os procedimentos de manejo subsequentes à captura, incluindo a melhor destinação. “Seguiremos os critérios técnicos e ambientais aplicáveis para verificar o potencial ponto de soltura e como será feito o monitoramento deste bicho. Além disso, há aspectos relevantes para a conservação da espécie. Queremos aproveitar essa carga genética para reforçar a população de onças”, disse o médico veterinário do setor de Fauna do IAT, Pedro Chaves de Camargo.

COMO AGIR – Órgão responsável pelo cuidado com a fauna silvestre do Paraná, o IAT reforça o pedido para que se evite qualquer tipo de contato com animais. Invariavelmente, a onça voltará para o seu habitat. Ainda assim, explica o biólogo do órgão ambiental Mauro Britto, o indicativo é acionar o IAT, seja pelos escritórios regionais ou por meio do telefone do Setor de Fauna (41) 9-9554-0553.

São os técnicos que farão o manejo correto do animal. “Por mais boa intenção que se tenha, não é permitido que se faça arapucas, armadilhas ou coisas assim. Isso pode ser enquadrado como crime ambiental, passível de processo e multa. Pedimos para que, quando de encontrar um animal de grande porte, acione o IAT imediatamente”, diz o biólogo.

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Mauro Britto explica que, na área rural, predadores naturais, como as onças, costumam ser vistos como “animais que geram prejuízo”, mas a afirmação não é verdadeira. O biólogo cita que o número de situações envolvendo esses animais silvestres é muito inferior quando se comparado a baixas que ocorrem comumente em propriedades rurais, como atolamento de animais na lama, doenças infecciosas, desnutrição ou acidentes de manejo.

“Vale lembrar que as orientações para a prevenção a ataque de predadores inclui também um melhor manejo da propriedade, oferecendo maior segurança ao proprietário rural e ao animal, como a instalação de luzes e alarmes”, afirma Britto.

AJUDE A FAUNA – Ao avistar algum animal silvestre ferido ou para denúncias de atividades ilegais contra animais, entre em contato por meio da Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT). Se preferir, ligue para o Disque Denúncia 181. Informe de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.

Fonte: Governo PR

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