Agro
Citros entram em fase de colheita no Rio Grande do Sul enquanto grãos de verão avançam no ciclo produtivo
A citricultura do Rio Grande do Sul apresenta diferentes fases de desenvolvimento nas principais regiões produtoras, enquanto culturas como soja, milho, arroz e feijão avançam em seus ciclos produtivos. Apesar do bom desenvolvimento de diversas lavouras, a estiagem registrada nos últimos meses provocou impactos relevantes, especialmente na redução do calibre de frutas e na produtividade de grãos.
As informações fazem parte do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, que acompanha o desempenho das atividades agrícolas no Estado.
Citros entram em fase de colheita em diferentes regiões do Estado
Os pomares de citros seguem em fase de desenvolvimento de frutos nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, como Bagé, Frederico Westphalen, Lajeado, Ijuí e Passo Fundo.
Apesar do avanço da safra, a estiagem reduziu o calibre de laranjas e bergamotas, impactando o padrão comercial das frutas.
Em algumas regiões, a colheita já começou. Em Bagé, por exemplo, teve início a colheita da bergamota Okitsu, uma variedade precoce e altamente produtiva. A abertura oficial da colheita ocorreu em Pareci Novo, na região de Lajeado.
Também há ações intensificadas de monitoramento e controle da mosca-das-frutas, principalmente nas cultivares mais precoces.
Na região administrativa da Emater de Soledade, a bergamota Okitsu inicia a fase de maturação e atende ao mercado de entressafra. Já em São Gabriel, na região de Bagé, as frutas colhidas apresentam boa qualidade, elevado grau Brix e cascas saudáveis.
Nas demais áreas produtoras, os pomares ainda estão em desenvolvimento e seguem recebendo tratos culturais como aplicação de fungicidas, inseticidas e fertilizantes.
Expectativa positiva para produção de laranja e limão
Na região de Frederico Westphalen, os produtores realizam adubações e tratamentos fitossanitários preventivos contra pinta-preta, cancro-cítrico e ácaros.
Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, a expectativa é de uma safra positiva para diversas variedades.
As projeções indicam:
- Laranja para suco: cerca de 40 toneladas por hectare em pomares com mais de quatro anos
- Laranja umbigo: aproximadamente 30 t/ha
- Limão: produtividade estimada de 28 t/ha
A implantação e renovação de pomares já foi concluída, e as plantas apresentam desenvolvimento adequado e boas condições fitossanitárias.
- Outras frutíferas apresentam avanços na produção
- Colheita de caqui começa na Serra Gaúcha
Na região de Caxias do Sul, teve início a colheita das variedades precoces de caqui, como o Chocolatinho.
Os frutos apresentam calibre satisfatório, embora o tamanho esteja ligeiramente reduzido em função da falta de chuvas. A comercialização começou na última semana com preços em torno de R$ 3,59 por quilo.
A produção mais intensa deve ocorrer entre abril e maio, com destaque para as variedades Fuyu e Kyoto.
Noz-pecã entra na fase de formação das amêndoas
Na região de Soledade, os pomares de noz-pecã estão na fase de formação das amêndoas e apresentam boa carga produtiva.
Mesmo com volumes baixos, as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento da cultura. A área irrigada ainda representa menos de 5% do total, o que indica potencial de investimento em irrigação por parte dos produtores.
Produção de oliva tem expectativa positiva
Na região de Santa Maria, a safra de oliva apresenta perspectiva bastante positiva, tanto em produtividade quanto em qualidade.
Entre os municípios produtores destacam-se:
- Cachoeira do Sul
- Restinga Seca
- São João do Polêsine
- Formigueiro
- São Sepé
Na região de Soledade, a colheita já começou em algumas áreas. Um dos destaques é Encruzilhada do Sul, que possui aproximadamente mil hectares de olivais.
As variedades com melhor desempenho são Koroneike e Arbequina, beneficiadas pelas condições mais secas durante a fase de floração.
- Safra de grãos de verão enfrenta impactos da estiagem
- Soja entra na fase final do ciclo produtivo
A cultura da soja está nas fases finais de desenvolvimento no Estado.
Atualmente:
- 59% das lavouras estão em enchimento de grãos
- 26% em maturação
A colheita já começou em áreas pontuais, ainda de forma inicial
As chuvas recentes melhoraram as condições hídricas em parte das lavouras implantadas mais tardiamente. No entanto, os efeitos do déficit hídrico ocorrido em janeiro e fevereiro já são considerados irreversíveis em diversas regiões.
A nova projeção da Emater/RS-Ascar aponta:
- Produtividade média: 2.871 kg/ha
- Redução de 9,7% em relação à estimativa inicial de 3.180 kg/ha
- Produção estimada: pouco mais de 19 milhões de toneladas
- Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
- Milho apresenta produtividades variadas
Para o milho, a nova projeção indica produção de 5,96 milhões de toneladas.
Os números da safra 2025/2026 mostram:
- Área cultivada: 803.019 hectares
- Produtividade média: 7.424 kg/ha
Em relação ao estágio das lavouras:
- 9% estão em enchimento de grãos
- 19% em maturação
- 65% já foram colhidas
A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) segue com incidência elevada, exigindo monitoramento constante por parte dos produtores.
Milho para silagem avança na colheita
A colheita do milho destinado à silagem já alcança cerca de 70% das áreas no Estado.
Mesmo com chuvas irregulares, as condições climáticas favoreceram as lavouras nas fases mais sensíveis.
Segundo estimativa da Emater:
- Área cultivada: 345.299 hectares
- Produtividade estimada: 37.840 kg/ha
Cerca de 10% das áreas mais tardias ainda estão em desenvolvimento vegetativo.
Feijão apresenta desenvolvimento regular nas duas safras
Na primeira safra de feijão, a colheita já está praticamente concluída na maior parte do Estado.
Nos Campos de Cima da Serra, o avanço é o seguinte:
- 26% colhidos
- 59% em maturação
- 15% em enchimento de grãos
A área total estimada é de 23.029 hectares, com produtividade média de 1.781 kg/ha.
Já o feijão da segunda safra apresenta desenvolvimento considerado adequado:
- 63% em desenvolvimento vegetativo
- 21% em floração
- 10% em enchimento de grãos
- 3% em maturação
- 2% colhidos
A área projetada é de 7.774 hectares, com produtividade média estimada de 1.504 kg/ha.
Colheita de arroz avança e preocupação com diesel cresce
A colheita do arroz irrigado começa a ganhar ritmo no Rio Grande do Sul, alcançando cerca de 10% das áreas cultivadas.
A maioria das lavouras encontra-se nas fases de maturação e enchimento de grãos.
Os números do setor indicam:
- Área cultivada: 891.908 hectares
- Produtividade média: 8.744 kg/ha
- Produção estimada: 7,79 milhões de toneladas
Um fator que preocupa produtores neste período é o abastecimento de óleo diesel, essencial para o funcionamento de colheitadeiras, tratores e caminhões durante a safra.
Há relatos de atrasos nas entregas programadas de combustível, o que pode comprometer o ritmo da colheita. Mesmo sem sinais de desabastecimento generalizado, o aumento do preço do diesel já eleva os custos de produção.
Combinado aos preços mais baixos de alguns grãos, esse cenário pode reduzir a rentabilidade e gerar prejuízos para parte dos agricultores gaúchos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR
O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.
O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.
O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.
O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.
Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.
Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.
Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.
Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.
Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.
A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.
A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.
A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.
Fonte: Pensar Agro
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