Connect with us


Agro

Mercados Globais Sofrem com Tensões Comerciais, Mas Ibovespa Bate Recorde Histórico; Veja Cotações Atualizadas

Publicado em

Bolsa Brasileira em Destaque: Ibovespa Fecha em Máxima Histórica

O Ibovespa, principal índice da B3, terminou o pregão desta terça‑feira (20/01/2026) em alta, alcançando 166.276,90 pontos e renovando a máxima histórica de fechamento pela primeira vez acima dos 166 mil pontos. O desempenho foi impulsionado por grandes empresas como Vale, Petrobras e bancos, apesar do cenário externo tenso.

Segundo dados de mercado, o volume financeiro totalizou cerca de R$ 23,5 bilhões, com o dólar comercial encerrando em alta de 0,26%, cotado a aproximadamente R$ 5,3790.

Principais Indicadores do Dia

  • Ibovespa: 166.277 (+0,87%)
  • Dólar comercial: R$ 5,3790 (+0,26%)
  • Euro comercial: R$ 6,3085 (+1,01%)

Esse movimento contraria o desempenho das principais bolsas mundiais, que tiveram pregões negativos em meio ao aumento da aversão a risco global.

Bolsas Internacionais: Wall Street e Europa em Queda

As ações nos Estados Unidos fecharam em queda acentuada, marcando um dos piores dias desde outubro de 2025. O Dow Jones recuou cerca de 1,8%, o S&P 500 caiu mais de 2% e o Nasdaq perdeu cerca de 2,4%, refletindo o impacto das recentes ameaças de novas tarifas pelo governo dos EUA contra países europeus.

Leia mais:  Meliponicultura ganha força no Rio Grande do Sul e destaca papel das abelhas sem ferrão na produção de alimentos

Essa pressão nos mercados americanos se estendeu aos principais índices europeus:

  • FTSE 100 (Londres): queda em torno de 0,7%,
  • DAX (Frankfurt): baixa de cerca de 1,0%,
  • Stoxx Europe 600: recuo superior a 1%.
O Que Está Impactando os Mercados Globais

As tensões comerciais surgiram após declarações de tarifas adicionais dos Estados Unidos a países europeus relacionadas a disputas sobre a venda da Groenlândia, gerando incerteza entre investidores. O movimento elevou a demanda por ativos considerados de refúgio, como o ouro, cujos preços subiram significativamente.

Analistas observam que a crescente avaliação de risco geopolítico está pressionando os mercados desenvolvidos, com reflexos no humor de investidores globais.

Panorama das Bolsas Asiáticas

Na Ásia, os índices também sentiram o impacto do cenário externo e ajustes regulatórios:

  • Nikkei (Japão): queda superior a 1%
  • Hang Seng (Hong Kong): leve baixa
  • Shanghai Composite (China): praticamente estável, com variação mínima

Esses movimentos refletem a cautela dos investidores diante de possíveis mudanças de políticas monetárias nos países desenvolvidos e incertezas regulatórias na China.

Leia mais:  Preço do suíno vivo atinge menor nível em quase 20 anos em São Paulo e amplia pressão sobre produtores

Enquanto isso, algumas bolsas asiáticas registraram desempenhos mistos, com variações moderadas ou pequenas recuperações em determinados setores, especialmente tecnologia.

Conclusão: Contraste Brasil x Exterior

O pregão desta terça‑feira mostrou um contraste claro entre os mercados internacionais, que sofreram com tensão geopolítica e expectativas de políticas comerciais mais rígidas, e a bolsa brasileira, que conseguiu se destacar positivamente, renovando recordes apesar dos fatores externos adversos.

Esse cenário reforça a importância de acompanhar tanto os indicadores locais quanto as forças globais que influenciam as decisões dos investidores e a direção das bolsas de valores ao redor do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

Published

on

O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

Leia mais:  Greening atinge quase metade das laranjeiras no cinturão citrícola, mas avanço da doença perde força

A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

Leia mais:  Preços da batata permanecem baixos no atacado paulista, aponta Cepea

A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262