Agro
Carne Angus Certificada amplia presença no varejo premium durante a APAS Show 2026 em São Paulo
O Programa Carne Angus Certificada participa da APAS Show 2026, em São Paulo, com foco na expansão da presença da carne premium certificada no varejo brasileiro. A estratégia da entidade durante um dos maiores eventos supermercadistas das Américas é aproximar o selo Angus dos principais tomadores de decisão do setor de alimentos, bebidas e food service.
A iniciativa busca reforçar junto ao mercado que a certificação vai além do sabor e da padronização premium, envolvendo rastreabilidade, controle técnico e garantia de qualidade em toda a cadeia produtiva da carne bovina.
Programa Angus mira grandes redes e varejo premium
Durante a feira, o Programa Carne Angus Certificada promoverá ações voltadas a compradores de supermercados, açougues, resorts, hotéis, restaurantes e grandes redes varejistas.
Em parceria com a Patagônia Meat & Co, empresa especializada em carnes premium, será realizado um encontro exclusivo para convidados no restaurante Fogo de Chão, em 19 de maio, reunindo profissionais estratégicos do setor varejista e de alimentação fora do lar.
Segundo o gerente do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, a presença na APAS Show é fundamental para fortalecer o posicionamento da marca Angus no mercado nacional.
“Esses profissionais são responsáveis por decidir quais produtos chegam às prateleiras e aos cardápios. A feira é uma oportunidade de mostrar o diferencial da Carne Angus Certificada e explicar todo o rigor técnico envolvido no processo de certificação”, destaca.
Certificação garante padrão de qualidade da carne bovina
Atualmente, o Programa Carne Angus Certificada conta com cerca de 80 técnicos distribuídos pelo Brasil, responsáveis pela certificação das carcaças em frigoríficos credenciados.
O trabalho assegura que os padrões de qualidade exigidos pela certificação sejam mantidos desde o manejo no campo até o produto final disponibilizado ao consumidor.
Além da prospecção comercial, a participação na APAS Show também servirá para reforçar o relacionamento com frigoríficos parceiros e ampliar o suporte técnico às indústrias participantes.
Segundo Borges, a presença do selo Angus no varejo representa um diferencial competitivo importante diante de um consumidor cada vez mais atento à qualidade e à procedência dos alimentos.
“Para o varejo, trabalhar com um produto certificado significa oferecer segurança comercial, padronização e maior potencial de fidelização do consumidor”, afirma.
APAS Show movimenta bilhões no setor supermercadista
Realizada anualmente em São Paulo, a APAS Show é considerada o maior evento de alimentos e bebidas das Américas e um dos principais pontos de encontro do varejo supermercadista mundial.
Além da exposição de produtos e serviços, a feira funciona como um grande ambiente de negócios e networking para toda a cadeia de abastecimento.
Em 2025, o evento reuniu mais de 70 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 16,5 bilhões em negócios, consolidando sua relevância estratégica para empresas ligadas ao agronegócio, indústria alimentícia, distribuição e varejo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes
O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.
O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.
O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.
A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.
O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.
Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.
Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.
A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.
Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.
Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.
Fonte: Pensar Agro
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