Connect with us


Agro

Milho: clima pressiona safrinha, B3 reage e mercado físico segue travado no Brasil

Publicado em

O mercado brasileiro de milho encerra o dia com sinais mistos, refletindo um cenário típico de transição entre fundamentos climáticos e dinâmica de oferta. De acordo com análise atualizada da TF Agroeconômica, o avanço nos contratos futuros na B3 contrasta com a baixa liquidez no mercado físico, onde compradores seguem cautelosos e vendedores resistem a novas quedas.

Clima muda o rumo do milho e sustenta preços na B3

A principal variável no radar dos agentes é o clima. A preocupação com o desenvolvimento da segunda safra (safrinha) ganhou força após alertas sobre falta de chuvas em importantes regiões produtoras.

A Conab destacou condições adversas em estados como Goiás e Minas Gerais, com registros de estresse hídrico. No Paraná, as temperaturas elevadas combinadas com chuvas irregulares começam a impactar o potencial produtivo, elevando o chamado “prêmio climático” nas cotações.

Esse cenário sustentou os preços na B3. O contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 68,77, com alta diária de R$ 0,56, embora ainda acumule leve recuo semanal. Já o julho de 2026 encerrou a R$ 69,82, com estabilidade no dia e ganho na semana. O setembro de 2026 avançou para R$ 72,05, refletindo maior sensibilidade às incertezas climáticas.

Leia mais:  IPCA-15 sobe 0,48% em setembro com destaque para energia elétrica e queda em alimentos

Além do clima, o suporte veio também da valorização do dólar e do comportamento da Bolsa de Chicago, fatores que seguem influenciando diretamente a formação de preços no Brasil.

Mercado físico trava com baixa liquidez e cautela dos compradores

Apesar do suporte externo e climático, o mercado físico segue travado em diversas regiões do país, com poucos negócios efetivos.

No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com negociações pontuais. Os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual em R$ 58,18 e leve alta semanal. A menor disponibilidade em algumas áreas, a recomposição de estoques e a disputa por fretes ajudam a evitar quedas mais acentuadas.

Em Santa Catarina, o impasse entre vendedores e compradores continua limitando os negócios. As pedidas giram próximas de R$ 75,00, enquanto as ofertas permanecem ao redor de R$ 65,00. No Planalto Norte, as cotações oscilam entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca, sem avanços relevantes.

No Paraná, a pressão recente reforçou a postura defensiva do mercado. As indicações estão próximas de R$ 65,00, enquanto a demanda se posiciona em torno de R$ 60,00 CIF, ampliando o spread e dificultando o fechamento de negócios.

Oferta pressiona no Centro-Oeste, mas bioenergia limita quedas

No Mato Grosso do Sul, a maior disponibilidade de milho voltou a pressionar os preços, que variam entre R$ 53,96 e R$ 55,30 por saca. A entrada mais intensa de oferta no mercado físico mantém o viés negativo no curto prazo.

Leia mais:  Mapa reforça parceria com ApexBrasil em reunião institucional com novo presidente da agência

Por outro lado, o setor de bioenergia segue atuando como importante canal de absorção da produção, ajudando a equilibrar parcialmente o mercado. Ainda assim, esse fator não tem sido suficiente para alterar de forma significativa o cenário de preços no curto prazo.

Perspectiva: clima segue como principal driver

A análise da TF Agroeconômica indica que o mercado deve continuar altamente sensível às condições climáticas nas próximas semanas. A definição do potencial produtivo da safrinha será determinante para o comportamento dos preços, especialmente na B3.

Enquanto isso, o mercado físico tende a permanecer com baixa liquidez, à espera de maior clareza sobre a oferta e de melhores oportunidades de negociação.

Em resumo, o milho no Brasil vive um momento de transição: sustentado pelo risco climático nos futuros, mas ainda travado pela cautela e pela dinâmica de oferta no mercado físico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Produtividade no campo: 3 fatores essenciais que aumentam o rendimento e o lucro da lavoura

Published

on

Produtividade agrícola depende de decisões ao longo de todo o ciclo produtivo

A busca por maior produtividade no campo não está relacionada apenas ao uso de insumos ou tecnologias isoladas. O desempenho da lavoura é resultado de um conjunto de decisões que começam antes do plantio e seguem até a colheita, envolvendo manejo do solo, disponibilidade hídrica e uso de tecnologias de precisão.

Especialistas destacam que enxergar a propriedade como um sistema integrado é fundamental para alcançar melhores resultados e maior rentabilidade.

1. Preparo do solo é a base da produtividade agrícola

O primeiro fator determinante para o sucesso da lavoura é o preparo adequado do solo. A correção da acidez, o equilíbrio nutricional e a melhoria da estrutura física são etapas essenciais para garantir condições ideais ao desenvolvimento das plantas.

Um solo bem manejado favorece o crescimento das raízes, melhora a retenção de água e aumenta a eficiência na absorção de fertilizantes. Além disso, reduz riscos de compactação, erosão e perdas produtivas ao longo do ciclo.

Segundo o engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, Elidio Torezani, o solo é o ponto de partida da produtividade.

“Se o solo não estiver equilibrado, a planta não consegue expressar todo o seu potencial produtivo”, afirma.

2. Manejo da água garante estabilidade e previsibilidade na produção

A água é um dos principais fatores que limitam a produtividade agrícola. Tanto o déficit quanto o excesso hídrico podem comprometer o desenvolvimento das culturas e reduzir o potencial produtivo.

Leia mais:  Em 2023 o agronegócio foi a chave para a transição energética

Por isso, o manejo adequado da irrigação é considerado estratégico para garantir estabilidade na produção, especialmente em regiões com variação climática.

Com o uso de sistemas de irrigação, o produtor consegue suprir a demanda hídrica da planta nos momentos críticos, reduzindo o estresse e promovendo crescimento mais uniforme.

“O controle da água traz previsibilidade. O produtor deixa de depender apenas do clima e passa a ter mais domínio sobre a lavoura”, explica Torezani.

3. Irrigação por gotejamento aumenta eficiência no uso da água

Entre as tecnologias disponíveis, a irrigação por gotejamento se destaca pela alta eficiência no uso da água e dos nutrientes.

O sistema aplica a água diretamente na região das raízes, em pequenas quantidades e de forma controlada, reduzindo perdas por evaporação e lixiviação. Essa precisão permite maior aproveitamento hídrico e melhor desempenho das culturas.

Quando associada à fertirrigação, a tecnologia também potencializa o uso de fertilizantes, contribuindo para plantas mais vigorosas e produtivas.

“O gotejamento fornece exatamente o que a planta precisa, no momento certo. Isso impacta diretamente na produtividade final”, destaca o engenheiro agrônomo.

Eficiência no manejo define o resultado da safra

A combinação entre solo bem estruturado, manejo hídrico eficiente e uso de tecnologias como a irrigação por gotejamento forma a base da agricultura de alta produtividade.

Leia mais:  Programa de apoio à agroindústria quer foco em sustentabilidade e bioeconomia

Em um cenário de custos elevados e maior exigência por eficiência, a tomada de decisão ao longo do ciclo produtivo se torna determinante para garantir rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262