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Parceria entre Biojet e AGCO amplia acesso à tecnologia de aplicação de bioinsumos no plantio

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A busca por maior eficiência operacional e melhor aproveitamento dos bioinsumos nas lavouras brasileiras ganhou um novo impulso com a parceria firmada entre a Biojet e a AGCO do Brasil. O acordo homologou o pulverizador de sulco BJ 1000L para utilização nas plantadeiras Momentum, ampliando o acesso dos produtores rurais a uma tecnologia voltada à aplicação precisa de insumos durante o plantio.

A Biojet, fabricante de equipamentos agrícolas integrante do ecossistema de biológicos Cogny, passa agora a contar com o aval técnico da AGCO para comercialização da solução junto à rede de concessionárias das marcas Fendt, Massey Ferguson e Valtra. Com isso, aproximadamente 400 pontos de venda em todo o país poderão recomendar o equipamento aos agricultores.

A parceria foi apresentada oficialmente durante a Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP), reforçando a estratégia de expansão da empresa em um mercado cada vez mais orientado pela adoção de tecnologias sustentáveis e de alta eficiência agronômica.

Homologação garante compatibilidade e segurança operacional

O pulverizador de sulco BJ 1000L foi aprovado para operar nas versões de 30 e 40 linhas da plantadeira Momentum, referência nacional entre as máquinas autotransportáveis para semeadura.

A homologação atesta a compatibilidade mecânica, hidráulica e eletrônica entre os equipamentos, reduzindo a necessidade de adaptações por parte do produtor e aumentando a segurança operacional durante o plantio.

Embora a solução não seja fornecida de fábrica nas plantadeiras, ela passa a estar disponível para aquisição por meio da rede de concessionárias da AGCO, ampliando o alcance comercial da tecnologia.

Crescimento dos bioinsumos impulsiona demanda por equipamentos especializados

A expansão dos bioinsumos no agronegócio brasileiro tem criado novas demandas por tecnologias capazes de garantir maior precisão na aplicação desses produtos.

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Segundo dados da CropLife Brasil, apresentados no relatório Panorama de Bioinsumos no Brasil 2025, o país já supera 150 milhões de hectares tratados com soluções biológicas, movimentando um mercado estimado em R$ 4,35 bilhões anuais.

O avanço desse segmento é favorecido pela busca dos produtores por alternativas sustentáveis e pela necessidade de reduzir a exposição à volatilidade dos mercados internacionais, especialmente em relação aos fertilizantes importados.

De acordo com Jair A. Swarowsky, vice-presidente comercial e de marketing da Cogny, o cenário geopolítico global tem contribuído para acelerar essa transformação.

“A dependência de insumos importados expõe o produtor às oscilações internacionais. Nesse contexto, os bioinsumos ganham espaço como alternativa estratégica, aumentando a necessidade de tecnologias que garantam aplicações mais eficientes”, destaca o executivo.

Sulco de plantio ganha protagonismo no manejo biológico

Estudos da Embrapa indicam que a aplicação de microrganismos diretamente no sulco de plantio pode proporcionar melhores condições para o estabelecimento dos agentes biológicos desde o início do ciclo produtivo.

Essa estratégia favorece culturas extensivas como soja, milho e algodão, ampliando o potencial de resposta agronômica e contribuindo para ganhos de produtividade.

Com mais de uma década de experiência acumulada pelas empresas do ecossistema Cogny no mercado de microbiológicos, a Biojet desenvolveu seus equipamentos especificamente para atender às exigências desse segmento.

A proposta é substituir adaptações frequentemente realizadas em máquinas convencionais por soluções projetadas para oferecer maior uniformidade de distribuição, qualidade de aplicação e eficiência operacional.

Renovação da frota agrícola cria novas oportunidades

Outro fator que fortalece as perspectivas de crescimento para o setor é a renovação gradual da frota de máquinas agrícolas no Brasil.

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Levantamento da Kynetec, baseado no estudo Brazil Farm Machinery Market – Planters & Seeders Insights 2024, estima que o país possua entre 200 mil e 300 mil plantadeiras em operação. Uma parcela significativa desses equipamentos possui mais de dez anos de uso.

A tendência é que a modernização da frota impulsione a adoção de máquinas mais tecnológicas e compatíveis com sistemas avançados de aplicação de insumos.

Segundo Bruno Copetti de Barros, diretor de operações da Biojet, esse movimento deve fortalecer o papel das concessionárias como importantes canais de disseminação tecnológica no campo.

“A substituição gradual das plantadeiras tende a ampliar a demanda por soluções complementares que aumentem a eficiência operacional das máquinas. Nesse contexto, a recomendação técnica realizada pelas concessionárias ganha relevância estratégica”, afirma.

Expansão comercial e fortalecimento da agricultura de precisão

Com a homologação do BJ 1000L pela AGCO, a Biojet amplia sua presença no mercado nacional e fortalece sua posição no segmento de tecnologias para aplicação de bioinsumos.

A expectativa é que a parceria abra caminho para a incorporação gradual de outras soluções do portfólio da empresa à rede de concessionárias da fabricante, acompanhando a crescente demanda do agronegócio por agricultura de precisão, sustentabilidade e maior eficiência no uso de insumos.

O movimento reforça uma tendência cada vez mais evidente no setor: a integração entre máquinas agrícolas e tecnologias especializadas como fator decisivo para elevar produtividade, reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade das propriedades rurais brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safrinha de milho 2026: colheita começa em Goiás com produtividade abaixo do potencial após estiagem

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A colheita da segunda safra de milho 2026 começou no sudoeste de Goiás e já revela os desafios enfrentados pelos produtores ao longo do ciclo. Embora as primeiras áreas apresentem produtividade satisfatória, os impactos da estiagem registrada durante o desenvolvimento das lavouras devem limitar o potencial produtivo da safra no estado.

Na área de atuação da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), cerca de 1% dos 1,1 milhão de hectares cultivados já foram colhidos. Em Rio Verde, principal polo agrícola da região, os trabalhos avançam sobre aproximadamente 3% dos 400 mil hectares plantados com milho safrinha.

Primeiras áreas apresentam bons resultados

Segundo informações do departamento técnico da cooperativa, as áreas consideradas mais favorecidas apresentaram produtividade inicial em torno de 7.200 quilos por hectare, resultado considerado positivo para o início da colheita.

Entretanto, a expectativa é que esse desempenho não represente a realidade da maior parte das lavouras que ainda serão colhidas.

A falta de chuvas em momentos decisivos do ciclo comprometeu o desenvolvimento das plantas em diversas regiões produtoras, reduzindo significativamente o potencial produtivo da safra.

“Os primeiros resultados são de áreas nobres, que receberam melhores condições de desenvolvimento. A tendência é de redução dos rendimentos médios à medida que a colheita avance”, avaliam técnicos da cooperativa.

Chuvas recentes podem atrasar os trabalhos

As precipitações registradas no último fim de semana no sudoeste goiano devem provocar uma desaceleração temporária da colheita.

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A expectativa é que o excesso de umidade no campo possa interromper ou reduzir o ritmo das operações por até dez dias em algumas áreas.

Apesar disso, as chuvas chegam tarde para reverter as perdas já consolidadas nas lavouras afetadas pela seca.

Os produtores seguem concentrados na retirada dos grãos do campo e na avaliação dos impactos efetivos sobre a produtividade final da safra.

Estiagem reduz expectativa de rendimento

De acordo com as projeções do setor técnico, a produtividade média da região deve ficar próxima de 4.200 quilos por hectare, número significativamente inferior ao observado nas áreas mais produtivas colhidas neste início de safra.

O resultado reflete principalmente os efeitos da irregularidade climática registrada durante os meses de desenvolvimento das lavouras.

A redução dos rendimentos preocupa produtores e cooperativas, especialmente diante do aumento dos custos de produção observado ao longo do ciclo agrícola.

Produção de Goiás deve cair mais de 3 milhões de toneladas

Levantamento mais recente da Safras & Mercado aponta uma redução expressiva na produção de milho safrinha em Goiás na temporada 2026.

A estimativa é de uma colheita de 12,592 milhões de toneladas, volume inferior às 16,058 milhões de toneladas obtidas em 2025.

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A queda representa uma retração superior a 21% na produção estadual.

O cenário chama atenção porque ocorre mesmo com o aumento da área cultivada.

Área cresce, mas produtividade recua

Segundo as projeções, a área destinada ao milho safrinha em Goiás deverá alcançar 2,421 milhões de hectares em 2026, crescimento de 1,2% em relação aos 2,392 milhões de hectares registrados no ciclo anterior.

No entanto, o avanço da área não foi suficiente para compensar as perdas causadas pelo clima adverso.

A produtividade média estadual está estimada em 5.200 quilos por hectare, abaixo dos 6.712 quilos por hectare registrados na safra passada.

Mercado acompanha impacto da quebra produtiva

A redução da produção goiana ocorre em um momento estratégico para o mercado brasileiro de milho. Goiás é um dos principais estados produtores do país e tem papel fundamental no abastecimento interno, na formação dos estoques e nas exportações.

Com a colheita ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado acompanhará de perto os resultados efetivos das lavouras para medir o impacto da quebra produtiva sobre a oferta nacional.

Apesar das perdas registradas em parte das áreas, a expectativa é de que o avanço da colheita traga maior clareza sobre o tamanho da safra e contribua para a definição dos movimentos de preços no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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