Agro
Cultivo de tomate em período chuvoso exige manejo técnico e escolha adequada de sementes
O cultivo de tomate durante períodos de chuva requer atenção especial do produtor. O excesso de umidade, o aumento da pressão de pragas e doenças e o manejo mais complexo podem comprometer a produtividade e a qualidade final dos frutos. Nesse cenário, a escolha correta das sementes se torna essencial para reduzir riscos e garantir um bom desempenho da lavoura.
Escolha de sementes é o primeiro passo para o sucesso da produção
De acordo com especialistas, o primeiro passo para o sucesso no cultivo é optar por variedades de alta produtividade e procedência comprovada. Também é importante considerar materiais adaptados a condições climáticas adversas, com bom vigor, alta taxa de germinação e resistência a doenças.
O uso de híbridos desenvolvidos no Brasil tem se mostrado uma alternativa eficiente, por oferecer melhor adaptação regional e resultados mais consistentes em diferentes áreas produtoras.
Gyottone: híbrido com desempenho superior em períodos chuvosos
Entre as opções disponíveis no mercado, a East-West Seed destaca o híbrido Gyottone como uma das alternativas mais seguras para o cultivo em condições de alta umidade.
Segundo Luciano Faria, gerente de desenvolvimento de produtos da empresa, o Gyottone foi desenvolvido especialmente para as condições de cultivo do Brasil, com foco em produtividade, padrão de frutos e estabilidade mesmo sob chuvas intensas.
“O Gyottone é reconhecido por sua alta produtividade contínua, com frutos grandes e uniformes, classificados como classe IIIA da base ao ponteiro. Esse desempenho é resultado da sanidade superior da planta, resistência ao cracking e consistência em períodos chuvosos, quando outros materiais perdem rendimento”, explica Faria.
Desempenho comprovado em polos produtores
A East-West Seed aponta que o híbrido tem se destacado em importantes regiões técnicas, como Carmópolis (MG) e Caçador (SC), além de apresentar resultados sólidos em outras áreas estratégicas de produção de tomate.
Segundo a empresa, o Gyottone combina alta produtividade com qualidade comercial, o que o torna uma das principais escolhas entre produtores que enfrentam desafios de clima e sanidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre
As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.
No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.
Embarques crescem mais de 32% em um ano
De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.
O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.
O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.
Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico
O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.
Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.
Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.
China responde por mais de 60% das compras
A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.
O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.
A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.
Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações
Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.
Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.
Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.
Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção
O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.
Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.
Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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