Connect with us


Agro

Mastite no Período Chuvoso Afeta Produção e Qualidade do Leite

Publicado em

O período chuvoso impõe desafios importantes à pecuária leiteira, principalmente pelo aumento do barro nas áreas de circulação e descanso dos animais. Esse cenário favorece a proliferação de patógenos e eleva o risco de mastite — inflamação da glândula mamária que compromete a produtividade, a qualidade do leite e a rentabilidade da propriedade.

Barro e umidade favorecem multiplicação de patógenos

Áreas úmidas e com acúmulo de matéria orgânica criam condições ideais para a multiplicação de microrganismos causadores da mastite. O contato constante dos tetos com superfícies sujas aumenta a exposição dos animais a agentes infecciosos, principalmente em sistemas com manejo inadequado de corredores, pisos e instalações, ou rotina de ordenha irregular.

Manejo e higiene: atenção redobrada no período chuvoso

Segundo Chester Batista, Gerente Técnico para Gado de Leite da Zoetis Brasil:

“O manejo correto das instalações vai além da aparência. A falta de higiene eleva a pressão de patógenos, aumentando o risco de mastite, redução da produção, descarte de leite e maiores gastos com tratamento.”

Impactos da mastite na produção de leite

A doença pode causar redução significativa da produção individual, alterar a composição do leite e elevar a contagem de células somáticas (CCS), indicador fundamental da qualidade e bonificação do produto. Casos graves, sem tratamento precoce, podem levar à morte de animais, ampliando os prejuízos econômicos.

Leia mais:  Exportações de frango superam R$ 18,5 bilhões
Prevenção e manejo eficazes

Medidas preventivas incluem:

  • Manutenção de áreas de descanso limpas e secas.
  • Higienização criteriosa dos tetos antes e após a ordenha (pré e pós-dipping).
  • Monitoramento constante da saúde do úbere.

Quando necessário, o tratamento adequado é essencial para a rápida recuperação e preservação da produtividade do rebanho.

Tratamento recomendado para mastite clínica

O Synulox® LC é uma opção terapêutica indicada para mastite clínica em vacas em lactação. Com ação anti-inflamatória e carência curta de apenas três dias para o leite, o produto ajuda a controlar os principais agentes bacterianos, favorecendo a recuperação do úbere e o retorno da vaca ao seu potencial produtivo.

“O tratamento correto, aliado a boas práticas de manejo, é fundamental para reduzir perdas e manter a eficiência da fazenda, especialmente durante o período chuvoso”, reforça Chester Batista.

Zoetis apoia produtores com soluções e tecnologia

A Zoetis atua como parceira do setor, oferecendo tecnologias, soluções e suporte técnico para que os produtores adotem boas práticas de manejo e protejam a saúde do rebanho. Investir em inovação e conhecimento fortalece a sustentabilidade da produção, melhora os indicadores zootécnicos e aumenta a previsibilidade de resultados, mesmo em períodos com desafios climáticos e sanitários.

Leia mais:  Minas Gerais lança feira dedicada à indústria florestal e siderurgia verde em 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Confinamento bovino: Centro-Oeste reduz custos e volta a ganhar competitividade frente ao Sudeste

Published

on

O confinamento bovino brasileiro registrou uma importante mudança de cenário em maio de 2026. Após três meses consecutivos de vantagem do Sudeste, o Centro-Oeste voltou a ganhar competitividade na produção de gado terminado, impulsionado pela redução dos custos alimentares e pelo avanço da oferta de grãos no mercado interno.

Os dados são do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), indicador calculado com base em informações reais de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão que abrangem cerca de 62% dos bovinos confinados no país, segundo levantamento do Beef Report Abiec 2025.

O principal destaque do período foi a queda de 3,97% no ICAP do Centro-Oeste, que encerrou maio em R$ 12,83 por cabeça ao dia. No Sudeste, o índice permaneceu praticamente estável, registrando leve alta de 0,25%, para R$ 12,06 por cabeça ao dia.

icap-maio-26

Com isso, a diferença entre as duas regiões caiu significativamente, passando de R$ 1,33 para R$ 0,77 por cabeça ao dia, sinalizando maior equilíbrio competitivo no confinamento nacional.

Custos da dieta recuam e favorecem rentabilidade

A redução dos custos foi observada também nas dietas de terminação dos animais.

No Centro-Oeste, o custo da dieta apresentou retração de 1,89% em maio. Já no Sudeste, a queda foi de 0,77%.

O movimento foi puxado principalmente pela desvalorização dos volumosos, além da redução dos custos dos principais ingredientes energéticos e proteicos utilizados na nutrição animal.

Mesmo diante de uma leve queda nas cotações da arroba bovina ao longo do mês, os confinadores mantiveram níveis de rentabilidade considerados historicamente elevados.

As margens permaneceram acima de R$ 1 mil por cabeça nas duas regiões analisadas.

Leia mais:  Avanço da Colheita da Soja Intensifica Decisões no Sistema Cana-Soja em São Paulo
Centro-Oeste se beneficia da safra de grãos

No Centro-Oeste, a chegada da segunda safra de milho contribuiu para aliviar os custos dos confinamentos.

Entre os principais insumos, destacaram-se:

  • Energéticos: queda de 1,43% em relação à média trimestral;
  • Proteicos: recuo de 0,37%;
  • Volumosos: redução de 10,48%.

O milho grão seco ficou 0,7% abaixo da média dos últimos três meses, refletindo o avanço da colheita da safrinha e a expectativa de maior disponibilidade do cereal.

A casca de soja também registrou queda de 1,6%, enquanto o caroço de algodão apresentou recuo de 6,1%.

Por outro lado, alguns ingredientes continuaram pressionando os custos, como a polpa cítrica, que permaneceu 9,6% acima da média trimestral, e o DDG, que registrou valorização de 29,6%.

Sudeste mantém liderança em eficiência produtiva

Mesmo com a recuperação do Centro-Oeste, o Sudeste continuou apresentando os menores custos alimentares do país.

O custo total da dieta na região encerrou maio 3,59% abaixo da média trimestral, consolidando a tendência de redução observada desde março.

Os principais grupos de alimentos apresentaram desempenho positivo:

  • Energéticos: queda de 2,68%;
  • Proteicos: redução de 4,01%;
  • Volumosos: retração de 10,87%.

A casca de soja foi um dos destaques, operando 9,3% abaixo da média trimestral. Já o milho registrou queda de 1,8%.

Nos volumosos, a entrada da safra canavieira continuou influenciando a composição das dietas. A forte redução dos preços da casca de amendoim (-17,2%) e da silagem de mombaça (-8,6%) ajudou a manter os custos em trajetória de queda.

Lucro permanece acima de R$ 1 mil por cabeça

Apesar do ajuste nos preços da arroba física em maio, os confinadores seguiram operando com excelente rentabilidade.

  • Centro-Oeste
    • Arroba: R$ 343,00
    • Custo da arroba produzida: R$ 206,91
    • Lucro estimado: R$ 1.037,03 por cabeça
  • Sudeste
    • Arroba: R$ 343,00
    • Custo da arroba produzida: R$ 195,13
    • Lucro estimado: R$ 1.123,78 por cabeça
Leia mais:  Mercado de suínos mantém preços estáveis diante de incertezas geopolíticas, aponta Cepea

Segundo o levantamento, o Centro-Oeste apresentou maior resistência à queda da arroba, com redução de apenas 1,11% na lucratividade. Já o Sudeste sofreu impacto mais expressivo, registrando retração de 6,74% nas margens.

Ainda assim, a região segue liderando os indicadores de eficiência econômica do confinamento nacional.

Exportação para a China amplia vantagem do Sudeste

Quando considerada a comercialização para o mercado chinês, o Sudeste mantém vantagem competitiva.

A lucratividade estimada alcançou:

  • Sudeste: R$ 1.192,18 por cabeça;
  • Centro-Oeste: R$ 1.082,75 por cabeça.

A diferença de R$ 109,43 por animal está relacionada principalmente ao menor custo de produção da arroba e à remuneração ligeiramente superior obtida pela região.

Cenário aponta maior equilíbrio entre as regiões

Os números de maio mostram que o confinamento brasileiro continua atravessando um dos momentos mais favoráveis dos últimos anos.

A combinação entre redução dos custos alimentares, avanço da safra de grãos e manutenção de preços remuneradores da arroba sustenta margens robustas para os produtores.

Embora o Sudeste permaneça liderando os indicadores de eficiência e lucratividade, o Centro-Oeste voltou a ganhar terreno graças à redução dos custos de alimentação, especialmente dos volumosos e energéticos.

A tendência é que a continuidade da colheita da safrinha e a maior oferta de insumos mantenham a pressão baixista sobre os custos de produção nos próximos meses, fortalecendo ainda mais a competitividade do confinamento brasileiro e ampliando as oportunidades de rentabilidade para os pecuaristas.

Boletim ICAP

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262