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10ª DATAGRO Abertura de Safra discute futuro da cana, açúcar e etanol e reúne lideranças do setor em Ribeirão Preto

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Ribeirão Preto recebe principais lideranças do setor sucroenergético

Nos dias 11 e 12 de março, Ribeirão Preto (SP) será o centro das atenções do agronegócio nacional ao sediar a 10ª edição da DATAGRO Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol, evento que dá início ao planejamento da safra 2026/27 e abre oficialmente a agenda estratégica do setor sucroenergético brasileiro.

A conferência reunirá executivos de usinas, tradings, produtores, especialistas em energia, representantes do setor automotivo, autoridades e investidores, consolidando-se como um dos principais fóruns de discussão sobre o futuro da bioenergia no país.

Programação aborda desafios globais e o papel do Brasil na transição energética

Durante dois dias, o evento promoverá painéis e workshops que analisam os fatores determinantes para o desempenho da indústria no Brasil e no exterior.

No primeiro dia, o foco será o potencial produtivo e o mix de alocação entre açúcar e etanol, considerando variáveis climáticas, econômicas e regulatórias. Também serão debatidos temas como a expansão da produção de açúcar na Índia, a redução do preço da cana na Tailândia e os impactos de barreiras comerciais na América do Norte.

Segundo Plinio Nastari, o setor vive um novo ciclo estratégico:

“As decisões no setor sucroenergético deixaram de ser apenas operacionais e passaram a influenciar diretamente a inserção do Brasil no mercado global de energia. É essencial uma visão integrada entre produção, comércio, transição energética e competitividade para reduzir riscos e aumentar previsibilidade.”

Etanol de milho, biocombustíveis e inovação tecnológica no centro dos debates

Outro destaque da programação será o painel dedicado ao etanol de milho, com enfoque em custos de produção, integração entre rotas industriais e perspectivas de expansão.

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As discussões também abordarão o mercado do petróleo, os avanços na implantação do E35 — mistura de 35% de etanol anidro na gasolina — e a evolução da indústria automotiva com o uso ampliado de biocombustíveis.

A agenda internacional inclui tópicos como integração energética na América Latina, uso de biocombustíveis no transporte marítimo, e perspectivas para o plantio de beterraba na Europa, além de atualizações sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo dia será dedicado à produtividade e transformação digital

O segundo dia do encontro ampliará o foco para aspectos tecnológicos e operacionais da produção. Entre os destaques estão o uso do etanol em máquinas agrícolas, os avanços da transformação digital nas usinas, e as estratégias de controle de pragas voltadas ao aumento da produtividade.

Também serão apresentados indicadores agrícolas e estudos sobre custos agroindustriais, com análises de cenários, gargalos e oportunidades para o próximo ciclo produtivo.

Os workshops técnicos vão abordar temas como gestão de matéria-prima, manutenção industrial, incorporação de carbono no solo com subprodutos da indústria e redução de perdas operacionais.

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DATAGRO consolida papel estratégico no planejamento do setor

Para Nastari, o evento tem a missão de transformar informações em direcionamento estratégico para a indústria:

“Além das variáveis tradicionais de oferta e demanda, o setor enfrenta novas metas de descarbonização e maior pressão por eficiência. A Abertura de Safra da DATAGRO cumpre o papel de integrar dados, tendências e estratégias para orientar as decisões das empresas.”

Com mais de 1.500 participantes na edição anterior, o encontro se consolida como referência nacional em análise de cenário e antecipação de tendências para o setor sucroenergético, fortalecendo o papel do Brasil como líder global em energia renovável e biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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