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Estado destina R$ 5,5 milhões do Fecap para obra de prevenção a inundações em Londrina

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Com repasse de R$ 5,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidade Pública (Fecap), foi assinada nesta segunda-feira (04) a ordem de serviço para o início das obras de prevenção de alagamentos e inundações na região central de Londrina. O projeto prevê intervenção em aproximadamente 1 km para restabelecer a capacidade de escoamento da bacia do córrego Água Fresca, no trecho localizado no Jardim Los Angeles.

Além de Londrina, desde a inclusão da modalidade de prevenção no Fecap, em maio de 2025, o governo estadual já liberou recursos para Guaratuba e Espigão Alto do Iguaçu, totalizando R$ 16,2 milhões destinados aos três municípios.

O pedido feito pela Prefeitura de Londrina foi analisado e aprovado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), gestora do Fecap. “Trata-se de um problema crônico no município que sofre com a fortes inundações no fundo de vale e já afeta a lateral da pista de rolagem com erosões que levaram à interdição parcial de uma das vias do entorno. Assim que recebemos o projeto entendemos a importância dessa obra de prevenção por se tratar de uma área de risco”, explica o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.

Em dias de chuva forte o local recebe grande volume de água vindo de pontos mais altos como Jardim Quebec e o centro, o que historicamente provoca sobrecarga no sistema com episódios recorrentes de alagamento e colapso das galerias.

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“O córrego Água Fresca foi o primeiro ponto de captação de água de Londrina e deságua no lago Igapó, um dos cartões postais da cidade. Nessa região de fundo de vale, foi feito um estudo pela prefeitura que identificou uma enorme sobrecarga da vazão quando ocorrem os temporais”, explica Otávio Gomes, secretário municipal de Obras de Londrina.

“A execução desse projeto é essencial para começar a captar a água antes de ela chegar ao ponto mais baixo e desassorear o córrego evitando inundações e alagamentos”, detalha. “Teremos estruturas como poços de queda e um grande dissipador com estágios, conduzindo esse volume de forma mais controlada para  diminuir o efeito nas partes mais baixas. O projeto abrange uma área previamente classificada como de risco no Plano de Contingência Municipal, o que reforça a necessidade de intervenção”. 

ETAPAS – A obra terá cerca de 1 km de extensão, iniciando na Rua João XXIII, passando pelas ruas Jonatas Serrano e José Oiticica, Pedro Couto e Raja Gabaglia no ponto mais baixo do vale. As etapas incluem serviços preliminares, demolições, movimentação de terra, implantação de redes de drenagem superficial e subterrânea, estabilização de margens e o desassoreamento do canal, além da destinação adequada dos resíduos. A obra será executada em 180 dias.

Além de reduzir riscos à população, a mudança também deve preservar o fundo de vale do Córrego Água Fresca, um espaço tradicionalmente utilizado por moradores para atividades físicas e convivência. “Esse é um local frequentado por muitas pessoas, desde quem mora naquela redondeza até grupos de escoteiros. Sem o auxílio do Governo do Estado, não poderíamos executar a obra neste momento, teríamos que buscar financiamento ou outras parcerias, o que tornaria o processo mais demorado”, destaca Gomes.

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INVESTIMENTO EM PREVENÇÃO – Há um ano foi sancionada a lei incluindo obras de prevenção nas regras de transferências do Fecap para os municípios. A nova legislação ampliou o apoio financeiro do Estado ao incluir projetos de construção de galerias de drenagem para que não ocorram alagamentos e a remoção de ocupações irregulares em áreas de risco, como margens de rios e encostas de morros. No caso da mitigação, estão obras para contenção de encostas, o reflorestamento de áreas degradadas e a instalação de barreiras físicas contra enchentes ou deslizamentos.

Além do investimento de R$ 5,5 milhões em Londrina, o Fecap também destinou R$ 8,1 milhões para intervenções voltadas à prevenção de alagamentos e inundações em áreas de risco em Guaratuba. O projeto está em fase de licitação. Em abril, Espigão Alto do Iguaçu recebeu R$ 2,6 milhões para construção de seis pontes na área rural do município.

Fonte: Governo PR

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Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.

Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César

Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.

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A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.

Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.

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Processo 0016498-43.2025.8.16.0013

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26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga

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[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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