Agro
IDR-Paraná e RedeTelesul discutem soluções para ampliar a conectividade no meio rural do estado
Paraná busca ampliar conectividade nas áreas rurais
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a RedeTelesul – Associação dos Provedores de Internet do Paraná realizaram uma reunião para discutir estratégias e alternativas de ampliação do acesso à internet no meio rural. Durante o encontro, a entidade apresentou os resultados alcançados em Marialva (PR), município que hoje é referência estadual em conectividade no campo.
Segundo a RedeTelesul, cerca de 98% da zona rural de Marialva já conta com cobertura de internet via fibra óptica ou rádio, resultado de uma parceria entre provedores locais e o poder público municipal. O modelo de gestão adotado no município tem servido de exemplo para outras regiões do estado.
Conectividade impulsiona inclusão digital e desenvolvimento rural
Durante o encontro, foi demonstrado como a expansão da cobertura digital tem melhorado o acesso à educação, serviços públicos, informação e gestão agrícola, além de fortalecer as atividades produtivas no campo.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, destacou que a conectividade é um instrumento estratégico para o desenvolvimento rural.
“Levar internet de qualidade ao meio rural é garantir inclusão, oportunidades e qualidade de vida. Isso permite que os jovens permaneçam no campo com acesso à tecnologia e novas formas de gerar renda”, ressaltou.
Desafios: altos custos e infraestrutura limitada
Apesar dos avanços, os provedores apontaram grandes desafios para expandir a conectividade rural, especialmente o alto custo da infraestrutura. Segundo a RedeTelesul, o fornecimento de internet em áreas rurais é muito mais caro do que nas regiões urbanas, devido à dispersão dos usuários e à extensão das redes necessárias para atender pequenas comunidades.
Um dos principais gargalos está no alto valor cobrado pelo uso de postes das concessionárias de energia, o que representa o segundo maior custo operacional das empresas, ficando atrás apenas das despesas com pessoal.
Em Marialva, por exemplo, 27% dos clientes estão na área rural, mas essa parcela exige 432 km de rede e 60% dos postes alocados — o que torna o custo rural 4,18 vezes maior que o urbano. Essa diferença tem dificultado novos investimentos em regiões de menor densidade populacional.
Proposta de política pública e alternativas de financiamento
Como alternativa, a RedeTelesul propôs a criação de uma política pública estadual voltada à implantação de uma rede própria de postes, desenvolvida em parceria entre Estado e municípios. Essa infraestrutura paralela facilitaria a expansão da conectividade em áreas de agricultura familiar, assentamentos da reforma agrária, comunidades quilombolas e aldeias indígenas.
Além disso, foi sugerida a equalização das taxas de juros em linhas de crédito para investimentos em conectividade rural, tornando os projetos mais acessíveis a pequenos e médios provedores regionais.
IDR-Paraná avalia novas ações e parcerias estratégicas
Os representantes do IDR-Paraná, Geraldo Lacerda e Herlon Goelzer de Almeida (coordenador do Programa Paraná Conectado), destacaram que o instituto pretende iniciar estudos técnicos para avaliar como o Estado pode apoiar mais efetivamente a ampliação da conectividade no campo. A proposta é integrar políticas públicas com prefeituras e outras instituições para acelerar o processo de inclusão digital rural.
Os dados apresentados reforçam o tamanho do desafio: o Paraná possui 338 assentamentos fundiários, com 17,3 mil famílias, além de 22 aldeias indígenas e 39 comunidades quilombolas — grupos que demandam ações específicas para garantir o acesso à internet e à informação.
Marialva serve de modelo para inclusão digital no campo
A prefeita de Marialva, Flávia Cheroni da Silva Brita, o presidente da RedeTelesul, Marcelo Siena, e o vice-presidente, Helton Alessandro Dorl, participaram da reunião, ao lado de outros representantes do setor e do poder público.
A experiência de Marialva, segundo os participantes, demonstra que a integração entre provedores locais e governos municipais é o caminho mais eficaz para expandir a conectividade rural.
A RedeTelesul, que representa pequenas e médias empresas de internet no Paraná, atua como um ecossistema de inovação e desenvolvimento, promovendo capacitação, eventos setoriais como o iBusiness, inclusão digital e parcerias estratégicas com grandes empresas de tecnologia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil bate recorde de registros de defensivos agrícolas e avanço asiático transforma mercado de agroquímicos
O mercado brasileiro de defensivos agrícolas e bioinsumos vive uma profunda transformação regulatória e comercial. O país registrou em 2025 o maior número de aprovações de pesticidas da história, enquanto cresce a presença de fabricantes asiáticos no setor nacional de agroquímicos.
O cenário será um dos principais focos da Brasil AgrochemShow 2026, marcada para os dias 3 e 4 de agosto, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. O encontro deve reunir mais de 1.500 participantes, incluindo empresas, distribuidores, consultorias regulatórias, especialistas, importadores, indústrias químicas e representantes do agronegócio.
Brasil registra recorde histórico de aprovações de defensivos
Levantamento da AllierBrasil aponta que o Brasil aprovou 912 registros de pesticidas em 2025, o maior volume já registrado no país.
Do total liberado:
- 323 foram produtos técnicos
- 427 produtos formulados químicos
- 162 produtos biológicos
O volume representa crescimento de 37,5% em relação ao ano anterior.
A expansão também impressiona no longo prazo. Entre 2006 e 2015, o Brasil aprovou 1.454 registros. Já no período entre 2016 e 2025, o número saltou para 5.442 aprovações, avanço de 274,3%.
Somente nos últimos cinco anos, foram liberados 3.344 registros, alta de 59,4% frente ao período anterior.
Especialistas alertam para morosidade regulatória
Apesar do crescimento expressivo no número de aprovações, especialistas afirmam que o sistema regulatório brasileiro continua lento, burocrático e altamente complexo.
Segundo Flávio Hirata, engenheiro agrônomo, especialista em registro de pesticidas e sócio da AllierBrasil, o aumento das liberações não significa necessariamente maior eficiência regulatória.
“O registro continua sendo burocrático, oneroso e sujeito a constantes mudanças de interpretação e exigências regulatórias”, afirma.
De acordo com a consultoria, o tempo médio de aprovação em 2025 foi de:
- 63,4 meses para produtos formulados químicos
- 67,4 meses para produtos técnicos equivalentes
Na prática, muitos processos levam mais de cinco anos para serem concluídos.
“O maior desestímulo ao investimento no setor é justamente o tempo necessário para acessar o mercado. Em alguns casos, quando o registro é aprovado, parte da eficácia agronômica já foi comprometida ou o ingrediente ativo se aproxima de restrições regulatórias”, explica Hirata.
Judicialização cresce no mercado de defensivos agrícolas
A lentidão nas análises regulatórias também impulsionou o aumento da judicialização no setor.
Atualmente, cerca de 2.830 processos de registros de produtos formulados químicos aguardam avaliação no Brasil.
Segundo a AllierBrasil:
- 397 processos estão parados há sete anos ou mais
- 94 registros aguardam análise há mais de dez anos
Entre 2019 e 2025, os deferimentos obtidos via ações judiciais cresceram:
- 395% contra a Anvisa
- 2.666% contra o Ibama
Somente até 22 de abril de 2026, 47 avaliações toxicológicas foram aprovadas por meio de decisões judiciais.
“O uso da judicialização deixou de ser exceção e passou a integrar a estratégia regulatória das empresas para acelerar o acesso ao mercado”, destaca Hirata.
Avanço da China e da Índia redefine mercado global de agroquímicos
Outro tema central do AgrochemShow será o avanço das empresas asiáticas no mercado brasileiro de defensivos agrícolas.
Segundo especialistas, a chamada “invasão asiática” representa uma reestruturação global da cadeia de produção de pesticidas.
“A China se consolidou como centro mundial de produção de defensivos agrícolas, enquanto o Brasil permanece como um dos maiores mercados consumidores do planeta”, afirma Hirata.
Nos últimos 15 anos, o mercado brasileiro registrou:
- Crescimento de produtos pós-patente
- Expansão de fabricantes chineses e indianos
- Aumento de empresas nacionais com produção terceirizada na Ásia
- Maior concorrência no setor de distribuição
Atualmente, a China domina grande parte da produção global de ingredientes ativos utilizados nos defensivos agrícolas, enquanto a Índia amplia rapidamente sua participação.
Concorrência reduz custos, mas aumenta debate sobre segurança e rastreabilidade
O avanço asiático trouxe impactos diretos sobre preços, margens e competitividade no mercado brasileiro.
Entre os principais efeitos observados estão:
- Redução nos preços de moléculas tradicionais
- Pressão sobre margens das distribuidoras
- Maior concorrência comercial
- Crescimento da agricultura digital
- Expansão dos bioinsumos e biossoluções
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação do setor com:
- Rastreabilidade dos produtos
- Pureza dos ingredientes ativos
- Equivalência técnica
- Dependência externa
- Segurança regulatória e logística
No Brasil, os defensivos agrícolas precisam passar por aprovação de três órgãos:
- Anvisa
- Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
- Ibama
“Existe uma preocupação crescente sobre segurança de abastecimento e dependência externa. Por outro lado, a maior concorrência também ajudou a reduzir custos para o produtor rural e acelerou a modernização do setor”, avalia Hirata.
AgrochemShow 2026 reunirá indústria, distribuidores e especialistas
Além dos debates regulatórios, o Brasil AgrochemShow 2026 reunirá representantes da indústria química, empresas de biológicos, distribuidores, consultorias, importadores, revendas e fornecedores internacionais.
O evento terá foco em:
- Inovação no mercado agrícola
- Estratégias regulatórias
- Tendências globais
- Logística
- Agricultura digital
- Bioinsumos
- Parcerias técnico-comerciais
As inscrições para participação estão abertas no portal oficial do evento, mediante doação de cestas básicas destinadas à ONG Crê-Ser, de São Paulo.
Na edição de 2025, a iniciativa arrecadou cerca de 14 toneladas de alimentos, reforçando o caráter social do encontro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Esportes7 dias agoJuventude elimina o São Paulo da Copa do Brasil
-
Esportes7 dias agoSantos vence o Coritiba fora de casa e avança às oitavas da Copa do Brasil
-
Agro6 dias agoMercado de terras agrícolas em Santa Catarina dispara em 2025 com força do agronegócio
-
Agro6 dias agoInteligência artificial transforma o agronegócio brasileiro e impulsiona produtividade no campo
-
Agro7 dias agoBrasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO
-
Esportes7 dias agoPalmeiras atropela Jacuipense e avança às oitavas da Copa do Brasil
-
Educação5 dias agoEvento abordará metas de equidade do Fundeb com prefeitos
-
Polícial7 dias agoPMPR reforça policiamento com 30 novas viaturas e módulo móvel em Maringá e região
