Agro
Ambiência nas granjas vira fator estratégico para reduzir doenças e elevar produtividade na suinocultura
A ambiência nas granjas passou a ocupar posição estratégica dentro da suinocultura moderna, especialmente em um cenário marcado por maior variabilidade climática, pressão por produtividade e aumento dos desafios sanitários.
Mais do que combater apenas o calor, produtores e técnicos do setor intensificam o monitoramento de fatores como ventilação, umidade, qualidade do ar, manejo de dejetos e conforto térmico para reduzir riscos de doenças respiratórias e entéricas nos plantéis.
Segundo especialistas da Boehringer Ingelheim, falhas no controle ambiental podem elevar rapidamente a pressão de infecção dentro das granjas, comprometendo desempenho zootécnico, bem-estar animal e rentabilidade da produção.
Ambiência inadequada aumenta risco sanitário nas granjas
Na prática, problemas de ambiência impactam diretamente o comportamento dos suínos e o ambiente produtivo.
Ambientes excessivamente quentes ou frios geram estresse térmico nos animais, alterando padrões de comportamento dentro das baias e favorecendo maior contato com fezes e urina.
Entre os principais sinais observados estão:
- Mudança no local de descanso dos animais
- Maior concentração de dejetos nas áreas de repouso
- Aumento da umidade nas baias
- Redução do conforto térmico
- Piora da qualidade do ar
Esse cenário amplia o desafio sanitário e favorece a disseminação de agentes infecciosos ao longo do ciclo produtivo.
“Quando a ambiência falha, o primeiro sinal costuma aparecer no comportamento do animal e na rotina da baia. Em poucos dias, um ambiente mais úmido, com ventilação inadequada ou fora da faixa de conforto térmico pode elevar a contaminação e aumentar a pressão de infecção”, afirma Tatiane Fiuza.
Controle ambiental se torna ferramenta de gestão de risco
Com margens mais pressionadas e exigência crescente por eficiência produtiva, a gestão da ambiência deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a integrar a estratégia de mitigação de riscos nas granjas.
Segundo a avaliação técnica, propriedades que realizam ajustes contínuos de ventilação, controle de umidade e manejo ambiental conseguem reduzir impactos sobre o desempenho dos lotes e preservar melhores índices produtivos.
“A produtividade hoje depende cada vez mais de consistência e gestão de risco. A Boehringer Ingelheim trabalha para levar ao campo recomendações e ferramentas que ajudem a sustentar sanidade e desempenho mesmo em períodos mais desafiadores”, destaca Débora Santos.
Doenças entéricas e respiratórias preocupam produtores
O aumento da pressão sanitária dentro das instalações favorece a ocorrência de doenças importantes para a suinocultura brasileira.
Entre os principais desafios estão:
- Salmonella spp.
- Lawsonia intracellularis, causadora da Ileíte
- Mycoplasma hyopneumoniae, associado à pneumonia enzoótica
Especialistas alertam que ajustes de manejo e infraestrutura são fundamentais, mas nem sempre suficientes para conter rapidamente o avanço da contaminação em períodos críticos.
Nesse contexto, protocolos preventivos de vacinação ganham relevância como ferramenta complementar de biosseguridade e manutenção da sanidade do plantel.
Ventilação inadequada no frio também aumenta perdas
A preocupação com a ambiência não se restringe ao calor.
Durante períodos frios, é comum o fechamento excessivo das instalações para preservar temperatura, reduzindo a ventilação e comprometendo a qualidade do ar dentro das granjas.
Essa condição favorece o acúmulo de gases, umidade e agentes infecciosos, elevando o risco de doenças respiratórias e perdas produtivas.
Por isso, técnicos recomendam rotinas permanentes de:
- Ajuste ambiental
- Controle de ventilação
- Manejo de dejetos
- Monitoramento da umidade
- Controle do conforto térmico
Suinocultura intensifica foco em prevenção e eficiência
Com o avanço das exigências sanitárias e produtivas, a tendência é que o controle do microclima nas granjas se torne cada vez mais decisivo para a competitividade da cadeia suinícola.
Além de reduzir perdas e melhorar o desempenho dos animais, a ambiência adequada contribui para maior estabilidade produtiva, menor pressão infecciosa e melhores resultados econômicos ao produtor.
O cenário reforça a necessidade de integração entre manejo, infraestrutura, biosseguridade e planejamento sanitário preventivo para sustentar a eficiência da produção de suínos nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Boa Safra registra recorde de pedidos em carteira no 1T26 e reforça otimismo para a safra 2026/27
Boa Safra inicia 2026 com recorde histórico de pedidos
A Boa Safra encerrou o primeiro trimestre de 2026 com recorde histórico de pedidos em carteira para o período. A companhia somou R$ 1,5 bilhão em contratos, crescimento de R$ 66 milhões em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, avanço de 4% na comparação anual.
O desempenho reforça a demanda pelas sementes da empresa e evidencia o avanço da estratégia de diversificação do portfólio, mesmo diante de um cenário ainda desafiador para o agronegócio brasileiro.
Receita cresce 20% e EBITDA volta ao positivo
Os resultados financeiros do 1T26 mostraram evolução operacional relevante da companhia.
A Receita Operacional Líquida alcançou R$ 132 milhões, alta de 20% frente ao primeiro trimestre de 2025.
Já o Lucro Bruto totalizou R$ 27 milhões, revertendo o resultado praticamente zerado registrado no mesmo período do ano passado.
O EBITDA consolidado também apresentou recuperação expressiva:
- 1T25: R$ -15 milhões
- 1T26: R$ 9 milhões
Segundo a empresa, o avanço reflete maior eficiência operacional, diluição de custos e melhor desempenho das operações comerciais.
Estratégia operacional busca reduzir riscos na safra
A safra 2025/26 foi impactada por irregularidade climática durante a colheita, reduzindo a disponibilidade de sementes para o próximo ciclo agrícola.
Diante desse cenário, a Boa Safra adotou uma estratégia preventiva para garantir segurança operacional e qualidade produtiva.
A companhia ampliou sua área plantada contratada para 320 mil hectares, embora tenha mantido estável sua capacidade produtiva em 280 mil big bags.
Segundo o CFO Felipe Marques, a decisão criou uma espécie de proteção operacional diante das incertezas climáticas e da menor oferta de sementes no mercado.
Diversificação ganha força na receita da companhia
A empresa também destacou avanço consistente das culturas além da soja, além do crescimento das receitas ligadas a serviços e insumos.
A receita líquida proveniente dessas novas frentes, excluindo grãos, somou:
- 1T25: R$ 63 milhões
- 1T26: R$ 82 milhões
O crescimento de 31% mostra maior participação dessas operações no faturamento total da companhia.
A estratégia busca ampliar o aproveitamento da estrutura logística e comercial já consolidada pela empresa.
Boa Safra aposta em eficiência para enfrentar desafios do agro
O CEO Marino Colpo afirmou que o primeiro trimestre representa um período estratégico para preparação de estoque, colheita, beneficiamento de sementes e formação das vendas que serão convertidas em faturamento no segundo semestre.
Segundo o executivo, os resultados indicam um cenário mais otimista para 2026, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário no Brasil e no mercado internacional.
A companhia também destacou que iniciou um novo ciclo focado em eficiência operacional, preservação de caixa e fortalecimento da saúde financeira.
Mercado acompanha desempenho da SOJA3
As ações da SOJA3 seguem acompanhadas de perto pelo mercado diante do avanço da demanda por sementes, da diversificação do portfólio e da busca por maior estabilidade operacional em um ambiente de crédito mais restrito e custos elevados no agronegócio.
O resultado do 1T26 reforça a estratégia da companhia de equilibrar crescimento, eficiência e gestão de risco em um cenário marcado por volatilidade climática e financeira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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