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3ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO de Etanol de Milho destaca crescimento e tendências do setor

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O Brasil deve produzir 9,97 bilhões de litros de etanol de milho nesta safra, fortalecendo a diversificação da matriz energética de biocombustíveis no país. Esses números serão debatidos na 3ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO de Etanol de Milho, marcada para o dia 16 de abril, em Cuiabá (MT), que reunirá especialistas e lideranças do setor.

Expansão do etanol de milho no Brasil

De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o Brasil conta atualmente com 27 biorrefinarias em operação e outras 16 em construção. A projeção do setor indica que a produção poderá alcançar 16,63 bilhões de litros até 2033, consolidando o país como protagonista na transição energética, com destaque para o etanol de milho e de cana como pilares estratégicos.

“Este avanço do etanol de milho ocorre dentro de uma lógica de complementaridade, fortalecendo a segurança energética do Brasil e ampliando a oferta de DDG, beneficiando toda a cadeia de nutrição animal. Trata-se de uma diversificação que reposiciona o país de forma estratégica no cenário global de biocombustíveis e alimentos”, avalia Plinio Nastari, presidente da DATAGRO.

Desenvolvimento de novas frentes de demanda

Outro foco do evento será o desenvolvimento de novas frentes de demanda, incluindo:

  • Combustível Sustentável de Aviação (SAF);
  • Ampliação do mercado doméstico por meio de políticas públicas;
  • Crescente interesse internacional por biocombustíveis de baixo carbono.
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Papel dos coprodutos na geração de valor

A conferência também abordará a importância dos coprodutos do etanol de milho, como DDG e DDGS, que ampliam a geração de valor na cadeia produtiva.

“A expansão do etanol de milho está diretamente associada à capacidade de geração de valor ao longo da cadeia, especialmente por meio dos coprodutos e da integração com outros setores produtivos”, destaca Guilherme Nolasco, presidente da UNEM.

Temas e painéis do evento

Durante os painéis, os especialistas discutirão temas essenciais para o setor, incluindo:

  • Marcos regulatórios;
  • Financiamento de novos projetos;
  • Inovação tecnológica;
  • Eficiência ambiental;
  • Competitividade internacional.

A conferência busca, assim, reforçar o potencial do etanol de milho como alternativa sustentável de energia, estimulando investimentos, inovação e crescimento sustentável da cadeia produtiva.

Programação completa e mais informações

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático

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Estresse climático desafia produção de frutas no Brasil

A fruticultura brasileira enfrenta desafios crescentes diante das oscilações climáticas e das mudanças nas condições ambientais. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis aos chamados estresses abióticos, provocados por fatores como escassez hídrica, altas temperaturas e salinidade do solo.

Essas condições afetam diretamente o desenvolvimento das plantas, comprometendo tanto a produtividade quanto a qualidade final dos frutos. Diante desse cenário, produtores vêm ampliando o uso de tecnologias naturais voltadas à proteção fisiológica dos pomares, com destaque para os bioestimulantes agrícolas.

Extratos de algas fortalecem resistência das plantas

Entre as soluções mais utilizadas no manejo de estresse vegetal estão os extratos da alga Ascophyllum nodosum, reconhecida por sua elevada capacidade de adaptação a ambientes extremos.

A espécie é encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente nas regiões costeiras do Canadá, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições severas de salinidade, variações de maré e oscilações intensas de temperatura.

Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, essas características naturais da alga são transferidas às plantas por meio dos extratos utilizados no campo.

“As condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. Quando aplicados nas culturas agrícolas, esses compostos ajudam a aumentar a tolerância das plantas aos diferentes tipos de estresse”, explica.

Plantas mantêm desenvolvimento mesmo sob pressão ambiental

Pesquisas e aplicações práticas no campo mostram que os bioestimulantes atuam fortalecendo processos fisiológicos internos das plantas.

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Em períodos de seca, calor intenso ou outras condições adversas, culturas tratadas tendem a apresentar maior estabilidade no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, reduzindo perdas produtivas.

De acordo com especialistas, esse suporte fisiológico é decisivo para preservar etapas fundamentais do ciclo produtivo, como formação, enchimento e qualidade dos frutos.

Qualidade da fruta se torna fator estratégico

Na fruticultura, manter o equilíbrio entre produtividade e qualidade é essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exigências da exportação.

Segundo Bruno Carloto, compreender a resposta das plantas ao ambiente se tornou um diferencial estratégico para o manejo moderno dos pomares.

“Quando ajudamos a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos”, destaca.

Bioestimulantes avançam no manejo sustentável dos pomares

O avanço dos bioestimulantes acompanha a busca do setor por soluções mais sustentáveis e eficientes diante das mudanças climáticas.

Com maior resiliência das plantas, produtores conseguem reduzir impactos ambientais sobre a produção e ampliar a segurança produtiva em culturas altamente dependentes de condições climáticas equilibradas.

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A tendência é de crescimento no uso dessas tecnologias nos próximos anos, especialmente em regiões sujeitas a extremos climáticos e maior pressão sobre os recursos hídricos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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