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Feicorte 2026 fortalece pecuária brasileira com inovação, tecnologia internacional e foco em rentabilidade

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A Feicorte 2026 consolidou seu papel como um dos principais eventos da pecuária de corte da América Latina ao reunir especialistas nacionais e internacionais para discutir inovação, sustentabilidade, genética, nutrição e estratégias voltadas ao aumento da produtividade no campo. Realizada em Presidente Prudente (SP), a feira ampliou o intercâmbio de conhecimento entre o Brasil e importantes polos mundiais da produção de carne bovina, aproximando o pecuarista de tecnologias e modelos de produção já consolidados em outros países.

No terceiro dia de programação, o Fórum Feicorte destacou experiências desenvolvidas nos Estados Unidos, Canadá, Paraguai, África do Sul e México, mostrando como a troca de conhecimento internacional pode contribuir para elevar a competitividade da pecuária brasileira diante das novas exigências do mercado global.

Intercâmbio internacional impulsiona a modernização da pecuária

A internacionalização da programação foi um dos principais diferenciais da edição deste ano. Segundo a diretora técnica da DGT Brasil e integrante da organização da feira, Liliane Suguisawa, a presença de especialistas estrangeiros amplia o acesso dos produtores brasileiros às tendências mundiais e fortalece a imagem da pecuária nacional perante o mercado internacional.

De acordo com ela, além de compartilhar tecnologias e sistemas produtivos já utilizados em outros países, os convidados internacionais também passam a conhecer de perto a evolução da cadeia brasileira da carne, reconhecendo os avanços em produtividade, sustentabilidade e qualidade da produção nacional.

A iniciativa reforça a posição do Brasil como uma das maiores potências globais na produção e exportação de carne bovina, ao mesmo tempo em que estimula a busca por produtos de maior valor agregado.

Casos internacionais apresentam novas estratégias de produção

Entre as palestras internacionais, um dos destaques foi a apresentação do pecuarista paraguaio Eugênio Valente Gomes, que compartilhou a experiência do Condomínio Valente Gomes, localizado no Chaco Central.

O especialista apresentou o modelo de recria intensiva a pasto (RIP), sistema que combina pastagens de alta qualidade com suplementação concentrada no cocho, permitindo acelerar o ganho de peso dos animais e aumentar o giro do rebanho.

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Outra palestra de destaque foi conduzida pelo consultor sul-africano Conrad Coetzer, que demonstrou como o modelo de confinamento adotado na África do Sul possui características semelhantes às encontradas na pecuária brasileira e pode servir de referência para ganhos de eficiência e rentabilidade.

Durante os dias anteriores do evento, o cientista norte-americano Tad Sonstegard abordou os avanços da edição gênica e da seleção genômica aplicadas à pecuária tropical, enquanto o médico-veterinário Luis Burciaga, que atua no Canadá, apresentou uma análise sobre as mudanças no comportamento do consumidor mundial e seus impactos sobre a cadeia global da carne.

ILPF reforça compromisso com sustentabilidade

Outro espaço que atraiu grande interesse dos visitantes foi a Área de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), instalada em uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados.

A iniciativa apresentou tecnologias voltadas à produção integrada de grãos, pastagens e florestas, demonstrando como o sistema pode aumentar a produtividade das propriedades, recuperar áreas degradadas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Desenvolvido pela Rede ILPF em parceria com a CATI, o ITESP e empresas do setor, o espaço promoveu demonstrações práticas e palestras técnicas sobre a adoção de sistemas integrados de produção, considerados uma das principais ferramentas para uma agropecuária mais sustentável.

Eficiência produtiva é destaque nas discussões técnicas

Ao longo da programação, especialistas também abordaram estratégias para aumentar a rentabilidade da pecuária de corte por meio do manejo nutricional e da melhoria dos índices zootécnicos.

O pesquisador Felipe Santos Dalólio destacou a importância da recria para o desempenho econômico das fazendas, enfatizando que o conhecimento da fisiologia dos animais permite ganhos expressivos de produtividade.

Já o zootecnista Rogério Coan apresentou técnicas voltadas ao desenvolvimento de pastagens de alta performance e à utilização da Terminação Intensiva a Pasto (TIP), sistema que acelera o ganho de peso dos bovinos utilizando suplementação concentrada sobre pastagens de elevada qualidade.

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Também durante o Fórum, o especialista André Nagatani ressaltou que a eficiência alimentar é um dos principais fatores para elevar a lucratividade da atividade, permitindo transformar cada quilo de alimento consumido em maior produção de carne e melhor retorno econômico ao produtor.

Espaço Origens valoriza inovação e empreendedorismo rural

Além da programação técnica, a Feicorte 2026 abriu espaço para o fortalecimento das cadeias produtivas regionais por meio do Espaço Origens.

Em parceria com o Sebrae e a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, o ambiente reuniu produtores, agroindústrias e startups que apresentaram produtos artesanais, alimentos, bebidas, mel, artigos em couro, biojoias, cutelaria e soluções tecnológicas para a gestão das propriedades rurais.

Entre os participantes estiveram a Queijaria Monte Alegre, de Diamantina (MG), e a startup inLida, especializada em ferramentas digitais para a pecuária de cria.

Programação será encerrada com foco em reprodução e genética

A programação da Feicorte 2026 será concluída nesta sexta-feira (26) com a realização do 4º Simpósio ReprodOeste, promovido pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

O encontro terá como tema central a produção de fêmeas precoces, reunindo pesquisadores e técnicos para discutir estratégias que permitam reduzir o ciclo produtivo e aumentar a eficiência reprodutiva dos rebanhos.

O último dia do evento também contará com julgamentos das raças Angus e Sindi, além do tradicional Leilão Pecuária Solidária, cuja arrecadação será integralmente destinada ao Núcleo Tthere, instituição de Presidente Prudente voltada à inclusão social e à qualificação profissional de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Ao reunir inovação, sustentabilidade, tecnologia e conhecimento internacional, a Feicorte 2026 reforça seu papel como um dos principais fóruns de desenvolvimento da pecuária brasileira, oferecendo ao produtor ferramentas para aumentar a eficiência, agregar valor à produção e ampliar a competitividade da carne bovina nacional nos mercados interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja sobe no Brasil com alta em Chicago e mercado atento aos dados do USDA

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Mercado da soja reage com melhora nas cotações

O mercado brasileiro de soja encerra a semana em tom mais positivo, após um período de forte oscilação. A combinação entre valorização na Bolsa de Chicago e prêmios firmes nos portos trouxe maior dinamismo aos negócios, especialmente na quinta-feira, que registrou aumento no fluxo de comercialização.

Segundo análise da Safras & Mercado, a alta das cotações internacionais, somada à sustentação dos prêmios de exportação, ajudou na formação de preços mais atrativos ao longo do dia.

Chicago sustenta recuperação com clima e ajustes técnicos

Os contratos futuros da soja avançaram na Chicago Board of Trade (CBOT), apoiados por previsões de temperaturas elevadas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, fator que pode impactar o desenvolvimento das lavouras.

Além disso, o mercado já começa a se posicionar para os próximos relatórios do USDA, que devem trazer novos dados sobre área plantada e estoques norte-americanos.

Produtor brasileiro mantém cautela nas vendas

Apesar da melhora nas cotações, o produtor brasileiro segue adotando postura defensiva, limitando a oferta no mercado físico e buscando preços mais altos.

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De acordo com analistas, o movimento é de “jogo duro” nas negociações, com retenção de lotes e maior exigência nas pedidas de venda.

Cotações da soja no mercado físico sobem em diversas praças

No mercado interno, houve leve valorização em importantes regiões produtoras:

  • Passo Fundo (RS): R$ 128,00 → R$ 129,00/saca
  • Santa Rosa (RS): R$ 129,00 → R$ 130,00/saca
  • Cascavel (PR): R$ 124,00 → R$ 125,00/saca
  • Rondonópolis (MT): R$ 114,00 → R$ 115,00/saca
  • Dourados (MS): R$ 116,50 → R$ 117,00/saca
  • Rio Verde (GO): manteve R$ 117,00/saca

Nos portos, também houve avanço:

  • Paranaguá (PR): R$ 135,00 → R$ 136,00/saca
  • Rio Grande (RS): R$ 135,00 → R$ 136,00/saca
Mercado volta atenções aos relatórios do USDA

A próxima semana será decisiva para o direcionamento dos preços, com a divulgação de dados importantes do USDA.

O órgão norte-americano deve indicar área plantada com soja em cerca de 85,37 milhões de acres, acima do ciclo anterior e também superior à intenção divulgada em março, que apontava 84,7 milhões de acres.

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O relatório será divulgado na terça-feira, 30, às 13h, junto com os dados de estoques trimestrais em 1º de junho.

Estoques dos EUA seguem no radar do mercado

O mercado estima estoques norte-americanos em 1,051 bilhão de bushels. Em março, o volume registrado foi de 2,105 bilhões de bushels, enquanto em junho do ano passado o total era de 1,008 bilhão.

A expectativa é que os números tragam maior clareza sobre o equilíbrio entre oferta e demanda global, podendo influenciar diretamente os preços na CBOT e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Perspectiva para os próximos dias

Com fundamentos externos mais favoráveis e atenção total aos dados do USDA, o mercado da soja tende a seguir volátil, porém sustentado no curto prazo. O comportamento dos preços em Chicago e a postura dos produtores brasileiros serão determinantes para o ritmo dos negócios nos próximos pregões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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