Agro
FPA alerta para ajustes na tabela de frete diante da alta do diesel
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota oficial destacando a necessidade de revisão da tabela de frete, diante da alta do diesel, que pressiona diretamente os custos logísticos do setor agropecuário.
Tabela de frete atual não reflete a realidade do transporte
Segundo a FPA, o modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não considera fatores essenciais, como:
- Diferenças regionais;
- Frete de retorno;
- Diversidade de cargas;
- Perfil da frota nacional.
Essas lacunas geram distorsões relevantes e custos logísticos artificiais, impactando especialmente setores de grande volume e margens estreitas.
Transparência e fiscalização são essenciais
A FPA defende maior clareza nos critérios da tabela de frete, especialmente nos sistemas eletrônicos atualmente utilizados, e reforça a necessidade de fiscalização constante, garantindo que os parâmetros estejam alinhados às condições reais de mercado.
Diesel e cenário internacional aumentam pressão sobre transporte
O custo do diesel, que representa uma das maiores parcelas do frete, sofre oscilações influenciadas pelo cenário internacional, especialmente no Oriente Médio. A FPA destaca a importância de uma política de transição energética mais previsível, capaz de reduzir a volatilidade e trazer estabilidade à cadeia logística.
Revisão do percentual obrigatório de biodiesel é medida urgente
Como forma de equilibrar o custo logístico, a FPA defende medidas imediatas para revisão do percentual obrigatório de biodiesel (B17), garantindo maior previsibilidade e equilíbrio no custo do transporte rodoviário brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Resistência parasitária na pecuária avança e acende alerta no controle sanitário dos rebanhos
A resistência parasitária tem se consolidado como um dos principais desafios sanitários da pecuária bovina no Brasil, com impactos diretos na produtividade, no ganho de peso dos animais e nos custos de produção. O fenômeno ocorre quando parasitas deixam de responder a moléculas antes eficazes, em grande parte associado ao uso inadequado e repetitivo de antiparasitários ao longo do tempo.
Estimativas do setor indicam que os prejuízos causados por parasitas podem chegar a R$ 70 bilhões por ano, afetando toda a cadeia produtiva da pecuária.
Resistência já é realidade em vermes e carrapatos no Brasil
Estudos realizados no país apontam que a resistência parasitária já está amplamente disseminada nos rebanhos bovinos.
Entre os principais agentes envolvidos estão vermes gastrointestinais como Haemonchus, Cooperia, Trichostrongylus e Oesophagostomum, que já apresentam resistência a diferentes classes de vermífugos.
O problema também é observado no controle do carrapato bovino. No Rio Grande do Sul, análises indicam que 95% das amostras apresentaram resistência a pelo menos um carrapaticida, enquanto 45% demonstraram resistência a quatro ou mais produtos utilizados no manejo sanitário.
Impacto na pecuária brasileira preocupa setor exportador
O avanço da resistência ocorre em um momento em que o Brasil mantém posição de liderança global na exportação de carne bovina, com embarques que ultrapassaram 700 mil toneladas no primeiro trimestre do ano, representando crescimento próximo de 20% em relação ao mesmo período anterior.
Especialistas alertam que a perda de eficiência no controle parasitário compromete diretamente o desempenho dos rebanhos, reduzindo ganhos de peso, eficiência alimentar e competitividade da cadeia produtiva.
Uso inadequado de antiparasitários é principal fator de resistência
Segundo o médico veterinário e gerente técnico de antiparasitários da Zoetis Brasil, Elio Moro, o avanço da resistência está ligado principalmente à pressão de seleção causada por práticas inadequadas no campo.
Entre os principais fatores estão aplicações frequentes sem critério técnico, dosagens incorretas, uso desnecessário em determinadas categorias animais e escolha inadequada de princípios ativos.
“O grande desafio hoje não é apenas tratar, mas preservar a eficácia das moléculas disponíveis, com uma abordagem mais estratégica e sustentável, baseada em prevenção, monitoramento e uso criterioso dos antiparasitários”, destaca o especialista.
Estratégias integradas ganham força no controle sanitário
Diante do avanço da resistência, especialistas reforçam a necessidade de estratégias mais amplas e integradas no controle parasitário, combinando diferentes mecanismos de ação e manejo sanitário.
Entre as soluções destacadas pelo setor está o uso de produtos com associações de princípios ativos, capazes de ampliar o espectro de ação e atuar inclusive sobre cepas resistentes.
Nesse contexto, soluções como Valcor™ são citadas como alternativas de controle mais abrangente, contribuindo para a redução de perdas produtivas, melhoria do ganho de peso e fortalecimento da sanidade animal.
Manejo sustentável é decisivo para conter avanço da resistência
A recomendação técnica aponta que o controle da resistência parasitária depende de uma abordagem contínua, envolvendo diagnóstico da carga parasitária, rotação de princípios ativos e adoção de boas práticas de manejo de pastagens.
Esse conjunto de medidas é considerado essencial para reduzir a pressão seletiva sobre os parasitas e prolongar a eficácia dos tratamentos disponíveis.
Setor reforça foco em inovação e produtividade no campo
Com o avanço dos desafios sanitários, empresas do setor reforçam o investimento em inovação, suporte técnico e desenvolvimento de soluções voltadas à sustentabilidade produtiva.
A expectativa é de que a adoção de estratégias mais estruturadas contribua para melhorar a eficiência sanitária dos rebanhos e garantir maior rentabilidade à pecuária brasileira nos próximos ciclos produtivos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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