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Seminário Internacional do Café em Santos divulga programação completa e reúne especialistas de 15 países

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O XXV Seminário Internacional do Café – Santos anunciou a programação oficial da edição de 2026 e ampliou a lista de palestrantes nacionais e internacionais. O evento será realizado entre os dias 19 e 21 de maio, no Santos Convention Center, reunindo representantes de 15 países e mais de mil participantes ligados à cadeia global do café.

Promovido pela Associação Comercial de Santos, o seminário consolida-se como um dos principais fóruns internacionais do agronegócio cafeeiro, reunindo produtores, exportadores, pesquisadores, traders, executivos, especialistas em logística e representantes da indústria.

Participam profissionais do Brasil, Suíça, Alemanha, Holanda, Bélgica, China, Estados Unidos, Itália, México, Austrália, França, Reino Unido, Espanha, Equador e Rússia.

Programação terá foco em mercado, logística, IA e sustentabilidade

A abertura oficial será realizada no dia 19 de maio, às 19h, no Santos Convention Center, com presença de autoridades e lideranças do setor.

Nos dias 20 e 21 de maio, a agenda contará com palestras, painéis técnicos e debates sobre desafios econômicos, tendências globais de consumo, sustentabilidade, regulação internacional e infraestrutura logística.

A palestra de abertura será ministrada por Pablo Spyer, apresentador da Jovem Pan e CEO da Vai Tourinho, com o tema “Como o Brasil deve se preparar para os desafios disruptivos”.

Na sequência, o painel “Infraestrutura e Logística” reunirá:

  • Anderson Pomini
  • Leandro Barreto
  • Fabrizio Pierdomenico
  • Luiz Claudio Montenegro

A mediação será conduzida por Mário Povia.

Outro destaque da programação será a participação de Walter Longo, que abordará os impactos da Inteligência Artificial nos modelos de negócios e na transformação do mercado.

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Cenário internacional e regulação estarão no centro dos debates

No dia 21 de maio, o seminário direciona o foco para o ambiente internacional do café e os desafios estruturais da cadeia produtiva.

O painel regulatório contará com:

  • Marcos Matos
  • Bill Murray

As discussões também abordarão sustentabilidade e iniciativas globais com participação de Kevin Lardner.

Entre os destaques da programação está ainda a palestra do economista Eduardo Giannetti sobre geopolítica e impactos econômicos globais no setor cafeeiro.

O painel sobre oferta e demanda mundial contará com:

  • Claudio Delposte
  • Oscar Schaps

Também participam do seminário Guilherme Post Sabin e Pavel Cardoso, além de outros especialistas da cadeia global do café.

Evento terá visita técnica ao Porto de Santos e feira de negócios

Além da programação técnica, o evento oferecerá experiências exclusivas aos participantes. Um dos destaques será a visita guiada ao Porto de Santos, principal corredor de exportação de café do Brasil.

A programação também inclui momentos de networking e relacionamento, como a tradicional festa de encerramento no Mercado Municipal de Santos.

O seminário contará ainda com uma feira de negócios voltada à apresentação de equipamentos, tecnologias, soluções logísticas, insumos e inovações para o setor cafeeiro.

Santos reforça protagonismo no comércio internacional do café

O tema da 25ª edição será “O setor de café do Brasil está pronto para um mundo disruptivo?”.

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Segundo o presidente da Associação Comercial de Santos, Mauro Sammarco, o evento reforça a relevância estratégica de Santos para o comércio internacional do café.

“O XXV Seminário Internacional do Café consolida Santos como sede oficial do evento, dada a relevância do seu complexo portuário na economia nacional e internacional e sua ligação histórica com o café”, afirma.

O Porto de Santos respondeu por cerca de 78% das exportações brasileiras de café no último ano, com mais de 31 milhões de sacas embarcadas.

Em 2025, o Brasil exportou mais de 40 milhões de sacas de café de 60 kg, gerando receita aproximada de US$ 15,5 bilhões, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. O país mantém liderança global no setor, respondendo por cerca de 38% da produção mundial.

Inscrições para o Seminário Internacional do Café estão abertas

As inscrições para o XXV Seminário Internacional do Café – Santos já estão abertas e a programação completa pode ser consultada em Seminário Internacional do Café Santos.

O evento conta com patrocínio de MSC, Brasil Terminal Portuário, StoneX, Autoridade Portuária de Santos, ApexBrasil, além de empresas e instituições ligadas ao agronegócio e à exportação de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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