Agro
VLI bate recorde histórico de movimentação no Corredor Sudeste e reforça eficiência logística no agronegócio
A VLI, companhia de soluções logísticas que atua em ferrovias, portos e terminais, registrou em maio a maior movimentação mensal de cargas de sua história no Corredor Sudeste. O desempenho reforça o papel estratégico da infraestrutura ferroviária no escoamento da produção do agronegócio brasileiro.
O volume transportado no período alcançou 1,14 bilhão de TKU (toneladas por quilômetro útil), indicador que considera tanto a quantidade de carga quanto a distância percorrida. O corredor conecta importantes regiões produtoras do Centro-Oeste aos portos da Baixada Santista, utilizando a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) como principal eixo de operação.
Segundo a companhia, o resultado reflete o avanço da integração entre ferrovia, terminais e operações portuárias, além de investimentos contínuos em eficiência e aumento de capacidade logística.
“Esse recorde reflete a consistência da nossa operação no Corredor Sudeste. A integração entre ferrovia, terminais e porto, aliada a decisões de investimento bem direcionadas e à disciplina operacional, tem elevado os níveis de produtividade e confiabilidade”, destacou Marcelo Cardoso, diretor de Operações do Corredor Sudeste da VLI.
Corredor Sudeste é peça-chave no escoamento do agronegócio
O Corredor Sudeste é um dos principais sistemas logísticos do país para exportação de commodities agrícolas. A estrutura atende fluxos de importação e exportação por meio do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), no Porto de Santos.
Pelo corredor, a VLI movimenta grãos como milho e soja, além de farelo, açúcar e fertilizantes, essenciais para o abastecimento da cadeia produtiva nacional. A operação também conta com terminais integradores estratégicos localizados em Uberaba (MG) e Guará (SP), responsáveis pelo transbordo das cargas para o sistema ferroviário.
Investimentos ampliam capacidade operacional
O recorde de movimentação ocorre em meio a um ciclo recente de investimentos em infraestrutura logística. Em 2024, a VLI concluiu a implantação de uma nova linha férrea no Tiplam, com 2 km de extensão e aporte de R$ 38 milhões.
A ampliação permite aumento de até 30% na capacidade de carregamento ferroviário de fertilizantes, insumo fundamental para a produção agrícola, especialmente nas regiões do Mato Grosso.
No ano anterior, o terminal também passou por obras de ampliação do calado dos berços 2, 3 e 4 e do canal Piaçaguera, com investimento próximo de R$ 35 milhões. A intervenção elevou o calado máximo de 13,35 metros para 14,10 metros, permitindo maior capacidade de carga dos navios e ganho estimado de cerca de 10% na eficiência operacional.
Logística mais eficiente e sustentável
A empresa destaca que o avanço operacional no Corredor Sudeste contribui não apenas para ganhos de produtividade, mas também para uma logística de menor intensidade de carbono, ao ampliar o uso do transporte ferroviário em substituição ao modal rodoviário em longas distâncias.
Com o novo recorde, a VLI reforça sua posição como um dos principais operadores logísticos do país no escoamento da produção do agronegócio brasileiro para o mercado externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Galinhas soltas e felizes, ovos caipiras, orgânicos: Mapa acompanha diversificação do mercado
Happy eggs, galinhas livres, ovos orgânicos, caipiras, com ômega 3, líquidos ou em pó, brancos, vermelhos e até azulados. O mercado de ovos no Brasil oferece uma variedade de produtos e sistemas de produção. As diferentes denominações estão relacionadas às características do sistema de criação, à composição ou ao processamento do alimento e devem observar as regras previstas para produção e rotulagem.
De acordo com o Instituto Ovos Brasil, o consumo por habitante passou de 120 ovos por ano, em 2010, para 310 ovos em 2026. O país é o sexto maior consumidor e o quarto maior produtor mundial.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha a evolução do setor, estabelece normas para a produção e fiscaliza estabelecimentos e produtos de origem animal, dentro de suas competências. Os produtos podem ser identificados conforme a espécie de origem e as características do sistema de produção. No caso de ovos de outras aves, como codornas, patos e avestruzes, a espécie deve ser informada na embalagem. Denominações como “caipira” e “orgânico” também devem observar regras específicas de produção e rotulagem.
DIFERENÇAS
Os ovos convencionais, brancos ou vermelhos, apresentam a mesma composição nutricional. A principal diferença entre eles está relacionada à linhagem ou raça das galinhas: ovos brancos geralmente vêm de aves de penas brancas, enquanto os de casca vermelha são produzidos por linhagens de penas mais escuras. A cor da casca, por si só, não determina diferenças nutricionais.
Na produção convencional, as aves podem ser criadas em diferentes sistemas, inclusive em gaiolas, conforme as normas aplicáveis.
A produção de ovos caipiras prevê requisitos específicos para a criação das aves, incluindo acesso a áreas externas de pastejo. As áreas destinadas às aves devem observar medidas de biosseguridade para reduzir riscos sanitários, inclusive relacionados ao contato com aves silvestres.
Já as galinhas criadas em sistemas livres de gaiolas ficam soltas em galpões. Conforme o sistema adotado, podem ter ou não acesso a áreas externas. As condições de criação e a densidade das aves devem observar os requisitos previstos para o sistema de produção.
Expressões como “galinhas felizes” ou “happy eggs” podem ser utilizadas como estratégia de comunicação ou marketing. Elas, no entanto, não substituem as denominações e informações exigidas pela legislação. Quando a embalagem apresenta uma característica diferenciada, a informação deve corresponder às condições efetivamente verificadas na produção.
Também existem ovos cuja composição é associada à presença de nutrientes específicos, como ômega 3, selênio ou vitamina E. Nesses casos, a alimentação fornecida às aves pode ser formulada para influenciar a composição do produto final. As informações e alegações apresentadas na embalagem devem observar as regras aplicáveis à rotulagem de alimentos.
O ovo orgânico segue a legislação de produção orgânica em vigor no país, que estabelece requisitos específicos para alimentação, manejo das aves e utilização de insumos. O sistema também prevê restrições específicas para medicamentos, insumos e componentes utilizados na alimentação.
Ovos líquidos e em pó são produtos obtidos a partir do processamento dos ovos. Podem ser utilizados pela indústria de alimentos, por padarias e também em preparações destinadas ao consumidor. A apresentação facilita a manipulação e o uso do produto, e clara e gema podem ser comercializadas separadamente.
No Brasil, os ovos de diferentes cores ainda são menos comuns, mas existem variedades com casca azulada e outras tonalidades. A cor da casca está relacionada à linhagem ou raça da galinha e, por si só, não indica diferença nutricional. Quando essa característica estiver associada à origem genética da ave, a informação deve observar as regras de identificação e rotulagem.
CURIOSIDADES
A diversificação dos produtos não é, por si só, uma exigência legal. No entanto, quando o produtor declara uma condição diferenciada, como “caipira” ou “orgânico”, é necessário atender aos requisitos correspondentes.
Cabe aos serviços de inspeção competentes verificar o cumprimento dessas condições dentro de suas atribuições. Assim, as características declaradas na embalagem devem corresponder ao produto efetivamente produzido e comercializado.
VENDAS
A fiscalização da produção de ovos nos estabelecimentos produtores envolve os serviços de inspeção competentes, conforme o tipo de estabelecimento e o âmbito de comercialização. O estabelecimento deve estar registrado no serviço de inspeção correspondente – municipal, estadual ou federal – de acordo com as regras aplicáveis à comercialização do produto.
No varejo, a fiscalização também envolve as vigilâncias sanitárias municipal ou estadual, conforme suas atribuições.
De acordo com o Instituto Ovos Brasil, cerca de 20% da produção nacional de ovos chega às grandes redes de supermercados. Os demais são comercializados por outros canais, como pequenos estabelecimentos, feiras e diretamente à indústria.
O Brasil também exporta ovos. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações em 2025 somaram 40.894 toneladas, aumento de 121% em relação ao ano anterior. Entre os principais destinos estiveram Estados Unidos, Japão, Chile, México e Emirados Árabes Unidos.
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