Educação
Prazo da etapa de planejamento do Novo PAR prorrogado até 6/3
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), informa a prorrogação do prazo para encerramento da etapa de planejamento do Novo Plano de Ações Articuladas (Novo PAR) e de manifestação de interesse para temáticas de formação por meio de assistência técnica. Inicialmente previsto para 27 de fevereiro de 2026, o prazo foi estendido até o dia 6 de março de 2026.
A ampliação do prazo ocorre em razão de instabilidades registradas no sistema nos dias 25 e 26 de fevereiro, com o objetivo de não prejudicar as redes de ensino que estavam com o planejamento em andamento. A conclusão da etapa de planejamento é requisito obrigatório para que estados e municípios avancem para a fase de execução do Novo PAR e se habilitem para receber assistência técnica e financeira do governo federal.
O PAR é um instrumento de fortalecimento da gestão educacional, que observa as metas e as diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE) e possibilita um planejamento executivo das redes de ensino, focando na melhoria da qualidade da educação básica, com equidade.
A etapa de planejamento é um instrumento essencial para a formulação e gestão de políticas públicas, representando a capacidade do Estado de intervir, de forma estratégica, racional e democrática, na realidade social, a partir de uma visão sistêmica e integrada, baseada em dados e evidências, introduzida na etapa de diagnóstico. A elaboração de um bom planejamento permite identificar desafios, definir prioridades, otimizar recursos e orientar ações com mais eficácia e eficiência.
Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos, a equipe técnica do Novo PAR está disponível pelo e-mail [email protected].
O MEC reconhece a colaboração e o empenho das redes de ensino de todo o país, bem como a mobilização da Rede Nacional de Assistência Técnica e Formação do Novo PAR (RenaPAR) no apoio oferecido aos municípios.
Novo PAR – O Plano de Ações Articuladas é um instrumento de diagnóstico, planejamento e gestão das redes de ensino da educação básica e de assistência técnica e financeira do MEC aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal, com foco na melhoria da qualidade da educação.
É por meio do PAR que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transfere recursos da assistência financeira voluntária do MEC, inclusive de emendas parlamentares, aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal, para iniciativas diversas, como a aquisição de ônibus do Programa Caminho da Escola, equipamentos de tecnologia e aparelhos de ar-condicionado, a construção de escolas e creches, a formação de professores e profissionais da educação, entre outras.
O PAR é implementado em ciclos de quatro anos. Em 2025, o MEC lançou o Novo PAR (2025-2028), que foi totalmente reformulado em relação aos ciclos anteriores com foco na equidade educacional, participação e colaboração.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC debate ações pedagógicas baseadas em dados
Para avaliar os resultados da avaliação de matemática e planejar intervenções pedagógicas a partir de dados, o Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta terça-feira, 28 de abril, um webinário do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). Transmitido pelo canal do MEC no YouTube, o encontro contou com a participação de professores alfabetizadores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares, equipes técnicas das secretarias de educação municipais e estaduais, especialistas em educação e articuladores da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa).
O objetivo foi apoiar as equipes técnicas das secretarias de educação, apresentando os resultados do Ciclo I da avaliação formativa do MEC, realizada em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), por meio da Plataforma de Avaliação. Além disso, o encontro discutiu os achados em matemática e ofereceu subsídios técnicos e pedagógicos para a análise dos dados, além do planejamento de intervenções e apoio na organização de processos sistemáticos de gestão pedagógica orientados por evidências, de modo a contribuir para o fortalecimento das ações de acompanhamento e para a garantia do direito à alfabetização de todas as crianças.
No webinário, a coordenadora-geral de Formação de Professores da Educação Básica, Luciana Magri, informou que é fundamental conhecer os resultados das avaliações das crianças para que os professores façam o planejamento pedagógico. “A gente olha para essa demanda a partir da devolutiva que as crianças nos dão em suas avaliações, onde presentam suas dificuldades e seus avanços. Assim, o professor consegue fazer um trabalho muito mais assertivo e muito mais direcionado às necessidades das crianças”, apontou.
Segundo ela, o MEC atua para conhecer cada vez mais a realidade das crianças em sala de aula e de suas demandas educacionais. “A gente quer, efetivamente, avançar e garantir o direito de aprendizagem de todas as crianças. Quando a gente parte de um planejamento que não leva em consideração o que as crianças já sabem e o que as crianças precisam aprender, a gente faz um planejamento às cegas. Um planejamento a partir dos resultados das avaliações permite que a gente tenha muito mais efetividade e garanta, assim, o direito das crianças”, explicou Magri.
O debate contou, ainda, com a mestra em gestão e currículo da educação básica pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e articuladora da Renalfa, Fabiana Sena; e da mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Carla Francisco.
Compromisso – O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada é realizado em regime de colaboração entre a União e os entes federados. O objetivo é garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, conforme previsto na Meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). Além disso, o programa busca garantir a recomposição das aprendizagens, com foco na alfabetização de 100% das crianças matriculadas no 3º, 4º e 5º ano, tendo em vista o impacto da pandemia para esse público.
O CNCA não propõe uma resposta única ou centralizada para todo o país. Cada estado, em colaboração com seus municípios, elaborará sua política de alfabetização do território, de acordo com suas especificidades.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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