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Sanepar mantém trabalhos ambientais com animais durante enchimento do Miringuava

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Com o fechamento das comportas do Reservatório Miringuava, em São José dos Pinhais, no início de janeiro, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) intensificou os trabalhos ambientais e resgatou cerca de 2 mil animais silvestres com ajuda de embarcações. Uma força-tarefa composta por biólogos, veterinários e técnicos percorre as ilhas formadas com o enchimento para retirar animais que ficaram isolados.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirma que a Companhia atua com responsabilidade para garantir o abastecimento e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação ambiental. “Uma estrutura como essa, que terá capacidade de reservar 38,2 bilhões de litros de água, inevitavelmente causa impactos e trabalhamos para minimizá-los ao máximo em todas as etapas”, declara. 

Desde o início do programa de resgate e afugentamento, na fase de supressão vegetal, aproximadamente 7,8 mil animais já foram retirados ou afastados. “Com a água subindo, conseguimos ter uma visão melhor dos animais, porque eles vão para a borda ou ficam presos na ilha”, explica Bruno Nadalin, coordenador de campo da empresa Jardiplan, parceira da Sanepar no processo de resgate.  

Nos salvamentos embarcados, 90% dos animais são do grupo de hepertofauna, composto por anfíbios e répteis. Apesar de menores no tamanho, eles são fundamentais para toda a cadeia alimentar. “Os animais pequenos servem para controlar insetos, pragas e servem como alimento de animais. Ao negligenciar um grupo trófico de menor escala, você acaba a longo prazo impactando os grupos maiores até chegar nos animais de grande porte, como os mamíferos”, esclarece Nadalin.

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Após a captura é feita uma avaliação clínica dos animais. Os que estiverem em plenas condições para voltar ao meio ambiente, são soltos em áreas selecionadas para evitar o risco de voltarem aos locais que serão alagados. Caso o animal tenha algum problema de saúde, a veterinária do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) fará a avaliação e iniciará o tratamento. Se necessário, é feito o encaminhamento para clínicas veterinárias conveniadas.

O biólogo Gilson Maruno, da Gerência de Gestão Ambiental da Sanepar, ressalta que a prioridade é a soltura dos animais em áreas seguras, com condições ambientais semelhantes às da própria região do reservatório. “Essa é a preocupação da Companhia com a questão ambiental e preservação da biodiversidade local, mantendo os animais que são resgatados dentro do ecossistema da região do Miringuava”, pontua.

CORREDOR DE BIODIVERSIDADE – Para compensar o espaço utilizado pela barragem, a Sanepar criou um corredor de biodiversidade de 7 milhões de metros quadrados, área 62% superior à utilizada para a reservação de água.

Segundo Sergio Augusto Morato, coordenador geral do projeto pela Jardiplan, a Sanepar foi pioneira ao iniciar a restauração ambiental do Reservatório Miringuava antes da formação do lago, prática atípica em obras hídricas. “É um modelo que a comunidade científica exigia que fosse desenvolvido e a Sanepar vem atender exatamente nessa perspectiva”, ressalta.

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Com a recuperação da vegetação e a introdução de animais neste novo habitat, a Companhia previne impactos sobre ecossistemas naturais já estruturados. “Hoje, praticamente toda a margem do reservatório está com vegetação, então o risco de perder os animais resgatados é minimizado. É um grande ganho ambiental”, acrescenta Morato.

RESERVATÓRIO DE ÁGUA – A área a ser alagada é de 4,3 milhões m², o equivalente a 602 campos de futebol. Considerando um regime de chuvas dentro da estimativa, o prazo para que a represa esteja completamente cheia é de, no mínimo, nove meses.

A barragem foi construída para atender 650 mil pessoas diretamente e fortalecer o sistema de abastecimento de 3,5 milhões de habitantes da Região Metropolitana, suprindo a demanda dos bairros Caximba, CIC, Ganchinho, Tatuquara, Umbará e Sítio Cercado, em Curitiba; e as cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais.

O Reservatório Miringuava vai ampliar em 25% a reservação de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC), que é formado pelos reservatórios Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II. Com o aumento da água reservada, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Miringuava dobrará sua capacidade de tratamento, saltando de 1.000 para 2.000 litros de água por segundo.

Fonte: Governo PR

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Seminário debaterá metodologia BIM para promover qualificação e eficiência na construção civil

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Arquitetos, urbanistas e gestores públicos de todo o Estado participam em 23 de junho, em Curitiba, do Seminário Estadual BIM & Inovação. Promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR) em conjunto com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), o evento foca na disseminação da modelagem BIM, com o objetivo de impulsionar a qualificação e o aperfeiçoamento do exercício profissional. O Estado já desponta no cenário nacional por possuir uma das políticas públicas mais avançadas em termos de inovação e tecnologia aplicada à infraestrutura.

O encontro visa preparar os profissionais para atender às novas exigências legais e normas técnicas que tornam mandatória a entrega de projetos com essa metodologia junto a prefeituras e órgãos estaduais. Diferente do modelo tradicional de representação gráfica em papel, o sistema integra em um único ecossistema dados complexos de orçamento, manutenção e detalhamento técnico de ponta.

A coordenadora da Estratégia BIM PR na SEIL, Lorreine Vaccari, reforçou o compromisso com a transformação digital. “Desde 2019, quando o Governo do Estado instituiu a Estratégia BIM PR, temos coordenado ações para a adoção gradual da metodologia. O seminário estadual reflete a cooperação técnica com o CAU/PR para engajar profissionais na aplicação do BIM”, disse. “O evento abordará desde conceitos fundamentais e ações governamentais até o uso de tecnologias como GIS e BIM em concursos públicos, estimulando a inovação para melhorar a gestão pública e a qualidade das obras”, acrescentou ela.

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O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), Walter Gustavo Linzmeyer, destacou que o papel da entidade vai muito além da fiscalização do exercício legal e da conduta ética, concentrando-se fortemente no suporte prático aos profissionais.

“O BIM é uma metodologia que exige um conhecimento técnico, muitas vezes, longe da qualidade que o profissional possa ter no dia a dia. Um curso ou uma capacitação é um momento que a gente encontra para explicar que estamos atendendo uma norma técnica, uma lei que visa praticamente todos os trabalhos dos arquitetos e urbanistas na entrega de um projeto, de um serviço que está sendo feito às prefeituras e ao Governo do Estado”, disse Linzmeyer.

IMPACTO PRÁTICO – De acordo o presidente do conselho, os resultados práticos da difusão desse conhecimento estruturam uma cadeia de valorização mútua entre os profissionais e a própria sociedade civil. Para os arquitetos, o domínio da plataforma retira o profissional do mercado comum e o insere em um grupo seleto de alta qualificação técnica.

Por outro lado, o investimento técnico blinda o erário e o consumidor final. A precisão gerada pela automação reduz drasticamente a necessidade de auditorias, evita aditivos contratuais por erros de cálculo e mitiga a modificação de valores ao longo da execução da obra.

“Ganha o profissional que se capacita e ganha a sociedade, com uma qualidade de serviço melhor e também e custos menores. E ganha-se a segurança de que as obras e aquele investimento que está sendo feito, seja no particular ou no público, aconteça da melhor forma possível”, concluiu o presidente do CAU/PR.

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INSCRIÇÕES E PROGRAMAÇÃO – Os profissionais, estudantes e gestores públicos interessados em participar do Seminário Estadual BIM & Inovação devem se inscrever na plataforma Sympla. Como a entrada é gratuita e as vagas são limitadas, a orientação é que façam o credenciamento prévio no site do CAU/PR. O encontro será no Auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer.

A grade de atividades foi estruturada em quatro módulos estratégicos que cobrem desde o alinhamento conceitual até as aplicações mais complexas da tecnologia no urbanismo. Na parte da manhã, os debates estarão concentrados no panorama governamental, com destaque para as ações de fomento do Governo do Estado e os parâmetros do Protocolo BIM PR.

O período da tarde será dedicado ao mercado privado, trazendo discussões sobre a implementação da metodologia em escritórios de arquitetura, habitação de interesse social e a inovadora integração entre os sistemas BIM e GIS. O evento será encerrado com uma mesa-redonda voltada ao uso da modelagem em concursos públicos de Arquitetura e Urbanismo.

Fonte: Governo PR

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