Paraná
Chuva fica acima e temperaturas abaixo da média no Paraná em junho, aponta Simepar
Cidades de todas as regiões paranaenses registraram volumes de chuva acima da média durante junho de 2026. As temperaturas no mês que marca a chegada do inverno ficaram dentro ou até 2°C abaixo da média em todas as estações meteorológicas do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). O balanço foi divulgado pela instituição nesta quinta-feira (2).
Junho começou com maior presença de sol, mas várias frentes frias trouxeram chuva ao Paraná a partir do dia 10 de junho. Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas uma registrou volume de chuva abaixo da média histórica em junho de 2026: a que fica na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, no Litoral, teve 10,2 mm a menos do que o valor médio para o período. Cidades como Capanema, Cândido de Abreu, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Ponta Grossa, São Miguel do Iguaçu e Ubiratã tiveram volumes acumulados de chuva em junho de 2026 pelo menos 100 mm superiores ao volume médio histórico para junho.
Em Campo Mourão, o volume histórico de chuvas foi ultrapassado nos primeiros onze dias do mês. Outras oito cidades alcançaram o acumulado histórico de chuvas para junho em apenas 15 dias: Altônia, Apucarana, Cândido de Abreu, Cianorte, Jaguariaíva, Londrina, Ponta Grossa, e Umuarama (Confira as médias históricas e volumes de chuva registrados em junho de 2026 em todas as estações meteorológicas do Simepar abaixo).
Já com relação às temperaturas, as estações que ficam em Altônia, Capanema, Cascavel, Cianorte, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, Ubiratã e Umuarama registraram valores médios em junho de 2026 mais de 2°C abaixo da média histórica. Todas as outras estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação tiveram temperaturas dentro da média, ou até 1°C abaixo da temperatura média histórica para junho.
O inverno começou no dia 21, e já nos dias 24 e 25 de junho as temperaturas mais baixas de 2026 até o momento foram constatadas em 27 cidades paranaenses, devido à presença de uma forte massa de ar polar. Além do frio, geadas amplas ou nevoeiros foram o destaque na maioria das cidades da metade sul do estado.
No dia 24 bateram o recorde de frio as cidades de Altônia (4,7°C), Assis Chateaubriand (3,7°C), Cascavel (0°C), General Carneiro (-2,8°C), Laranjeiras do Sul (1,1°C), Pato Branco (-1,3°C), Nova Prata do Iguaçu (2,9°C), Toledo (-1,3°C) e Ubiratã (1,9°C). No dia 25, a temperatura mais baixa de 2026 em todo o Paraná foi constatada pela estação meteorológica do Simepar que fica em Palmas: -3,5°C.
No mesmo dia, tiveram o amanhecer mais gelado do ano as estações meteorológicas do Simepar APPA Antonina (8°C), Capanema (0,5°C), Fazenda Rio Grande (0,4°C), Irati (1,2°C), Cruzeiro do Iguaçu (1,7°C), Foz do Iguaçu (1,2°C), Francisco Beltrão (-1,2°C), Guaíra (2,5°C), Guarapuava (-1,4°C), Lapa (-0,1°C), Palotina (-0,9°C), Pinhais (1,3°C), Pinhão (-1,5°C), Santa Helena (0,9°C), São Miguel do Iguaçu (2,9°C), Umuarama (2,2°C), e União da Vitória (-0,2°C).
O mês terminou com intensas células de tempestade passando pelas regiões Oeste, Sudoeste, Campos Gerais e Centro-Sul do Paraná. O Simepar classificou um tornado na categoria F2 da Escala Fujita na comunidade de Imbu, município de Reserva, às 23h de domingo (28). A velocidade do vento, superior aos 200 km/h, arremessou placas de trânsito e destroços de residências a mais de um quilômetro de distância, além de destelhar casas e derrubar diversas árvores.
ESTAÇÃO COM MAIS DE CINCO ANOS DE OPERAÇÃO: MÉDIA HISTÓRICA PARA JUNHO / VOLUME DE CHUVA EM JUNHO DE 2026
Altônia: 78,7 mm / 124,4 mm;
Antonina: 129,8 mm / 150,6 mm;
APPA Antonina: 95,2 mm / 98 mm;
Apucarana: 83,3 mm/ 125,2 mm;
Assis Chateubriand: 103,8 mm / 148,8 mm;
Capanema: 149,6 mm / 277,4 mm;
Cambará: 62,5 mm / 85,6 mm;
Campo Mourão: 109,3 mm / 185,6 mm;
Cândido de Abreu: 137,8 mm / 255 mm;
Cascavel: 125 mm / 130 mm;
Cerro Azul: 77,2 mm/ 99 mm;
Cianorte: 91,4 mm/ 173,4 mm;
Cornélio Procópio: 76,3 mm / 100,8 mm;
Curitiba: 107,3 mm / 126,8 mm;
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 178,4 mm / 241,2 mm;
Fazenda Rio Grande: 123,5 mm / 161,6 mm;
Irati: 133,8 mm / 149 mm;
Cruzeiro do Iguaçu: 254,1 mm / 317,8 mm;
Foz do Iguaçu: 127,2 mm / 224,4 mm;
Francisco Beltrão: 174 mm / 268,8 mm;
Guaira: 80,9 mm / 142,2 mm;
Guarapuava: 161,7 mm / 237,4 mm;
Guaratuba: 128,5 mm / 226,8 mm;
Jaguariaiva: 95 mm / 134,4 mm;
Lapa: 120,9 mm / 180,8 mm;
Laranjeiras do Sul: 158,4 mm / 235,2 mm;
Loanda: 67,6 mm / 83,6 mm;
Londrina: 87,7 mm / 137 mm;
Maringá: 84,6 mm / 121 mm;
Palmas: 149,6 mm / 196,2 mm;
Palotina: 97,3 mm / 128,8 mm;
Paranaguá: 101,7 mm / 109,4 mm;
Paranavaí: 71,3 mm / 80 mm;
Pato Branco: 159,8 mm / 289,8 mm;
Pinhais: 98,5 mm / 105,4 mm;
Pinhão: 176,9 mm / 211,8 mm;
Ponta Grossa: 107,5 mm / 230,6 mm;
Guaraqueçaba: 116,2 mm / 106 mm;
Santa Helena: 136,9 mm / 204,6 mm;
São Miguel do Iguaçu: 123,3 mm / 242,2 mm;
Telêmaco Borba: 107,3 mm / 205 mm;
Toledo: 127,4 mm / 203,4 mm;
Ubiratã: 127,4 mm / 274,6 mm;
Umuarama: 89,3 mm / 128,2 mm;
União da Vitória: 140,7 mm / 214,4 mm.
Fonte: Governo PR
Paraná
Após 48 dias, força-tarefa composta pelo IAT captura onça-pintada em Mandaguari
O Comando Integrado da Operação Onça confirmou nesta quinta-feira (2), após uma força-tarefa que durou 48 dias, a captura da onça-pintada (Panthera onca) que estava sendo monitorada na área rural de Mandaguari, no Norte do Paraná. O animal, um macho adulto com aproximadamente seis anos e cerca de 90 quilos, passou por uma bateria inicial de exames e foi encaminhado para o Zoológico Municipal de Cascavel, na região Oeste. No local, fará avaliações complementares e coleta de material para confirmar a condição de saúde antes de ser devolvido à natureza.
Composta por técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Militar Ambiental, Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros do Paraná, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Prefeitura de Mandaguari, a operação de captura foi instalada no dia 16 de maio.
“O animal estava aparentemente tranquilo quando foi sedado pelos médicos veterinários, ainda na madrugada desta quinta-feira. Fizemos alguns exames ainda no campo, onde constatamos um bom estado de saúde”, explica a médica veterinária da Diretoria de Patrimônio Natural do IAT, Letícia Koproski.
“A operação foi um sucesso, seguindo parâmetros criteriosos para garantir a segurança tanto da população quanto o bem-estar do animal. Todas as etapas foram baseadas em protocolos específicos para o manejo de grandes felinos, priorizando uma atuação segura, responsável e baseada em critérios técnicos e científicos”, afirma a bióloga da Diretoria de Patrimônio Natural do IAT, Nathália Colombo.
Agora, o órgão ambiental paranaense vai definir, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os procedimentos de manejo subsequentes à captura, incluindo a melhor destinação. “Seguiremos os critérios técnicos e ambientais aplicáveis para verificar o potencial ponto de soltura e como será feito o monitoramento deste bicho. Além disso, há aspectos relevantes para a conservação da espécie. Queremos aproveitar essa carga genética para reforçar a população de onças”, disse o médico veterinário do setor de Fauna do IAT, Pedro Chaves de Camargo.
COMO AGIR – Órgão responsável pelo cuidado com a fauna silvestre do Paraná, o IAT reforça o pedido para que se evite qualquer tipo de contato com animais. Invariavelmente, a onça voltará para o seu habitat. Ainda assim, explica o biólogo do órgão ambiental Mauro Britto, o indicativo é acionar o IAT, seja pelos escritórios regionais ou por meio do telefone do Setor de Fauna (41) 9-9554-0553.
São os técnicos que farão o manejo correto do animal. “Por mais boa intenção que se tenha, não é permitido que se faça arapucas, armadilhas ou coisas assim. Isso pode ser enquadrado como crime ambiental, passível de processo e multa. Pedimos para que, quando de encontrar um animal de grande porte, acione o IAT imediatamente”, diz o biólogo.
Mauro Britto explica que, na área rural, predadores naturais, como as onças, costumam ser vistos como “animais que geram prejuízo”, mas a afirmação não é verdadeira. O biólogo cita que o número de situações envolvendo esses animais silvestres é muito inferior quando se comparado a baixas que ocorrem comumente em propriedades rurais, como atolamento de animais na lama, doenças infecciosas, desnutrição ou acidentes de manejo.
“Vale lembrar que as orientações para a prevenção a ataque de predadores inclui também um melhor manejo da propriedade, oferecendo maior segurança ao proprietário rural e ao animal, como a instalação de luzes e alarmes”, afirma Britto.
AJUDE A FAUNA – Ao avistar algum animal silvestre ferido ou para denúncias de atividades ilegais contra animais, entre em contato por meio da Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT). Se preferir, ligue para o Disque Denúncia 181. Informe de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.
Fonte: Governo PR
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