Agro
Expodireto Cotrijal encerra edição de 2026 com foco em tecnologia
A 26ª edição da Expodireto Cotrijal terminou nesta sexta-feira (13.03) em Não‑Me‑Toque (280 km da capital, Porto Alegre), no Rio Grande do Sul, reafirmando o papel da feira como um dos principais encontros do agronegócio brasileiro. Realizado em um parque de exposições com cerca de 130 hectares, o evento reuniu produtores, empresas e instituições financeiras em meio a um cenário marcado por desafios climáticos e pressão sobre o crédito rural.
Ao longo da semana, 613 expositores ocuparam os espaços da feira, distribuídos entre os setores de máquinas e equipamentos agrícolas, produção vegetal, pecuária, instituições financeiras e centros de pesquisa. A programação incluiu demonstrações tecnológicas, lançamentos de produtos e uma série de fóruns voltados à discussão de mercado e inovação no campo.
Um dos espaços de maior movimento foi o Pavilhão da Agricultura Familiar, que reuniu 224 empreendimentos com alimentos artesanais, agroindústrias e produtos regionais. Já a Arena Agrodigital concentrou mais de 30 empresas, startups e hubs de inovação, apresentando soluções voltadas à digitalização da produção agrícola, monitoramento de lavouras e gestão de dados no campo.
Além das vitrines tecnológicas, a feira também se tornou palco para discussões consideradas centrais para o momento do setor. Entre os temas mais recorrentes estiveram a ampliação do seguro rural, mecanismos para renegociação de dívidas agrícolas e a necessidade de instrumentos que garantam maior previsibilidade ao produtor diante de perdas climáticas e oscilações de mercado.
Durante a programação foram realizados fóruns dedicados a diferentes cadeias produtivas e debates sobre estratégias de produção e oportunidades de mercado. Entre as novidades desta edição estiveram o 1º Fórum de Seguros da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA) e a Abertura Nacional da Semeadura da Canola, eventos que ampliaram o escopo técnico da feira.
A organização também manteve atividades voltadas ao cooperativismo e à sucessão no campo, com iniciativas direcionadas a jovens, mulheres e crianças ligadas às famílias rurais.
Criada em 2000 pela cooperativa Cotrijal, a Expodireto Cotrijal se consolidou como uma das principais vitrines de tecnologia agrícola do país e um espaço de articulação entre produtores, indústria e governo. Mesmo em um período marcado por dificuldades enfrentadas pelo agro gaúcho — especialmente após eventos climáticos recentes — a presença de produtores foi apontada pelos organizadores como um sinal de resiliência do setor.
Ao final do evento, a organização confirmou a realização da próxima edição entre 8 e 12 de março de 2027.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Geadas ameaçam hortifruti no Sul e produtores ampliam investimentos em irrigação para proteger lavouras
A aproximação do inverno e a previsão de geadas mais intensas voltaram a acender o sinal de alerta no setor de hortifruti do Sul do Brasil. O avanço das massas de ar frio, aliado à maior umidade provocada pelo El Niño, aumenta os riscos para lavouras altamente sensíveis às baixas temperaturas, pressionando produtores a investir em tecnologias de irrigação e monitoramento climático para evitar perdas na produção.
O cenário preocupa especialmente produtores de frutas, legumes e hortaliças, já que as oscilações térmicas e o frio severo podem comprometer produtividade, qualidade dos alimentos e regularidade da oferta ao mercado consumidor.
Segundo Geferson Reis, especialista da Netafim, o momento exige planejamento e atenção redobrada nas propriedades rurais.
“O Sul do Brasil vinha enfrentando temperaturas elevadas, estiagem e irregularidade nas chuvas. Agora, o cenário muda rapidamente com a chegada de massas de ar frio mais intensas e maior risco de geadas, fatores que impactam diretamente as culturas hortifrutigranjeiras”, explica.
Hortaliças e frutas estão entre as culturas mais vulneráveis
Entre as culturas mais sensíveis ao frio estão tomate, pimentão, pepino, morango e folhosas, que podem sofrer danos severos em folhas, flores e frutos.
Nas áreas de campo aberto, frutas de clima temperado também entram em estado de atenção. Culturas como pêssego, ameixa, nectarina, uva e maçã ficam mais vulneráveis durante os períodos de floração e formação dos frutos, fases consideradas decisivas para o potencial produtivo das lavouras.
De acordo com o especialista, quando as geadas atingem as plantações nesse estágio, os prejuízos podem ser significativos.
“Os danos provocados pelo congelamento comprometem tecidos vegetais, provocam abortamento de flores e frutos e reduzem diretamente o potencial produtivo das culturas”, destaca.
Geadas podem impactar preços dos alimentos
Os reflexos do clima adverso não ficam restritos ao campo. A redução da produtividade e o aumento dos custos operacionais tendem a afetar a disponibilidade de alimentos e pressionar os preços ao consumidor.
Segundo Reis, sempre que a geada reduz a oferta de produtos hortifrutigranjeiros, ocorre desequilíbrio entre oferta e demanda, cenário que favorece a elevação dos preços nas gôndolas.
Além da preocupação econômica, o setor enfrenta o desafio de manter a regularidade da produção em um ambiente climático cada vez mais instável.
“O consumidor quer encontrar frutas, verduras e legumes disponíveis durante todo o ano, mas os eventos climáticos extremos tornam essa estabilidade cada vez mais difícil”, afirma.
Irrigação anti-geada ganha espaço nas propriedades rurais
Diante do aumento dos riscos climáticos, cresce a adoção de sistemas de irrigação anti-geada nas regiões produtoras do Sul do país.
A tecnologia funciona por meio de aspersão ou microaspersão, formando uma fina camada de gelo sobre a superfície das plantas. Apesar de parecer contraditório, esse processo ajuda a proteger os tecidos vegetais das temperaturas mais baixas.
Segundo a Netafim, durante o congelamento da água ocorre liberação de calor latente, mantendo a temperatura das plantas próxima de 0°C e reduzindo os danos provocados pelo frio intenso.
A camada de gelo formada atua como isolamento térmico, protegendo flores, frutos e brotações ao longo da madrugada. O sistema deve permanecer em operação contínua até o amanhecer, sendo desligado apenas após o descongelamento completo.
Monitoramento climático em tempo real melhora tomada de decisão
Outra estratégia que vem ganhando espaço no campo é o uso de ferramentas de agricultura digital para monitoramento climático em tempo real.
A Netafim disponibiliza soluções como o GrowSphere™ One e a sonda NetaCap, tecnologias capazes de acompanhar temperatura do ar e umidade do solo com atualizações a cada 30 minutos.
Segundo Reis, o monitoramento preciso permite decisões mais rápidas e eficientes sobre o acionamento dos sistemas de irrigação, reduzindo riscos e aumentando a eficiência operacional das propriedades.
“Com acesso às informações climáticas em tempo real, o produtor consegue agir no momento correto e proteger melhor as lavouras”, ressalta.
Tecnologia se torna aliada da rentabilidade no hortifruti
Além da proteção contra eventos extremos, os sistemas de irrigação vêm sendo avaliados também pelo retorno econômico proporcionado ao produtor rural.
De acordo com o especialista, apesar do investimento inicial, os equipamentos possuem longa vida útil e contribuem diretamente para ganhos de produtividade, qualidade e estabilidade da produção.
“São sistemas que podem permanecer em operação por 15, 20 ou até 25 anos, trazendo mais segurança produtiva e competitividade ao agricultor”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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