Agro
Curso do Sistema Faemg Senar leva tecnologia de georreferenciamento ao campo e aprimora análise de solo na Zona da Mata
Produtores rurais da Zona da Mata mineira participaram do curso piloto “Amostragem georreferenciada de solo, folha e água”, promovido pelo Sistema Faemg Senar, em Viçosa. A capacitação teve como foco o uso de tecnologia aplicada ao campo, com destaque para o georreferenciamento, visando melhorar a precisão das coletas e a tomada de decisão nas propriedades rurais.
Georreferenciamento melhora precisão na coleta de amostras
Ministrado pelo instrutor Cleverson Vieira, o curso apresentou ferramentas de fácil acesso, como aplicativos de celular que utilizam georreferenciamento. A tecnologia permite organizar melhor os pontos de amostragem nas áreas produtivas, garantindo maior uniformidade e eficiência no processo.
Segundo o instrutor, o uso dessas ferramentas também contribui para agilizar o trabalho em campo, tornando a coleta de solo, folhas e água mais precisa e confiável para análises laboratoriais.
Capacitação atende demanda por maior eficiência no campo
O analista de Formação Profissional Rural do Sistema Faemg Senar, Alexandre Martins, acompanhou a capacitação e destacou que o tema atende a uma demanda recorrente entre produtores rurais.
Ele explicou que muitos realizam coletas de amostras, mas ainda sem metodologia adequada, o que pode comprometer os resultados das análises. O curso, segundo ele, introduz melhorias tecnológicas e técnicas que facilitam o processo e aumentam a confiabilidade das informações utilizadas na gestão da propriedade.
Produtores destacam aplicação prática do conteúdo
Entre os participantes, o produtor Harley Stanciole ressaltou a importância da capacitação para corrigir práticas adotadas no dia a dia. Ele afirmou que o curso foi dinâmico e esclarecedor, contribuindo diretamente para o aprimoramento das atividades no campo.
Já o produtor Wallace Rodrigues, em processo de sucessão familiar na cafeicultura, destacou a relevância da atualização tecnológica. Segundo ele, a amostragem correta é fundamental para reduzir riscos, especialmente em culturas que exigem alto investimento inicial, como o café.
Busca por profissionalização e eficiência no campo
O produtor João da Silva Neto enfatizou a necessidade de simplificação e organização das atividades rurais com base em conhecimento técnico.
Ele destacou que o aumento dos desafios na produção exige maior eficiência, padronização de processos e uso de ferramentas tecnológicas para garantir produtividade e sustentabilidade na atividade agrícola.
Curso de mapeamento passa a se chamar “Elaboração de Mapas”
Durante a mesma programação em Viçosa, também foi realizada a atualização do curso de Mapeamento de Propriedades, que passa a ser denominado “Elaboração de Mapas”, com o objetivo de tornar mais clara sua proposta.
De acordo com o instrutor Cleverson Vieira, o curso integra conhecimentos de outras capacitações, como uso de GPS, drones e processamento de imagens de satélite. A formação permite ao produtor elaborar mapas detalhados de sua propriedade, auxiliando na gestão técnica e econômica da atividade rural.
Além disso, os mapas podem contribuir na elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR), fortalecendo a regularização das propriedades.
Formação também atrai profissionais do agronegócio
O curso também contou com a participação de profissionais do setor, como a engenheira agrônoma Giovana Cunha, que busca atualização na área.
Ela destacou a metodologia prática adotada pelo Senar Minas como um diferencial, ressaltando que a aplicação direta do conteúdo facilita o aprendizado e amplia a capacidade de atuação no mercado do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações do Brasil para os EUA caem 16% em 2026 e atingem menor nível dos últimos três anos
As exportações brasileiras para os Estados Unidos seguem em trajetória de retração em 2026. Entre janeiro e maio, os embarques nacionais para o mercado norte-americano somaram US$ 14,01 bilhões, registrando queda de 16% em relação ao mesmo período do ano passado e atingindo o menor valor para os cinco primeiros meses do ano desde 2022.
Os dados fazem parte do Monitor do Comércio Brasil–Estados Unidos, divulgado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), que também aponta o décimo mês consecutivo de queda nas exportações brasileiras para o principal parceiro comercial do país fora da Ásia.
Exportações recuam pelo décimo mês consecutivo
Somente em maio, as vendas brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 3,09 bilhões, recuo de 14% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Segundo o levantamento, a retração foi puxada principalmente pela queda nas exportações de petróleo bruto, café e ferro-gusa, produtos que tiveram forte redução nos embarques para o mercado norte-americano.
O petróleo bruto registrou queda de 38,1% nas vendas em maio, reflexo da menor demanda dos Estados Unidos. Já o café não torrado recuou 39,1%, impactado por problemas de oferta e produção no Brasil. O ferro-gusa, por sua vez, apresentou retração de 30,4%.
Sobretaxas continuam pressionando setores industriais
O estudo também destaca os impactos das sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos sobre determinados produtos brasileiros.
Entre os bens sujeitos às tarifas adicionais, as exportações recuaram 14,6% em maio. Os produtos enquadrados na chamada Seção 232 apresentaram queda de 8,4%, com destaque negativo para o segmento de caminhões, cujos embarques despencaram 47,6%.
No acumulado do ano, os produtos submetidos à sobretaxa de 10% registraram retração de 22,6%, representando o grupo mais afetado pelas medidas tarifárias.
Carne bovina e aeronaves avançam
Apesar do cenário geral negativo, alguns setores apresentaram desempenho positivo nas exportações para os Estados Unidos.
A carne bovina brasileira ampliou suas vendas em 36% no acumulado de janeiro a maio, alcançando US$ 973,4 milhões. O setor aeronáutico também registrou crescimento expressivo, com aumento de 24,4% nas exportações de aeronaves e equipamentos relacionados.
Outros segmentos que apresentaram expansão foram equipamentos de engenharia civil, máquinas de energia elétrica e componentes industriais de maior valor agregado.
Déficit comercial brasileiro aumenta mais de 43%
A combinação entre a forte queda das exportações e a retração menos intensa das importações ampliou o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos.
Nos cinco primeiros meses de 2026, o saldo negativo chegou a US$ 1,5 bilhão, crescimento de 43,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos somaram US$ 15,48 bilhões entre janeiro e maio, queda de 12,6%. Em maio, as compras brasileiras recuaram 11%, influenciadas principalmente pela redução nas importações de motores e máquinas, aeronaves e petróleo bruto.
Estados Unidos permanecem como segundo maior destino das exportações brasileiras
Mesmo com a retração observada em 2026, os Estados Unidos continuam ocupando a segunda posição entre os principais destinos das exportações brasileiras, atrás apenas da China.
De janeiro a maio, os embarques para o mercado norte-americano representaram US$ 14 bilhões, enquanto as exportações totais do Brasil para o mundo alcançaram US$ 148,6 bilhões.
O relatório aponta que, entre os dez principais produtos exportados aos Estados Unidos, apenas equipamentos de engenharia civil e máquinas de energia elétrica tiveram desempenho superior ao observado nas exportações destinadas ao restante do mundo, demonstrando uma perda relativa de competitividade em importantes cadeias exportadoras.
Agronegócio sente impacto nas vendas de café e suco de laranja
Para o agronegócio brasileiro, os números revelam desafios importantes. O café não torrado registrou queda de 38% nas exportações acumuladas para os Estados Unidos, enquanto o suco de laranja apresentou retração superior a 53%.
or outro lado, a carne bovina consolidou-se como um dos destaques positivos do comércio bilateral, ampliando significativamente sua participação no mercado norte-americano e ajudando a compensar parte das perdas observadas em outras cadeias do agro brasileiro.
Perspectiva segue desafiadora
A continuidade das sobretaxas, a desaceleração da demanda norte-americana para alguns produtos e os desafios de oferta em segmentos importantes do agronegócio mantêm um cenário de cautela para os exportadores brasileiros.
Embora setores como proteína animal, aviação e máquinas apresentem desempenho positivo, os dados da Amcham indicam que a recuperação do comércio bilateral dependerá de um ambiente internacional mais favorável e da retomada da competitividade de produtos estratégicos para a pauta exportadora brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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