Agro
Projeto que moderniza o Seguro Rural avança na Câmara e pode ser votado na próxima semana
O Projeto de Lei 2.951/2024, que propõe a modernização do Seguro Rural no Brasil, deve avançar na Câmara dos Deputados e pode ser votado já na próxima semana. A expectativa é que a matéria entre na pauta do Plenário na terça-feira, dia 24.
Segundo o vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o grupo trabalha para garantir a votação mesmo em sessão não presencial.
Articulação política busca viabilizar votação do projeto
De acordo com Jardim, a intenção da bancada é apresentar o parecer já na próxima semana. O parlamentar afirmou que comunicará ao presidente da Câmara, Hugo Motta, o interesse em avançar com a votação do texto.
A proposta tem relatoria do deputado Pedro Lupion, atual presidente da FPA, cuja indicação foi destacada como estratégica para a tramitação do projeto.
Proposta altera legislações e moderniza o Seguro Rural
O projeto é de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e prevê mudanças em três legislações relacionadas ao Seguro Rural.
O texto que veio do Senado passará por ajustes na Câmara, com contribuições de entidades do setor ao longo da semana. No entanto, já há consenso em pontos considerados centrais para a modernização do sistema.
Principais mudanças previstas no projeto
Entre as alterações em discussão, três pontos se destacam:
- Possibilidade de uso do Seguro Rural como garantia em operações de crédito, sem torná-lo obrigatório para a contratação de financiamentos;
- Transferência da gestão do Fundo de Catástrofe para o Ministério da Fazenda, retirando essa atribuição do Ministério da Agricultura e Pecuária;
- Garantia de tratamento fiscal diferenciado para cooperativas de produção que realizarem aportes no Fundo de Catástrofe.
A estratégia dos parlamentares é promover ajustes pontuais na redação, evitando mudanças de mérito que possam obrigar o retorno do texto ao Senado.
Ajustes buscam evitar questionamentos jurídicos e orçamentários
Outro ponto de atenção é a tentativa de evitar questionamentos após eventual aprovação da proposta. Um dos temas mais sensíveis envolve a classificação das despesas com o Seguro Rural.
A proposta inicial prevê tornar obrigatórias as despesas do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). No entanto, uma análise preliminar da consultoria legislativa da Câmara aponta risco de questionamentos, já que isso poderia ser interpretado como aumento de gasto público.
Para contornar esse problema, os parlamentares estudam retomar a redação original, enquadrando essas despesas como operações oficiais de crédito do Ministério da Fazenda.
Setor defende recursos obrigatórios para o Seguro Rural
A mudança atende a uma demanda antiga do setor agropecuário e da própria bancada ruralista, que defendem a obrigatoriedade dos recursos para evitar contingenciamentos.
Em 2024, dos R$ 1,06 bilhão aprovados para o PSR, cerca de R$ 565 milhões foram efetivamente executados, enquanto o restante ficou bloqueado no orçamento.
A proposta busca dar maior previsibilidade ao programa, considerado essencial para a gestão de riscos na atividade agropecuária.
Área segurada recua e acende alerta no setor
Os dados mais recentes reforçam a preocupação com o Seguro Rural no país. Em 2025, o programa registrou o pior desempenho em área segurada desde 2015.
Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), foram segurados 3,2 milhões de hectares, o equivalente a 3,27% da área plantada no Brasil. Em 2015, esse número foi de 2,6 milhões de hectares, representando 3,32% da área cultivada à época.
Expectativa do setor é por avanço da proposta
Diante desse cenário, a expectativa do setor é que o projeto avance rapidamente no Congresso Nacional, trazendo maior segurança jurídica e estabilidade para o Seguro Rural no Brasil.
A votação na Câmara deve ser decisiva para o futuro do programa e para a ampliação da cobertura securitária no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Semana será dedicada ao avanço da genética Nelore
Mato Grosso do Sul será o centro das atenções da pecuária de corte brasileira de amanhã (08.06) até domingo (14) com a realização da Semana do Programa Embrapa Geneplus 2026. O evento reunirá pesquisadores, criadores, técnicos, centrais de inseminação e empresas de genética em uma programação voltada ao melhoramento genético bovino, considerada uma das principais ferramentas para ampliar a produtividade e a rentabilidade da pecuária nacional.
Realizada em Campo Grande, a iniciativa ganhou relevância nacional ao longo dos últimos anos e se consolidou como um dos principais fóruns de discussão sobre seleção genética de bovinos de corte no Brasil. Em 2026, o encontro também marca os 30 anos de atuação do Programa Embrapa Geneplus, referência na avaliação genética e no desenvolvimento de tecnologias para aumento da eficiência dos rebanhos brasileiros.
O destaque da programação será o Encontro Técnico Embrapa Geneplus, marcado para o dia 12 de junho, quando serão divulgados os resultados da GP PAD Nelore 2026, uma das mais importantes provas de avaliação de desempenho da raça Nelore do país, além da aguardada lista dos touros GP ATJ Nelore 2026, programa que identifica e seleciona jovens reprodutores de alto potencial genético.
A GP PAD Nelore tem papel estratégico para a pecuária brasileira. Realizada dentro da Embrapa Gado de Corte, a prova avalia características ligadas à eficiência alimentar, desempenho produtivo, qualidade de carcaça e atributos reprodutivos dos animais. Os resultados servem de base para a seleção de touros capazes de transmitir características economicamente importantes aos rebanhos comerciais.
Desde o início do programa, mais de mil touros Nelore já passaram pelas avaliações da Embrapa Geneplus. O trabalho contribui para o desenvolvimento de animais mais eficientes, capazes de produzir mais carne consumindo menos recursos, uma demanda cada vez mais importante diante da necessidade de elevar a produtividade sem ampliar áreas de pastagem.
A programação da semana inclui visitas técnicas a criatórios parceiros, workshops promovidos por empresas de genética, mostras de animais selecionados, dias de campo e leilões. Entre os criatórios participantes estão Elge, Cachoeirão, Genética Aditiva, Baía Boa Vista, Nelore Meab, Montana Calidad e 7 Estrelas, além de eventos comerciais voltados à oferta de reprodutores e matrizes de elevado mérito genético.
Segundo os organizadores, a edição deste ano terá como tema central a relação entre genética e rentabilidade. A proposta é mostrar como a seleção baseada em índices econômicos pode impactar diretamente os resultados financeiros das fazendas, reduzindo custos de produção, aumentando a eficiência alimentar e melhorando a qualidade dos animais destinados à reprodução e ao abate.
Responsável por cerca de 80% do rebanho de corte brasileiro, a raça Nelore continua sendo a principal base genética da bovinocultura nacional. Por isso, os avanços obtidos por programas de avaliação genética como o Embrapa Geneplus têm reflexos diretos sobre a competitividade da pecuária brasileira, tanto no mercado interno quanto nas exportações de carne bovina.
A expectativa dos organizadores é reunir durante a semana alguns dos principais nomes da genética bovina do país, fortalecendo a troca de conhecimento entre pesquisadores e produtores e acelerando a adoção de tecnologias que permitam à pecuária brasileira produzir mais carne, com maior qualidade e sustentabilidade.
Fonte: Pensar Agro
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