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Com apoio do Estado, Projeto Rondon encerra atividades de transformação social no Paraná

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O encerramento da Operação Pé Vermelho do Projeto Rondon reuniu, nesta sexta-feira (6), autoridades civis e militares para a entrega de diplomas aos 252 voluntários que levaram soluções em saúde, meio ambiente, educação e tecnologia para 12 municípios do Paraná, localizados nas regiões Central, Centro-Oeste, Norte e Vale do Ivaí. O evento, realizado na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Apucarana, celebrou a conclusão de duas semanas de atividades que impactaram mais de 158 mil pessoas.

A iniciativa, realizada pelo Ministério da Defesa, em parceria com o Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), mobilizou universitários e professores de 21 instituições de ensino superior de nove estados brasileiros. Ao todo, as equipes contabilizaram 1.561 oficinas e cerca de 45 mil atendimentos.

O general João Alberto Redondo Santana, diretor de Projetos Sociais do Ministério da Defesa, destacou a relevância estratégica da integração institucional na operação. “Os resultados refletem a cooperação entre as esferas governamentais e universidades para proporcionar aos estudantes o contato direto com a realidade brasileira”, afirmou. “Essa dedicação voluntária transforma o aprendizado acadêmico em ações de cidadania, utilizando tecnologia para o constante aperfeiçoamento do projeto”.

Para Idervanio da Silva Costa, secretário de Pessoal, Saúde, Desporto e Projetos Sociais do Ministério da Defesa, o Projeto Rondon promove uma integração estratégica entre a academia e a realidade social brasileira. “A iniciativa transforma comunidades e leva cidadania a municípios longínquos, permitindo que os estudantes atendam demandas essenciais da população e consolidem uma experiência prática que impacta diretamente o desenvolvimento social do País”, disse.

Sandra Cristina Ferreira, assessora da Diretoria de Ensino Superior da Seti, destacou que a iniciativa vai além do modelo tradicional de ensino ao promover uma imersão comunitária. “A Operação funciona como uma tecnologia de transformação social que vai além da execução de um projeto de extensão. O convívio do estudante com a comunidade fortalece as relações e favorece a troca de experiências e o compartilhamento de conhecimentos capazes de disseminar boas práticas que superam os limites geográficos”, salientou.

EXTENSÃO TRANSFORMADORA As universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste) e do Norte do Paraná (UENP) integraram a Operação Pé Vermelho. Com o objetivo de integrar saberes científicos à realidade local, a UEPG atuou em Godoy Moreira, no Vale do Ivaí, com 48 oficinas em informática, sustentabilidade, turismo e comunicação, A equipe contou com a participação de dois professores e oito estudantes dos cursos de Administração, Artes Visuais, Biologia, Economia, Farmácia, Física, Geografia, Jornalismo e Serviço Social.

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A capacitação em informática preparou jovens para o mercado de trabalho, enquanto a oficina de design digital auxiliou empreendedores e professores no desenvolvimento de habilidades visuais estratégicas. No campo da cidadania, a iniciativa “Repórter por um Dia” convidou alunos a registrarem as histórias locais. Os voluntários também compartilharam estratégias de prevenção e proteção contra desastres naturais, voltadas à segurança de toda a população. O resultado foi um ciclo de aprendizado dinâmico que fortaleceu a identidade comunitária.

Para a professora Marilisa do Rocio Oliveira, coordenadora das atividades da UEPG, a Operação Pé Vermelho consolidou a extensão como pilar da formação acadêmica e da mudança social. “A experiência em Godoy Moreira demonstrou que a universidade pública se fortalece ao estabelecer uma via de mão dupla com a comunidade, o conhecimento científico se converte em práticas de impacto e o aprendizado com os saberes locais transforma a visão crítica dos estudantes”, afirmou.

Para a estudante Ana Laura Correia dos Santos, do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da UEPG, a interação durante as duas semanas de operação superou o rigor técnico das oficinas. “A população demonstrou que o simples ato de ouvir e de estar presente pode transformar as pessoas para além do conhecimento intelectual, criando memórias afetivas e vínculos de reciprocidade que marcam a nossa trajetória acadêmica e pessoal”, comentou.

SAÚDE E CULTURA – A Unioeste contou com duas equipes de 16 acadêmicos e quatro professores em mais de 160 oficinas e 4.497 atendimentos nas áreas de saúde, educação, direitos humanos e cultura. Em Iretama, na Região Central, a equipe do campus de Cascavel conduziu ações voltadas ao bem-estar, como higienização bucal, oficina de pilates, aulas de dança, e rodas de conversa sobre diabetes e hipertensão com a população idosa. Os rondonistas também organizaram sessão de cinema, feira de artesanato e oficinas de incentivo à leitura.

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A estudante do curso de enfermagem da Unioeste, Aline Rodrigues Carvalho, destacou a relevância das ações práticas do Projeto Rondon. “O papel da extensão é promover a troca de saberes com comunidades que possuem realidades e recursos limitados. Nós devolvemos à sociedade o conhecimento técnico, reduzindo desigualdades e aplicando práticas humanizadas”, disse.

Em Santa Fé, no Norte do Paraná, o grupo da Unioeste do câmpus de Marechal Cândido Rondon atuou nas áreas da saúde, educação, cultura e direitos humanos, alcançando crianças, idosos e profissionais da rede pública. Entre as atividades, os voluntários promoveram atividades de formação pedagógica para professores e de mobilização cultural, incluindo a produção de minidocumentários sobre a história local.

Para Maria Regina Lima, acadêmica do curso de Serviço Social da Unioeste de Francisco Beltrão, a iniciativa materializou a função da universidade ao conectar o ensino com as demandas da população. “A troca foi fundamental para desenvolver um olhar humano e crítico, e transformar a vida pessoal e a trajetória profissional”, disse.

TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE – A UENP mobilizou uma equipe multidisciplinar do campus de Bandeirantes e concentrou as atividades em Luiziana, no Centro-Oeste do Estado. Envolvendo docentes e estudantes das áreas de Agronomia, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Fisioterapia, Medicina Veterinária e Odontologia, o grupo promoveu 53 oficinas de tecnologia, meio ambiente e comunicação, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento sustentável e elevar a qualidade de vida da comunidade local.

De acordo com a professora Mariza Fordellone, coordenadora do Projeto Rondon na UENP, as atividades integraram capacitação técnica e mobilização social para fortalecer a autonomia da comunidade local. “As ações permitiram que alunos e professores aplicassem o conhecimento acadêmico em benefício da sociedade. Os projetos e oficinas geraram renda e promoveram o desenvolvimento humano, conectando a universidade com as demandas reais da população”, afirma.

Os rondonistas também promoveram oficinas de realidade virtual, inteligência artificial e outras tecnologias emergentes. No Assentamento Luz, na zona rural do município, foram desenvolvidas atividades voltadas à sustentabilidade, como a implantação de hortas ecológicas, o artesanato com materiais recicláveis e a produção alimentar segura. A equipe da UENP também orientou a população sobre a prevenção de golpes nas redes sociais, contribuindo para um ambiente digital mais seguro.

Fonte: Governo PR

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Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná

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As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.

Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca. 

No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.

CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição. 

A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. 

“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.

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As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento. 

Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo. 

EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março. 

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina. 

Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa. 

Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.

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O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.

“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.

A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte. 

A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo. 

O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.

Fonte: Governo PR

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