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União Europeia suspende importação de carnes do Brasil e agronegócio teme impacto bilionário nas exportações

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A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e animais vivos para o mercado europeu. A nova relação oficial foi publicada nesta terça-feira (12), e a medida passará a valer a partir de 3 de setembro de 2026.

Com a decisão, frigoríficos e produtores brasileiros poderão perder acesso a um dos mercados mais relevantes para as exportações do agronegócio nacional, especialmente nos segmentos de carne bovina, suína e de aves.

Segundo informações divulgadas pelo bloco europeu, o veto está relacionado à falta de garantias sanitárias sobre o não uso de antimicrobianos na criação animal no Brasil.

União Europeia questiona uso de antimicrobianos na pecuária brasileira

De acordo com as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias consideradas suficientes em relação à utilização de substâncias antimicrobianas na produção pecuária.

Esses produtos são utilizados em diferentes sistemas de produção para tratamento e prevenção de doenças, além de serem historicamente associados ao ganho de desempenho animal.

A União Europeia mantém regras rígidas sobre resíduos, rastreabilidade e utilização de medicamentos veterinários em produtos importados, especialmente após o endurecimento das políticas sanitárias e ambientais adotadas pelo bloco nos últimos anos.

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O Brasil constava normalmente na lista de países habilitados na última atualização divulgada em 2024.

Exportações de carne bovina podem ser fortemente afetadas

A decisão europeia gera preocupação imediata no setor exportador brasileiro devido à relevância do mercado europeu para a balança comercial do agronegócio.

A União Europeia é atualmente o segundo maior comprador de carnes do Brasil, atrás apenas da China.

No caso específico da carne bovina, o bloco europeu ocupa a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras, atrás da China e dos Estados Unidos, segundo dados do Agrostat.

O setor teme impactos diretos sobre preços, fluxo de exportações, habilitação de plantas frigoríficas e geração de receita cambial nos próximos meses.

Frigoríficos e setor agro acompanham possíveis impactos comerciais

A suspensão europeia pode afetar diretamente frigoríficos habilitados para exportação ao bloco, além de pressionar o mercado interno caso parte da produção destinada ao exterior precise ser redirecionada.

Especialistas avaliam que a medida também pode ampliar a preocupação de outros mercados importadores com protocolos sanitários brasileiros, especialmente em um cenário global de maior rigor regulatório.

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Além do impacto comercial, a decisão pode influenciar negociações internacionais envolvendo acordos sanitários e comerciais entre o Brasil e países europeus.

Governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente

Até o momento da divulgação da medida, o Ministério da Agricultura e Pecuária ainda não havia divulgado posicionamento oficial sobre a decisão da União Europeia.

O setor produtivo aguarda manifestações do governo federal e possíveis ações diplomáticas ou técnicas para tentar reverter o veto antes da entrada em vigor da medida, prevista para setembro.

Entidades ligadas à cadeia da proteína animal também acompanham o caso e avaliam os possíveis desdobramentos para as exportações brasileiras ao mercado europeu.

A expectativa é de que as próximas semanas sejam marcadas por negociações sanitárias intensas entre autoridades brasileiras e europeias para evitar perdas maiores ao agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bem-estar no agronegócio vira estratégia para reduzir turnover e atrair talentos no campo

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A retenção de talentos segue entre os principais desafios estruturais do agronegócio brasileiro. Em um cenário de crescente demanda por práticas sustentáveis, responsabilidade social e bem-estar animal, empresas do setor passaram a enxergar o chamado “Bem-Estar Único” como uma estratégia de gestão de pessoas, fortalecimento da cultura organizacional e aumento da competitividade no campo.

O conceito parte de uma premissa central: não existe bem-estar animal sem bem-estar humano. A lógica vem ganhando espaço em propriedades rurais, agroindústrias e sistemas produtivos que buscam melhorar indicadores de produtividade, reduzir turnover e aumentar o engajamento das equipes.

Segundo Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Animal da MSD Saúde Animal, ambientes seguros, organizados e alinhados a valores éticos contribuem diretamente para a permanência dos profissionais no setor.

“Colaboradores que trabalham em um ambiente seguro, valorizado e alinhado a valores éticos tendem a apresentar maior engajamento, garantindo às propriedades rurais menor turnover e maior retenção de talentos”, afirma.

Agronegócio enfrenta desafio crescente de mão de obra qualificada

A dificuldade de atrair e manter profissionais no meio rural tem pressionado empresas do agronegócio em diferentes cadeias produtivas, especialmente em atividades ligadas à produção animal.

Nesse contexto, programas de qualificação, certificações e melhoria das condições de trabalho passaram a ser vistos não apenas como ações sociais, mas como investimentos estratégicos em gestão de pessoas.

De acordo com especialistas, quando o conceito de Bem-Estar Único é incorporado à cultura organizacional, três pilares ganham força:

  • Segurança psicológica;
  • Sentimento de pertencimento;
  • Clareza de propósito.

“Quando colaboradores participam de treinamentos e recebem certificações de bem-estar único, não estão apenas adquirindo conhecimento, estão sendo reconhecidos e valorizados”, destaca Filipe Dalla Costa.

Certificação fortalece engajamento e reduz turnover

A Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, desenvolvida pela MSD Saúde Animal, já capacitou mais de 3 mil pessoas nos últimos quatro anos.

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Segundo a empresa, o programa gera impactos diretos em indicadores estratégicos de recursos humanos, incluindo:

  • Redução do turnover voluntário;
  • Menor absenteísmo;
  • Redução de acidentes de trabalho;
  • Melhora no clima organizacional;
  • Aumento do engajamento das equipes.

O especialista relata que muitos colaboradores levam os certificados para casa e compartilham o reconhecimento com familiares, fortalecendo autoestima e vínculo emocional com a empresa.

“Investir em pessoas não é apenas uma ação ética ou social. É uma estratégia concreta de retenção e atração de talentos no agronegócio”, ressalta.

Bem-estar no campo melhora produtividade e ambiente de trabalho

Na prática, o conceito de Bem-Estar Único envolve melhorias estruturais e comportamentais dentro das propriedades rurais.

Entre as ações adotadas estão:

  • Melhor acesso à hidratação;
  • Ambientes adequados de descanso;
  • Uso correto de EPIs;
  • Treinamentos de manejo humanitário;
  • Liderança mais participativa;
  • Relações interpessoais mais saudáveis.

Segundo Filipe Dalla Costa, pequenas mudanças no ambiente de trabalho já produzem impactos significativos na redução do estresse físico e emocional das equipes.

“Após treinamentos focados em manejo humanitário e conexão humano-animal, observamos relatos de melhoria não apenas no ambiente profissional, mas também na convivência familiar dos colaboradores”, explica.

Certificação fortalece marca empregadora no agronegócio

Além dos ganhos internos, empresas certificadas relatam melhora na atração de novos profissionais e fortalecimento da reputação no mercado de trabalho.

A Arapé Agroindústria, de Minas Gerais, é um dos exemplos citados. Após conquistar a Certificação em Bem-Estar Único, a empresa realizou melhorias nas estruturas das granjas, áreas de convivência, refeitórios e espaços de descanso.

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Segundo Roniê Pinheiro, Head da Arapé, o principal impacto ocorreu na relação das equipes com o trabalho.

“Hoje há maior clareza sobre a importância dos cuidados com os animais e com o ambiente, o que se reflete diretamente na rotina das granjas”, afirma.

Ele destaca ainda que candidatos passaram a procurar a empresa justamente pela reputação ligada ao ambiente de trabalho mais organizado e respeitoso.

“Atualmente operamos com quadro completo e observamos maior estabilidade das equipes, além de ganhos consistentes no desempenho produtivo”, acrescenta.

Responsabilidade socioambiental ganha peso na atração de profissionais

A Dália Alimentos também aponta benefícios estratégicos da certificação voltada ao Bem-Estar Único.

Para Carlos Alberto Freitas, presidente executivo da empresa, o alinhamento com práticas sustentáveis e condições dignas de trabalho deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

“Acreditamos que essa condição poderá representar atração de novos talentos e redução dos índices de turnover, porque adotamos procedimentos que asseguram bem-estar animal, segurança das equipes e sustentabilidade ambiental”, afirma.

Gestão de pessoas se torna diferencial competitivo no agro

O avanço do conceito de Bem-Estar Único mostra que o agronegócio brasileiro vem ampliando sua visão sobre produtividade e eficiência operacional.

Mais do que indicadores técnicos, empresas do setor começam a integrar gestão de pessoas, sustentabilidade, segurança e responsabilidade socioambiental como fatores estratégicos para crescimento sustentável.

Com a crescente escassez de mão de obra qualificada no campo, iniciativas voltadas à valorização humana tendem a ganhar ainda mais relevância dentro da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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