Connect with us


Paraná

Academia Paranaense de Letras recebe livro sobre os 40 anos da Orquestra Sinfônica

Publicado em

Autores do livro dos 40 anos da Orquestra Sinfônica do Paraná entregaram nesta semana a obra para a Academia Paranaense de Letras. A entrega aconteceu durante o tradicional Café da Manhã dos Imortais. Os membros da academia acompanharam uma exposição sobre a obra pelo diretor artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra Áldice Lopes. Cada acadêmico recebeu um exemplar do livro que resgata a trajetória do corpo artístico.

O livro foi resultado de um trabalho colaborativo realizado ao longo de um ano e reuniu a edição, pesquisa e entrevistas de Alvaro Collaço, pesquisa, entrevistas e textos da jornalista e escritora Joanita Ramos, o projeto gráfico de Adalberto Camargo e revisão de Luciana Clausen.

O diretor artístico do Teatro Guaíra relembrou que no ano passado esteve junto aos imortais da Academia Paranaense de Letras trazendo as obras sobre os 140 anos do Teatro Guaíra, escrito pelo jornalista Zeca Leite e também o livro sobre que celebrou os 60 anos do Teatro de Comédia do Paraná, lançado em 2024, e que também foi escrito por Alvaro Collaço.

“São histórias importantíssimas que estariam se perdendo, e esta foi uma das metas: resgatar e preservar a memória, contando de forma mais humana, falando das pessoas que fizeram parte da história e que estão registrados nesses livros”, afirmou Lopes.

Alvaro Collaço e Joanita Ramos também participaram do café e comentaram sobre o processo de trabalho da obra. “Foram entrevistadas cerca de 100 pessoas e o livro traz visões diferentes de maestros, traz os naipes e as histórias dos músicos e ao meu ver, algo importante que foi trazido neste livro foi de mostrar a sinfônica não somente como algo que nasce em 1985, mas como resultado de um processo histórico construído ao longo dos anos e de valorização da profissionalização da música no Paraná”, comentou Collaço.

Leia mais:  BOLETIM INFORMATIVO N. 03/2015

Joanita Ramos, que também realizou as entrevistas e fechou parte dos textos, comentou que o que lhe chamou a atenção foi a questão da construção de afetos no entorno da Orquestra. “Algo que me chamou também muito a atenção foi essa questão da afetividade e de uma cultura interna do Teatro Guaíra, de pessoas que trabalham por amor, tem uma relação diferente e percebemos que tem histórias de vida de dedicação à arte, à música , foi o aspecto que mais me encantou”, comentou.

O atual presidente da Academia Paranaense de Letras, Ernani Buchmann, ressaltou a importância da obra como forma de construir memórias do Estado. “Relembrar essa história é extremamente importante, e parabéns ao Teatro Guaíra por essa inquietude criativa, é algo fundamental para preservação da memória”, comentou.

Ele também lembrou que o primeiro maestro da OSP e maestro emérito da Orquestra Sinfônica do Paraná Alceo Bocchino também foi integrante da Academia Paranaense de Letras, ocupando a cadeira nº 23 da Academia e que usou a tradicional vestimenta dos imortais em um concerto no Teatro Guaíra. “Ele convocou uma apresentação da orquestra, após sua posse. Ele recebeu a sua pelerine e com ela regeu o concerto naquela noite, foi algo bem diferente”, comentou.

A professora Marta Morais, notória pesquisadora da área teatral no Paraná e ocupante da cadeira 27 da Academia Paranaense de Letras, ressaltou a importância do resgate histórico e do trabalho de preservação de memória dos livros produzidos pelo Centro Cultural Teatro Guaíra. “Tenho um lugar especial na minha estante de livros e importantíssimos para a preservação de toda a memória do Teatro Guaíra”, disse.

Leia mais:  Inscrições para o concurso público do Quadro Próprio do Estado começam na segunda

HISTÓRICO – Criada em 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná chegou a quatro décadas de existência em 2025. Ela surgiu por iniciativa de uma equipe composta por profissionais como Eleni Bettes, Ivo Lessa e Tatiana Aben-Athar, com apoio do então governador José Richa e do secretário da Cultura, Fernando Ghignone.

Seu primeiro maestro titular foi Alceo Bocchino, ex-aluno de Heitor Villa-Lobos e um dos grandes nomes da música erudita no Brasil. Falecido em 2013, Bocchino é maestro emérito da OSP. Na época da fundação, 61 músicos foram selecionados por meio de um concurso nacional, incluindo Osvaldo Colarusso como maestro adjunto.

Desde então, a OSP tem contado com a direção de outros renomados maestros. Após Bocchino e Colarusso (1985-1998), regeram Roberto Duarte (1998-1999), Jamil Maluf (2000-2002), Alessandro Sangiorgi (2002-2010), Osvaldo Ferreira (2011-2014), Stefan Geiger (2016-2020), e atualmente tem como maestro titular e diretor musical Roberto Tibiriçá, que está à frente da orquestra desde 2022.

Ao longo de quatro décadas, a OSP construiu um vasto repertório com mais de 900 obras catalogadas de aproximadamente 250 compositores, incluindo importantes nomes da música brasileira, como Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, e paranaenses, como Henrique Morozowicz e Augusto Stresser. A Orquestra também teve a honra de trabalhar com mais de 50 maestros convidados e cerca de 200 solistas nacionais e internacionais.

A atuação da Orquestra Sinfônica do Paraná transcende os palcos paranaenses, com mais de mil apresentações realizadas dentro e fora do Paraná. A Orquestra participou de montagens de importantes óperas e balés, incluindo “O Quebra-Nozes” e “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, “Romeu e Julieta”, de Prokofiev, além das óperas “Carmen”, de Bizet, “A Viúva Alegre”, de Lehar, e “La Bohème”, de Puccini.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Em Palmital, MPPR oferece denúncia criminal e pede o afastamento das funções de escrivão e sua esposa, que teriam cobrado taxas indevidas ao longo de 15 anos

Published

on

Em Palmital, no Centro-Sul do estado, o Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça da comarca, ofereceu denúncia criminal contra um escrivão e sua esposa, que teriam cobrado taxas indevidas no cartório em que trabalhavam ao longo de pelo menos 15 anos. São apontados os crimes de prevaricação (art. 319 do Código Penal), falsidade ideológica (art. 399) e excesso de exação, relacionado à cobrança de tributos (art. 316). O MPPR requereu o afastamento do casal do exercício das funções públicas por 180 dias, o que foi acatado pelo Judiciário.

Áudio do Promotor de Justiça Frederico Augusto Gomes

Conforme a denúncia, os acusados, “servidores da serventia judicial da Comarca de Palmital – sendo o primeiro escrivão titular e a segunda servidora do setor – teriam, em comunhão de esforços, praticado irregularidades funcionais de forma reiterada e sistemática ao longo de extenso período (ao menos entre 2010 e julho de 2025), consistentes, em síntese, na cobrança indevida ou em desacordo com tabelas oficiais de custas processuais, inclusive em feitos acobertados pela gratuidade da justiça, bem como na manutenção indevida de processos para cobrança de valores prescritos”.

Leia mais:  Resposta imediata: incêndio em guindaste é simulado no cais do Porto de Paranaguá

Ao receber a denúncia, o Juízo determinou cautelarmente o afastamento dos acusados, com a proibição expressa de ingresso, permanência ou frequência às dependências do cartório cível e anexos, salvo prévia autorização judicial, bem como a entrega das chaves, crachás, senhas e acessos físicos ou eletrônicos eventualmente vinculados ao exercício funcional. Eles também estão proibidos de contato direto ou indireto, por qualquer meio, com as testemunhas arroladas na denúncia e com servidores diretamente vinculados aos fatos investigados.

Processo 0000477-10.2026.8.16.0125

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262