Agro
Preço do algodão sobe em janeiro apesar de baixa liquidez no mercado interno, aponta Cepea
Negociações lentas marcam o início de 2026 no mercado de algodão
O mercado brasileiro de algodão em pluma iniciou o ano com ritmo lento de negócios, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A movimentação reduzida refletiu a retomada gradual das atividades após o período de fim de ano e o descompasso entre compradores e vendedores em relação aos preços praticados.
Produtores focam na nova safra e reduzem oferta
De acordo com o Cepea, muitos produtores concentraram seus esforços na semeadura e no desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26, o que limitou a disposição para realizar novas vendas. Essa postura mais cautelosa contribuiu para a redução da oferta no mercado físico, sustentando os preços internos em parte do mês.
Indústrias mantêm cautela e priorizam estoques próprios
Do lado da demanda, as indústrias têxteis optaram por utilizar estoques próprios ou volumes previamente contratados, evitando novas aquisições diante da volatilidade das cotações. Essa estratégia manteve o mercado com menor volume de transações, mas não impediu a valorização média no período.
Preços internos oscilam, mas fecham janeiro em alta
Embora o algodão tenha acompanhado a queda das cotações internacionais em alguns momentos do mês, os valores domésticos se recuperaram com o posicionamento firme dos vendedores. Essa resistência foi determinante para a sustentação do mercado interno.
Segundo o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias), o preço médio do algodão em pluma atingiu R$ 3,5101 por libra-peso em janeiro, o que representa alta de 1,08% em relação a dezembro de 2025.
Perspectivas para o setor
Com a safra 2025/26 em desenvolvimento, o mercado segue atento às condições climáticas e à evolução das lavouras, fatores que devem influenciar a oferta nos próximos meses. A expectativa é de que o ritmo de comercialização se intensifique à medida que os produtores concluam o plantio e as indústrias retomem as compras em maior escala.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Marrocos suspende tarifas de importação sobre ovinos vivos e carnes bovina, ovina, caprina e camelídea até dezembro de 2026
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que o Governo do Reino do Marrocos publicou, em 27 de julho de 2026, o Decreto nº 2.26.584 e a Circular nº 6762/211, da Administração das Alfândegas e Impostos Indiretos, suspendendo a cobrança do direito de importação sobre:
- ovinos domésticos vivos (posição tarifária 0104.10.90.10); e
- carnes das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posições tarifárias 02.01, 02.02, 02.04 e 0208.60).
A medida está em vigor desde 27 de julho e permanecerá válida até 31 de dezembro de 2026. Ela se aplica às importações originárias de todos os países.
Para as miudezas de animais das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posição tarifária Ex 02.06), permanece o direito de importação de 30%.
Segundo o governo marroquino, a decisão busca ampliar o abastecimento interno de carnes vermelhas. O censo pecuário de 2025 apontou uma redução de aproximadamente 30% do rebanho bovino do país, cenário atribuído aos períodos de seca e ao aumento dos custos com alimentação animal.
No comércio entre Brasil e Marrocos, as importações marroquinas de bovinos vivos destinados ao abate já são realizadas sob regime semelhante. Desde o fim de 2022, esses animais têm a cobrança do direito de importação suspensa quando importados dentro de contingentes tarifários anuais definidos pelo governo marroquino, fixados em 300 mil cabeças para 2026.
Em 2025, as exportações brasileiras de bovinos vivos para o Marrocos somaram US$ 213,5 milhões, frente aos US$ 41 milhões registrados em 2024. No período, o Brasil respondeu por 46,7% das importações marroquinas desse produto. Já no primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos foi o segundo principal destino das exportações brasileiras de bovinos vivos.
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