Agro
Suinocultura brasileira exige cautela em 2026 com pressão nas margens e incertezas externas
Suinocultura entra em fase de maior sensibilidade nas margens
O mercado de suínos no Brasil deve operar com margens mais pressionadas ao longo de 2026, segundo análise do relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA. O principal fator de atenção é o equilíbrio entre oferta e demanda, que se torna mais delicado diante da queda nos preços do animal vivo e do avanço da produção.
Apesar de os custos de produção não apresentarem pressão relevante no curto prazo, a acomodação dos preços desde o início do ano reduziu o espaço para ganhos adicionais, comprimindo a rentabilidade do setor e aumentando sua sensibilidade a qualquer desequilíbrio.
Exportações sustentam o setor, mas riscos seguem no radar
O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação da suinocultura brasileira. Em fevereiro, os embarques de carne suína in natura registraram crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior e alta de 8% no acumulado do bimestre.
A Ásia continua sendo o principal destino, respondendo por cerca de 70% das exportações, com destaque para o avanço das vendas para países como Filipinas e Japão.
No entanto, o relatório alerta que o cenário externo apresenta riscos. Embora o Oriente Médio tenha baixa participação nas exportações brasileiras de carne suína, eventuais impactos indiretos — como aumento de custos logísticos, fretes e alterações no fluxo global de comércio — podem afetar o ritmo de embarques.
Ritmo de produção será determinante para o equilíbrio do mercado
Um dos principais pontos de atenção para os próximos meses é o crescimento da produção interna. O aumento dos abates tende a elevar a oferta doméstica, exigindo maior capacidade de escoamento, principalmente via exportações.
Nesse contexto, o controle do ritmo produtivo será essencial para evitar desequilíbrios que possam pressionar ainda mais os preços e reduzir a rentabilidade dos produtores.
Custos de ração entram no radar para o segundo semestre
Outro fator relevante para o setor é o comportamento dos custos de alimentação, especialmente no segundo semestre. O relatório destaca que:
- O milho ainda apresenta incertezas relacionadas à safra e ao clima;
- A demanda doméstica pelo cereal segue firme, impulsionada pela produção de proteínas animais e pelo etanol;
- O farelo de soja tende a ter cenário mais favorável, com ampla oferta e maior processamento interno, o que pode ajudar a mitigar custos.
Mesmo assim, qualquer variação relevante no preço dos insumos pode impactar diretamente a rentabilidade da atividade.
Cenário exige cautela e monitoramento constante
O panorama traçado pelo Itaú BBA indica que, embora o setor ainda conte com suporte das exportações, a suinocultura brasileira entra em um período que exige maior cautela.
Entre os principais pontos de atenção estão:
- Evolução dos preços do suíno vivo;
- Ritmo de crescimento da produção;
- Desempenho das exportações;
- Custos de ração e condições climáticas;
- Impactos indiretos de tensões geopolíticas sobre logística e comércio global.
Diante desse cenário, a capacidade de ajuste dos produtores e o monitoramento constante das variáveis de mercado serão determinantes para a manutenção da competitividade e da rentabilidade ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja recua em Chicago após volatilidade e pressão logística limita rentabilidade no Brasil
O mercado da soja iniciou a quarta-feira (20) em queda na Bolsa de Chicago, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos últimos dias em meio à forte volatilidade internacional. Os investidores seguem atentos às negociações comerciais entre China e Estados Unidos, às tensões no Oriente Médio e às condições climáticas no Meio-Oeste norte-americano, fatores que continuam ditando o comportamento das commodities agrícolas.
Por volta das 6h40 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam perdas entre 5,75 e 6 pontos nos principais vencimentos. O contrato julho/26 era cotado a US$ 12,07 por bushel, com recuo de 2,25 centavos. Já os vencimentos julho e agosto operavam próximos de US$ 12,03 e US$ 12,04 por bushel, respectivamente.
O movimento representa um ajuste técnico após a alta recente, sustentada principalmente pelas expectativas envolvendo possíveis compras agrícolas chinesas nos Estados Unidos. Apesar disso, o mercado ainda não observa sinais concretos de avanço da demanda asiática, o que mantém os agentes mais cautelosos.
Além do cenário geopolítico, o clima nos Estados Unidos segue no radar. O plantio da nova safra americana avança em ritmo acelerado, favorecido pelas condições climáticas relativamente positivas em grande parte do cinturão produtor. O desenvolvimento das lavouras também ocorre de forma satisfatória, fator que reduz espaço para altas mais intensas nas cotações internacionais.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que o plantio da soja avançou de 49% para 67% da área prevista, superando as expectativas do mercado e também o ritmo registrado no mesmo período do ano passado.
No complexo soja, os futuros do farelo também operavam em baixa nesta manhã, acompanhando o milho. Já o óleo de soja apresentava leves ganhos.
Mercado interno tem sustentação, mas logística preocupa
No Brasil, os preços seguem relativamente firmes em algumas regiões, embora os gargalos logísticos e os elevados custos de armazenagem e frete continuem limitando a rentabilidade dos produtores.
No Paraná, a soja no interior era indicada a R$ 123,67 por saca, com leve alta diária de 0,13%, enquanto o porto de Paranaguá registrava R$ 130,57, avanço de 0,66%. Em Ponta Grossa, as indicações chegaram a R$ 128,50 por saca.
A disputa por armazenagem se intensificou no estado diante do avanço da produção de etanol de milho e do início do plantio de trigo, pressionando a logística regional.
No Rio Grande do Sul, os preços apresentaram recuperação nominal, com Santa Rosa e Passo Fundo cotados a R$ 126,00 por saca e o porto de Rio Grande a R$ 131,00. A revisão da safra gaúcha para pouco mais de 19 milhões de toneladas — abaixo da projeção inicial de 21,44 milhões — reforçou a percepção de perdas provocadas pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo.
O mercado também monitora o risco de paralisações no transporte rodoviário e as incertezas envolvendo o piso mínimo do frete, fatores que elevaram os prêmios de risco no setor.
Em Santa Catarina, a colheita já supera 70% da área cultivada, com preços ao redor de R$ 131,00 no porto de São Francisco do Sul.
Centro-Oeste registra safra recorde, mas enfrenta gargalos
No Centro-Oeste, os números de produção seguem robustos. Mato Grosso do Sul encerrou a safra com volume recorde de 17,759 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso confirmou produção histórica de 51,56 milhões de toneladas.
Apesar da safra elevada, produtores enfrentam dificuldades relacionadas à capacidade de armazenagem, ao alto custo dos fretes e à pressão sobre a infraestrutura logística, cenário que reduz margens e limita oportunidades de comercialização mais vantajosas.
Segundo a Conab, a colheita brasileira da soja já alcança 98,8% da área cultivada, consolidando a reta final dos trabalhos no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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