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Agro

Boa Safra inicia expansão internacional com joint venture de milho na Nigéria

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A Boa Safra (SOJA3), referência na produção de sementes de soja no Brasil, anunciou nesta segunda-feira (6) sua primeira iniciativa internacional: uma joint venture na Nigéria, por meio da controlada Bestway Seeds, em parceria com uma empresa local. O projeto será focado na produção de sementes de milho para abastecimento do mercado interno nigeriano.

Investimento e participação da Boa Safra

A operação contará com um investimento total de US$ 9,7 milhões em equity. A Bestway Seeds terá uma participação inicial de 20% do capital social, atribuída integralmente à sua expertise técnica, agronômica e operacional, sem aporte financeiro adicional da Boa Safra ou da controlada.

“O projeto representa um passo importante na estratégia de expansão internacional da companhia, permitindo levar nosso know-how para um mercado com grande potencial agrícola. É uma oportunidade de contribuir para o aumento da produtividade e o fortalecimento da cadeia de sementes de milho na Nigéria”, afirmou Marino Colpo, CEO da Boa Safra.

Objetivos da joint venture

A iniciativa visa elevar a produtividade agrícola local e apoiar a Nigéria na autossuficiência na produção de sementes de milho, atendendo à demanda interna do país. O acordo prevê ainda a possibilidade de ampliar a participação da Bestway Seeds para até 40% do capital social da joint venture.

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Modelo de expansão sustentável

Segundo Felipe Marques, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, o modelo de parceria, baseado na transferência de conhecimento e aplicação de expertise, permite uma expansão eficiente e sustentável, com baixo impacto financeiro para a Boa Safra.

A operação reforça a estratégia da companhia de crescimento disciplinado, viabilizando a entrada em novos mercados por meio da alavancagem de competências consolidadas no setor de sementes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre

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As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.

No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.

Embarques crescem mais de 32% em um ano

De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.

O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.

O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.

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Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico

O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.

Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.

Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.

China responde por mais de 60% das compras

A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.

O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.

A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.

Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações

Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.

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Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.

Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.

Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção

O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.

Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.

Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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