Política Nacional
Reforço à fiscalização da formação de atletas vai à sanção
Clubes poderão ser obrigados a inscrever seus programas de formação de atletas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, determina um projeto de lei aprovado pelo Plenário do Senado nesta terça-feira (24). O objetivo é incluir esses conselhos na fiscalização dos clubes que formam futuros atletas.
A proposta (PL 1.476/2022), da Câmara dos Deputados, agora segue para sanção presidencial.
O ex-deputado federal Milton Coelho (PE), autor da proposição, destacou a importância dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente na fiscalização de políticas públicas. Para ele, incluir esses órgãos no processo de reconhecimento das entidades formadoras de atletas reforça a proteção integral dos jovens esportistas.
Antes de ser votada em Plenário, a proposta foi aprovada na Comissão de Esporte (CEsp), com relatório favorável do senador Jorge Kajuru (PSB-GO). Segundo o relator, a medida possibilita o acompanhamento contínuo das condições oferecidas aos jovens atletas e contribui para coibir práticas inadequadas ou abusivas nos centros de treinamento.
“É preciso reconhecer que, por trás de cada jovem atleta, há uma criança ou adolescente em fase de formação, com sonhos e direitos que precisam ser preservados. A busca pelo desempenho esportivo jamais pode se sobrepor à proteção da integridade física, emocional e moral desses meninos e meninas”, argumentou o senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Comissão aprova cota de 15% no Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 1,8 mil
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto que obriga o governo federal a destinar no mínimo 15% do orçamento total do Programa Minha Casa, Minha Vida ao financiamento de moradias para a população de renda mais baixa.
Por recomendação do relator, deputado Paulo Guedes (PT-MG), o colegiado aprovou o substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Urbano ao Projeto de Lei 3078/15, do Senado.
A única mudança feita pelos deputados foi atualizar o limite de renda das famílias beneficiadas por essa cota, que passou de R$ 1.600 para R$ 1.800 mensais, alinhando a regra à chamada “Faixa 1” do programa habitacional.
Guedes defendeu a importância de financiar a moradia para essa faixa de renda: “Quanto mais baixa a renda familiar, mais essencial é o Estado brasileiro proporcionar as condições para uma casa própria e uma vida digna”, afirmou o relator.
Ele explicou que a proposta não tem impactos orçamentários, servindo apenas como uma diretriz para a alocação dos recursos do programa.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcelo Oliveira
Fonte: Câmara dos Deputados
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