Agro
Moagem de cana supera 600 milhões de toneladas e reforça liderança brasileira
A safra 2025/26 de cana-de-açúcar apresenta sinais mistos no Brasil. Dados do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) mostram que as unidades do Centro-Sul processaram 605,09 mil toneladas na primeira quinzena de janeiro, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ciclo anterior, quando a moagem somou 301,1 mil toneladas.
Apesar do salto pontual, o quadro geral ainda é de leve retração. No acumulado da safra (abril a março), a moagem atingiu 601,04 milhões de toneladas até 16 de janeiro, contra 614,69 milhões de toneladas na temporada passada — queda de 2,22%.
A cana é uma cultura nacional, mas na prática a safra brasileira é medida quase totalmente pelo desempenho do Centro-Sul. A razão é simples: a região responde por cerca de 90% a 92% de toda a cana-de-açúcar produzida no país.
Ali estão os maiores polos canavieiros do mundo — São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e parte do Mato Grosso — além da maior concentração de usinas e da produção de açúcar e etanol.
O Norte-Nordeste também produz cana, principalmente em Alagoas, Pernambuco e Paraíba, porém em outra época do ano (safra geralmente de setembro a março) e com peso bem menor no total nacional. Por isso, quando a Unica divulga dados quinzenais, eles acabam sendo a principal referência para dimensionar a safra brasileira inteira.
Para efeito de comparação, estimativas da Conab indicam que o Brasil deve produzir algo próximo de 660 a 670 milhões de toneladas de cana na safra 2025/26. Ou seja: somente o Centro-Sul já responde por mais de 600 milhões de toneladas, praticamente definindo sozinho o tamanho da safra nacional.
O levantamento mostra também mudança clara no mix industrial.
Nos primeiros 15 dias de janeiro, a produção de açúcar somou 7,32 mil toneladas, queda de 32,1% frente ao mesmo período do ciclo passado.
Já o etanol avançou. Foram 427,42 milhões de litros, aumento de 16,06%:
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244,93 milhões de litros de hidratado (+5,66%)
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182,49 milhões de litros de anidro (+33,77%)
Quase toda a produção foi destinada ao biocombustível: 90,45% da cana processada virou etanol.
Outro destaque foi o milho. 89,96% do etanol produzido na quinzena teve origem no cereal, totalizando 384,49 milhões de litros — crescimento de 8,5% sobre a safra anterior. Isso mostra como o etanol de milho passou de complementar para protagonista na entressafra da cana.
A qualidade da matéria-prima também avançou. O nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) chegou a 132,95 kg por tonelada, aumento de 12,36% na comparação anual. Em outras palavras, mesmo com menos cana, cada tonelada está rendendo mais açúcar potencial.
O setor vive um momento típico de transição: moagem menor no acumulado, porém com recuperação pontual, mais eficiência industrial e forte direcionamento ao etanol — movimento influenciado principalmente pelo mercado de combustíveis.
Na prática, isso ajuda a explicar por que os preços do etanol têm maior estabilidade que os do açúcar neste início de ano. A indústria está priorizando combustível, não apenas por estratégia, mas porque o consumo doméstico passou a ser o principal fator de remuneração do setor.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Leilão da GAP Genética movimenta R$ 3,3 milhões e avalia cavalo Crioulo em R$ 2,5 milhões
O mercado de cavalos Crioulos voltou a registrar forte valorização no Sul do país. O Remate dos Sonhos II, promovido pela GAP Genética, alcançou média geral de R$ 97 mil por lote e movimentou cerca de R$ 3,3 milhões neste domingo (14), em Uruguaiana (RS).
O evento, realizado de forma presencial, contou com a condução da Trajano Silva Remates e reuniu compradores do Brasil, Uruguai e Paraguai, reforçando a demanda internacional pela genética da raça Crioula.
Cota de 10% do garanhão GAP São Pedro é vendida por R$ 250 mil
O principal destaque do leilão foi o garanhão GAP São Pedro, que teve uma cota de 10% comercializada por R$ 250 mil. Com base na negociação proporcional, o cavalo foi avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões, consolidando-se como um dos animais mais valorizados do mercado atual da raça Crioula.
O resultado reforça o posicionamento da GAP Genética no desenvolvimento de animais de alta performance morfológica e funcional, com forte apelo em pistas e provas da modalidade.
Genética de alto padrão impulsiona disputa entre compradores
Segundo o diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, a oferta apresentada reuniu animais com histórico consistente de desempenho em competições e forte planejamento genético.
De acordo com ele, o leilão confirmou a firmeza do mercado para animais de elite, com disputa ativa entre criadores e investidores.
“São animais muito bem planejados, que vêm acumulando resultados importantes em pista. O mercado está muito firme e com grande demanda. Foram 34 lotes com média próxima de R$ 100 mil”, destacou.
O dirigente também ressaltou a presença de compradores internacionais e a consistência dos resultados da GAP Genética em eventos e competições da raça.
Machos alcançam até R$ 200 mil e fêmeas chegam a R$ 155 mil
Entre os machos inteiros, o destaque foi GAP Senhor, vendido por R$ 200 mil, registrando o maior valor da categoria.
A média dos machos ficou em R$ 66.590,00, refletindo o interesse por animais com potencial esportivo e reprodutivo.
Nas fêmeas, o destaque foi GAP Soraia, negociada por R$ 155 mil, enquanto a média do segmento atingiu R$ 93.166,00.
Já as cotas comercializadas registraram média de R$ 141.250,00, com o maior valor concentrado na participação de GAP São Pedro.
Mercado do cavalo Crioulo segue em alta e atrai investidores
O desempenho do Remate dos Sonhos II reforça a valorização contínua do cavalo Crioulo no mercado de genética de elite, impulsionado pela demanda de criadores, investidores e competidores.
A combinação entre seleção genética, desempenho em pista e reputação de criatórios consolidados tem sustentado preços elevados e fortalecido o segmento no cenário nacional e internacional.
Com média elevada e forte disputa entre compradores, o leilão da GAP Genética confirma o momento positivo do setor e a consolidação do cavalo Crioulo como ativo de alto valor no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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