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Paraná recebe ações de saúde, tecnologia e sustentabilidade em operação do Projeto Rondon

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A Operação Pé Vermelho do Projeto Rondon foi oficialmente aberta nesta sexta-feira (23) e segue com atividades até 4 de fevereiro, executando ações de extensão universitária em 12 municípios do Interior do Paraná localizados nas regiões Central, Centro-Oeste, Norte e Vale do Ivaí. A cerimônia de abertura aconteceu na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Apucarana, reunindo autoridades, lideranças, parceiros e os 252 voluntários que atuarão nas comunidades, os chamados rondonistas.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Defesa com o apoio do Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e marca a 99ª edição do projeto no país. As atividades mobilizam estudantes e professores de 21 instituições de ensino superior, a maioria públicas, de nove estados brasileiros.

As ações previstas abrangem áreas como saúde, educação, meio ambiente, tecnologia, geração de renda e direitos humanos, sempre com foco no desenvolvimento sustentável e na inclusão social.

O objetivo é fortalecer a autonomia local e incentivar práticas sustentáveis. Juntas, as cidades beneficiadas somam cerca de 94,4 mil habitantes que serão impactados diretamente pelas oficinas e capacitações gratuitas. Os municípios contemplados são Iretama, na região Central do Paraná; Araruna e Barbosa Ferraz e Luiziana, no Centro-Oeste; e Santa Fé, no Norte; Bom Sucesso, Godoy Moreira, Grandes Rios, Jardim Alegre, Lidianópolis, Rio Branco do Ivaí e Rosário do Ivaí, no Vale do Ivaí.

Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, a Operação Rondon é uma ação extensionista de impacto duplo. “O projeto beneficia diretamente a população atendida, aplicando o conhecimento técnico-acadêmico às necessidades locais e, ao mesmo tempo, transforma a formação dos estudantes, que vivenciam realidades desafiadoras e traduzem o aprendizado em ações concretas”, afirma. “Essa imersão contribui para a formação de cidadãos e profissionais mais engajados e diferenciados”.

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Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, essa nova operação simboliza o fortalecimento institucional do projeto e a união de esforços entre diferentes níveis de governo e universidades. “A entrega simbólica do chapéu dos rondonistas representa a força dessa iniciativa, contando com o empenho das lideranças das instituições de ensino superior, sendo o apoio do governo estadual decisivo para impulsionar essa frente de trabalho, que avança com a convicção de um papel transformador”, pontua.

SISTEMA ESTADUAL – Entre as instituições de ensino superior participantes, três universidades mantidas pelo Governo do Paraná desempenham papel central na Operação Pé Vermelho. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) atuará em Godoy Moreira, promovendo capacitação em informática e inteligência artificial para jovens e workshops sobre sustentabilidade, turismo comunitário e prevenção de desastres naturais.

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) contará com duas equipes em cidades distintas. Em Iretama, a equipe do câmpus de Cascavel conduzirá ações voltadas à saúde mental, combate à violência e proteção dos direitos de crianças e idosos. Em Santa Fé, a equipe do câmpus de Marechal Cândido Rondon focará em temas como saúde integral da mulher, prevenção ao abuso infantil e o uso sustentável de plantas medicinais.

A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), com uma equipe de rondonistas do câmpus de Bandeirantes, no Norte Pioneiro, concentrará as atividades em Luiziana. Serão realizadas oficinas de canteiros de hortas ecológicas, produção alimentar segura, artesanato sustentável e capacitação em mídias sociais e tecnologias emergentes, como inteligência artificial e realidade virtual.

PARCERIA – A operação conta com a parceria das prefeituras e do Exército Brasileiro, que fornecem suporte logístico e estrutural. A iniciativa reforça a tradição do Projeto Rondon em integrar o conhecimento acadêmico às demandas da população, promovendo a cidadania e a redução de desigualdades regionais. A expectativa é que as ações deixem um legado de capacitação, conscientização e fortalecimento comunitário, com soluções que respondam às necessidades específicas de cada município.

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O prefeito de Rio Branco do Ivaí, Pedro Taborda, destacou a importância da ação como oportunidade de qualificação para a região. “Essa iniciativa federal, em parceria com estados e municípios, promove uma troca de experiência e permite que os conhecimentos sejam multiplicados, gerando um impacto positivo para todos os municípios”, disse. “A vinda de universitários de diversos estados consolida a ação como um marco histórico e divisor de águas”.

Segundo o secretário adjunto de Pessoal, Saúde, Desporto e Projetos Sociais do Ministério da Defesa, Oswaldo Gomes dos Reis Junior, a operação tem como foco municípios menores que demandam apoio em diversas áreas de gestão pública. “A programação pretende ampliar a capacidade institucional dos municípios com o suporte do governo estadual e engajamento das prefeituras e das instituições de ensino, que garantem as condições para que esta seja uma operação histórica e bem-sucedida”, sinaliza o gestor.

PRESENÇAS – Além de autoridades acadêmicas, a cerimônia contou com a participação do diretor-geral da Seti, Jamil Abdanur Júnior, e gestores do Ministério da Defesa: brigadeiro Carla Regina Marchon, diretora do Departamento de Saúde e Assistência Social; contra-almirante Claudia Regina Amaral da Silva Fiorot, diretora técnica de Ensino e Pesquisa do Hospital das Forças Armadas (HFA); general de divisão João Alberto Redondo Santana, diretor do Departamento de Projetos Sociais; e coronel Euclides Soljenitsin Araújo, coordenador-geral do Projeto Rondon.

Serviço:

Projeto Rondon – Operação Pé Vermelho

Período: 23 de janeiro a 04 de fevereiro

Municípios: Araruna, Barbosa Ferraz, Bom Sucesso, Godoy Moreira, Grandes Rios, Iretama, Jardim Alegre, Lidianópolis, Luiziana, Rio Branco do Ivaí, Rosário do Ivaí e Santa Fé

Fonte: Governo PR

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Família de paciente que recebeu polilaminina destaca estrutura e agilidade do Estado

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Os pais da jovem Ana Beatriz Cruz, que recebeu a aplicação da polilaminina no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, entre a noite de terça-feira (16) e a madrugada desta quarta-feira (17), destacaram o apoio recebido do Governo do Estado durante o atendimento da filha na unidade hospitalar que é gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e referência no atendimento de traumas.

Ana Beatriz está internada no Hospital do Trabalhador desde o último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore enquanto passeava com a família em Curitiba. Ela deu entrada na unidade em estado gravíssimo, com risco iminente de morte.

A mãe, Vanessa Stubinski, contou que após o incidente, ficou em choque sem saber o que fazer. No primeiro momento, ligou para o ex-marido, que mora em São Paulo, em busca de apoio e também para ver se o plano de saúde de Ana cobriria o atendimento necessário. Mas não foi necessário, pois a jovem foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador, com o atendimento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De imediato, Ana Beatriz passou por uma cirurgia.

“No sábado foi aquela sensação de achar que ela não ia conseguir sobreviver. Com fé, sabia que as coisas iriam acontecer. Eu fiquei desesperada e liguei para o pai dela, porque eu achava que não daria conta sozinha e também para ver a questão do plano de saúde. O plano de saúde dela nem atenderia aqui em Curitiba e não teríamos como levar para São Paulo e arcar com o custo que seria altíssimo”, explicou Vanessa. “Quando chegamos aqui, ela já foi encaminhada, atendida e em menos de 12 horas fez a cirurgia. Foi quando comecei a respirar aliviada, mas até que veio a constatação de que ela havia perdido o movimento das pernas”, completou.

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Após isso, os médicos do HT comentaram com a família sobre o tratamento com a polilaminina, a unidade, inclusive, realizou a primeira aplicação da proteína em Curitiba no mês de março. Os médicos deram o apoio para que a família fizesse contato com a equipe de pesquisadores e realizasse o trâmite junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que Ana Beatriz pudesse receber o tratamento experimental. A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Ela é desenvolvida a partir da laminina, proteína que já existe no corpo humano e é encontrada em grande quantidade na placenta. 

“O médico nos falou da proteína, que já havia sido aplicada aqui e que aqui era o melhor hospital para ela estar naquele momento na situação em que ela se encontrava. Tivemos o apoio do hospital e também o avião do Estado que foi buscar a equipe e a proteína. Achei incrível a prontidão em atender ela, fazer toda essa movimentação, a rapidez e eficiência no tempo hábil para aplicação da proteína. Só tenho a agradecer. Nossa expectativa está alta e a gente é muito grata ao hospital e ao Estado por ter prestado todo esse apoio para gente. Não ficamos desamparados em nenhum momento”, destacou Vanessa.

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A mesma opinião tem o pai de Ana Beatriz, Tiago Cruz, que falou de todo atendimento recebido pelo Estado e assistência de todos os profissionais do Hospital do Trabalhador. “Os médicos explicaram certinho todo o procedimento, tivemos toda a assistência do hospital. Fiquei surpreso de forma positiva. Só temos a agradecer todo o apoio e ao próprio governador Ratinho Junior que liberou a aeronave. Fico bem grato por essa agilidade e atendimento”, disse.

POLILAMININA – A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. O procedimento integra o Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo), autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto seguem os estudos clínicos para avaliação da segurança e da eficácia da substância. No Brasil, 87 pacientes já receberam a proteína, sendo 17 no Paraná.

Fonte: Governo PR

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