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Paraná investe em capacitação de profissionais para reduzir mortalidade materna e infantil

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A qualificação contínua das equipes é uma das medidas estratégicas que vêm sendo desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para reduzir a mortalidade materna e infantil. Nesse sentido, a atuação da Secretaria combina a organização da Rede de Atenção à Saúde, com o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e adoção de metodologias que qualifiquem o cuidado e ampliem o acesso das gestantes aos serviços essenciais. Essas ações integram um esforço para garantir atendimento seguro, humanizado e resolutivo em todas as fases da gestação, pré-natal, parto, puerpério, e nascimento.

Seguindo nessa linha, no Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna e Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher, celebrados neste 28 de maio, a Sesa destaca mais uma importante medida para fortalecer a assistência e a segurança de mães e bebês no Estado. A implantação do curso ALSO®️ (Advanced Life Support in Obstetric) e SAVO®️ (Suporte Avançado de Vida em Obstetrícia), voltado para a capacitação de 800 profissionais que atuam na Linha de Cuidado Materno Infantil paranaense.

A formação tem investimento de R$ 3 milhões, e conta com carga horária de 18 horas. O principal objetivo é o aperfeiçoamento prático e teórico de médicos e enfermeiros no manejo de complicações críticas da gestação, parto e pós-parto, com foco direto na redução dos índices de óbitos.

Certificado pela American Academy of Family Physicians, o curso é uma das metodologias mais respeitadas globalmente para o desenvolvimento de habilidades em emergências obstétricas. O programa prepara as equipes para agir com agilidade e eficiência frente a quadros de alta gravidade, minimizando riscos para a mãe e para o recém-nascido.

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A implementação da capacitação atende à Deliberação nº 149/2025 da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR), que aprovou um conjunto de estratégias prioritárias para o enfrentamento da mortalidade materna e infantil no Estado.

“A maioria das mortes maternas pode ser evitada se houver uma identificação rápida e uma conduta precisa. Estamos dando aos nossos profissionais as melhores ferramentas técnicas existentes para salvar vidas nos hospitais e maternidades do Paraná”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Os dados recentes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e de Nascidos Vivos (Sinasc) mostram que a diligência já reflete nos resultados, que apresentam tendência de queda. A taxa de Mortalidade Infantil no Paraná, que fechou em 10,3 por mil nascidos vivos em 2022, registrou uma queda para 9,9 por mil nascidos vivos em 2026.

Já a mortalidade materna registrou 42 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 2022, subiu para 48 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 2025 e apresentou recuo para 42,6 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 2026. Diante disso, o foco da Sesa é acelerar essa propensão de redução para atingir as metas pactuadas no Plano Estadual de Saúde do Paraná 2024–2027, que prevê reduzir a mortalidade infantil para 9,0 por mil nascidos vivos e a mortalidade materna para 37,0 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos.

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No Paraná, em 2025, 46% dos óbitos maternos decorreram de causas obstétricas diretas e outros 46% de causas obstétricas indiretas relacionadas à gestação. Entre as causas obstétricas diretas, destacaram-se hemorragias (26,1%), transtornos hipertensivos (26,1%) e embolia de origem obstétrica (8,7%). Já entre as causas obstétricas indiretas, prevalecem as doenças do aparelho circulatório (21,7%), as doenças do aparelho respiratório (8,7%) e outras afecções não especificadas que complicam a gestação, o parto e o puerpério.

Além disso, a análise de dados de Near Miss Materno (mulheres que enfrentaram complicações graves e quase evoluíram para o óbito), revela que 80% dos casos de morbidade materna grave no Estado estão associados às síndromes hipertensivas e às hemorragias.

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) reforça que o manejo de intercorrências como pré-eclâmpsia, eclâmpsia e hemorragias pós-parto imediatas já é amplamente consolidado pela ciência. Portanto, além de garantir o acesso das mulheres aos serviços de saúde, a eficiência do atendimento depende diretamente de equipes preparadas para aplicar os protocolos corretos no tempo oportuno. “Nós estamos despendendo esforços no sentido de combater os índices de mortalidade materno-infantil. Estamos trabalhando em diferentes frentes para dar apoio e garantias para todas as mães e, essa capacitação reforça a rede de cuidados e de proteção à saúde da mulher, transformando o conhecimento técnico em um escudo essencial para o nascimento seguro em todas as regiões do Estado”, enfatizou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

Fonte: Governo PR

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Pagamento de pensão alimentícia por Pix está entre os temas da semana

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O MP Responde desta semana traz duas questões relacionadas ao pagamento de pensão alimentícia: a novidade do Pix-pensão e quem deve receber o pagamento em nome de um adolescente. Quem esclarece as dúvidas é o Promotor de Justiça Otávio Guizzo Duncan Couto, do Ministério Público do Paraná. Confira:

– Vi que aprovaram o Pix-pensão. Como funciona e como faço para pedir que o pai do meu filho pague a pensão por Pix?

– Tenho 17 anos, e meu pai paga pensão, mas o dinheiro vai todo pra minha mãe. Não sou eu quem deveria receber o dinheiro?

Serviço à população – O MP Responde tem o formato de spot com até um minuto e meio de duração, nos quais procuradores e promotores de Justiça respondem perguntas relacionadas ao trabalho do Ministério Público e a assuntos jurídicos.

Os spots podem ser veiculados gratuitamente por qualquer rádio interessada. As perguntas são baseadas em questões da comunidade que chegam ao MPPR, e também é possível sugerir temas. Os contatos são o e-mail: [email protected] ou nossas redes sociais, no perfil @mpparana.

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Podcasts – Os programas de rádio do MPPR também são disponibilizados nas plataformas Spotify e Apple.

Edições anteriores:

– A prefeitura da minha cidade joga lixo num lixão a céu aberto, cheio de urubus e chorume. O Ministério Público pode ajudar a resolver essa situação?

– Moro perto de plantações onde às vezes um trator joga veneno, e o cheiro chega nas casas. Há um limite de distância para aplicação de agrotóxicos?

– Alguém que tem pais separados e não recebe nenhuma atenção de um deles pode denunciar por abandono afetivo?

– Quais podem ser as consequências legais para alguém que comete o chamado “abandono afetivo” em relação a um filho?

– Meu filho estava brincando num joguinho em um site para crianças, e apareceu propaganda de uma casa de apostas. Isso não é proibido?

– Um influenciador posta numa rede social vídeos de agressões e humilhações contra adolescentes. Ele pode ser denunciado?

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Fonte: Ministério Público PR

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