Agro
Reflorestar amplia operações em Minas Gerais e fortalece economia regional
Novas frentes em Minas Gerais
A Reflorestar Soluções Florestais, especializada em soluções 100% mecanizadas para silvicultura, colheita e carregamento de madeira, iniciou duas novas operações em Minas Gerais. As unidades estão localizadas em Bom Jardim, no Sul do estado, próximo à divisa com o Rio de Janeiro, e em Conceição do Mato Dentro, na região Central.
Os contratos atendem à cadeia da siderurgia e incluem derrubada, arraste e traçamento no sistema full tree, utilizando equipamentos como feller buncher, skidder e garra traçadora. Para as novas operações, a empresa mobilizou 25 profissionais inicialmente.
Integração com comunidades e impacto econômico
Segundo Nilo Neiva, gerente geral de Operações Florestais, a expansão foi planejada para gerar impactos positivos nas comunidades locais. “Todo o trabalho é estruturado para garantir uma relação positiva com as comunidades, criando empregos diretos e impulsionando setores como hotelaria, postos de combustíveis, restaurantes e oficinas”, afirma.
O executivo reforça que a expansão consolida a empresa no mercado e demonstra a confiança dos clientes em sua capacidade de entrega, mantendo foco em segurança, desempenho operacional e geração de valor a longo prazo.
Operações consolidadas em Três Marias
Além das novas frentes, a Reflorestar mantém operações em Três Marias, em parceria com uma das principais empresas da siderurgia brasileira. A unidade conta com:
- Dois módulos full service (6 máquinas)
- Um módulo rental (3 máquinas)
- Um módulo de realinhamento e subsolagem (1 máquina)
No total, são dez equipamentos em operação, reforçando a capacidade da empresa de atender grandes demandas do setor florestal.
Minas Gerais como mercado estratégico para silvicultura
A expansão ocorre em um cenário favorável para o setor florestal no estado. Estudo da Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF), divulgado no segundo semestre de 2025, aponta que Minas Gerais possui 15 milhões de hectares aptos para projetos florestais.
O levantamento indica ainda que Minas Gerais concentra cerca de 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas — equivalente a 25% da área total de plantações florestais do Brasil — e 1,3 milhão de hectares de florestas preservadas. A silvicultura está presente em 811 dos 853 municípios do estado, evidenciando sua relevância econômica e territorial.
Expansão reforça liderança da Reflorestar
Para Igor Souza, diretor florestal da Reflorestar, a ampliação no estado fortalece o posicionamento estratégico da empresa. “Minas Gerais concentra o maior valor de produção florestal do Brasil e é o berço da Reflorestar. Ampliar nossa atuação em diferentes regiões fortalece a proximidade com os clientes e demonstra nossa capacidade de atender a um mercado que é referência nacional”, afirma.
Com as novas operações, a Reflorestar segue expandindo sua atuação no país, consolidando um modelo baseado em mecanização, eficiência operacional e geração de valor sustentável para clientes e comunidades.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.
O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.
Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização
O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.
Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.
A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.
Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.
Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado
Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.
Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.
Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.
O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.
Demanda externa fortalece pecuária brasileira
A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.
O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.
Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.
Mercado acompanha fechamento das exportações de maio
O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.
A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.
Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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