Paraná
Ferrovias do Paraná são tema da primeira exposição do Arquivo Público em 2026
Foi inaugurada nesta quinta-feira (5) a exposição “Pelos Trilhos do Progresso: A História das Ferrovias no Paraná”, na sede do Arquivo Público do Paraná. Com cerca de 90 itens, a mostra fica aberta ao público até 18 de março, valorizando a relevância das ferrovias na história do Estado.
Como parte do projeto “Raízes Paranaenses”, essa é a primeira exposição de 2026 do Arquivo Público, que é vinculado à Secretaria da Administração e da Previdência do Paraná (Seap).
A exposição reúne itens do acervo do próprio Arquivo Público, além de itens doados por instituições parceiras, como a Rumo Logística, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, a Ferroeste e a Serra Verde Express.
Alguns dos artigos de destaque são as maquetes de estações ferroviárias históricas do Estado, um relatório da Estrada de Ferro do Paraná, o relatório da vinda de Dom Pedro II ao Paraná para ver a ferrovia, e o telegrama da Estação de Curitiba de Antonio Rebouças para o presidente.
“Este evento representa o Arquivo Público em sua essência, de mostrar todo o seu acervo à sociedade. O Arquivo é uma casa de registros, contando a história do Paraná, que também passa muito pelas ferrovias”, disse o secretário da Administração e da Previdência, Luizão Goulart.
“As ferrovias são muito importantes para o Paraná. Mais do que trilhos de ferro, elas impulsionaram o progresso, conectaram regiões e moldaram a identidade do nosso povo”, afirmou a diretora do Arquivo Público, Patrícia Moreno.
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FERROVIAS NO PARANÁ – A história das ferrovias no Paraná é também a história da construção do território, da circulação de pessoas e mercadorias e da formação de cidades. Desde o século XIX, os trilhos transformam paisagens, encurtam distâncias e impulsionam o desenvolvimento econômico e social do Estado, conectando o litoral ao planalto e o interior aos grandes centros consumidores.
A construção da Estrada de Ferro Curitiba–Paranaguá, inaugurada em 1885, marcou um dos maiores feitos técnicos do país, vencendo a Serra do Mar e consolidando a integração do Paraná ao mercado nacional e internacional. A partir dela, novas linhas se expandiram, acompanhando a ocupação territorial e o crescimento das atividades agrícolas e extrativistas.
PRESENÇAS – Também compareceram ao evento a diretora-geral da Seap, Maria Carmen Carneiro de Melo Albanske; a chefe de Gabinete da Pasta, Marta Cristina Guizelini; a diretora-geral da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família, Luiza Simonelli; o representante da Secretaria de Estado da Cultura, Cauê Donatto; o representante da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Dalton Luiz Schiessel; a representante do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Cleide Wiezbicki; o presidente da Serra Verde Express, Adonai Aires de Arruda; o representante da Ferroeste, Fábio Vieira; o representante da Rumo Logística, Marcelo Fielder; o representante da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, Thomaz Schoeffel; e a diretora do Arquivo Público de Curitiba, Karla Martinelli.
Fonte: Governo PR
Paraná
BRDE amplia Fundo Verde com aporte de R$ 3,6 milhões para projetos no Paraná
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) aprovou um novo aporte de R$ 3,6 milhões ao Fundo Verde e de Equidade para aplicação em projetos elegíveis no Paraná. A destinação tem como base o lucro líquido auferido pelo banco em 2025 e reforça a agenda de sustentabilidade da instituição, em uma iniciativa divulgada neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5).
Nos três estados de atuação do BRDE — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — o novo aporte ao Fundo Verde e de Equidade soma R$ 10,82 milhões, respeitado o limite equivalente a 1,5% do lucro líquido do último exercício. Com a nova dotação, o volume acumulado destinado ao instrumento chega a quase R$ 40 milhões desde 2021.
O Fundo Verde e de Equidade é um instrumento operacional e financeiro criado pelo BRDE para apoiar, com recursos não reembolsáveis, projetos socioambientais e climáticos com potencial de impacto positivo. Os recursos podem ser aplicados em iniciativas voltadas à preservação ambiental, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, proteção da biodiversidade, economia circular, uso sustentável dos recursos naturais, inovação socioambiental, turismo sustentável e promoção da equidade. Cada projeto pode receber até R$ 200 mil.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o novo aporte confirma o papel do banco como instituição de fomento comprometida com uma agenda de desenvolvimento de longo prazo. “O Fundo Verde traduz uma decisão estratégica do BRDE: reinvestir parte do resultado do banco em projetos capazes de gerar impacto ambiental, social e econômico. É uma forma concreta de transformar lucro em legado, apoiando iniciativas que ajudam a preparar o Paraná e toda a Região Sul para os desafios climáticos e para uma economia mais sustentável”, afirma.
No Paraná, os recursos serão aplicados em projetos elegíveis, conforme as regras e critérios de enquadramento do Fundo. A seleção considera a aderência das propostas aos objetivos socioambientais do instrumento, a relevância pública das iniciativas e a capacidade de gerar resultados mensuráveis para o território.
O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, destaca que a destinação reforça a governança do banco na aplicação de recursos próprios para finalidades de interesse público. “Ao vincular parte do lucro líquido ao Fundo Verde e de Equidade, o BRDE consolida uma política permanente de apoio a projetos que geram valor para a sociedade. São recursos não reembolsáveis, aplicados com critérios técnicos, transparência e foco em iniciativas capazes de deixar benefícios concretos para os territórios onde o banco atua”, diz.
O Fundo Verde integra um conjunto de ações voltadas à promoção de impacto socioambiental e climático positivo. O instrumento permite que o banco complemente sua atuação tradicional em financiamento com apoio direto a iniciativas de interesse coletivo, fortalecendo projetos inovadores nas áreas urbana, rural, ambiental, científica, tecnológica e de turismo sustentável.
BIOMAS – Em função da localização geográfica dos três estados do Sul, a atuação do BRDE contribui para a promoção da sustentabilidade em dois dos principais biomas brasileiros presentes na região: o Pampa e a Mata Atlântica. As iniciativas apoiadas podem dialogar com temas como conservação de áreas naturais, restauração ecológica, uso sustentável da biodiversidade, fortalecimento de cadeias produtivas de baixo impacto e valorização de territórios com vocação ambiental e turística.
Para o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o novo aporte amplia a capacidade do banco de apoiar soluções alinhadas às necessidades ambientais e produtivas do Estado. “Essa atuação se soma a outras iniciativas pioneiras, como o instrumento de créditos de biodiversidade desenvolvido no Estado, em diálogo com a metodologia LIFE, que busca dar valor econômico à conservação e criar novas formas de financiamento para a proteção da natureza”, frisa.
CRÉDITOS – O projeto de créditos de biodiversidade, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e conectado à metodologia LIFE, busca reconhecer financeiramente ações de conservação ambiental, especialmente em áreas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), por meio de créditos certificados e rastreáveis.
Fonte: Governo PR
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