Agro
Mato Grosso bate recorde histórico no abate de gado em 2025 com avanço de 1,4%
Estado encerra o ano com mais de 7,4 milhões de cabeças abatidas
O setor pecuário de Mato Grosso fechou 2025 com um novo recorde histórico no volume de bovinos enviados aos frigoríficos. De acordo com dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), foram abatidas 607,93 mil cabeças em dezembro, totalizando 7,46 milhões de animais ao longo do ano — um crescimento de 1,44% em relação a 2024, consolidando o maior número já registrado pelo estado.
Oferta elevada e demanda internacional aquecida impulsionam o abate
Segundo o levantamento, o aumento nos abates foi resultado da maior oferta de animais prontos para o abate, especialmente oriundos de sistemas de intensificação da pecuária, como confinamento, semiconfinamento e Terminação Intensiva a Pasto (TIP).
Outro fator que contribuiu para o avanço foi a demanda internacional aquecida pela carne bovina brasileira, que manteve ritmo firme de exportações ao longo de 2025.
Abate de animais jovens cresce mais de 17% e atinge novo recorde
Um dos destaques do levantamento foi o expressivo crescimento no número de animais jovens abatidos, tanto machos quanto fêmeas com até 24 meses.
Em 2025, 3,22 milhões de cabeças jovens foram enviadas às indústrias, representando um aumento de 17,55% em comparação com o ano anterior — o maior volume já observado em Mato Grosso.
Com isso, a participação de bovinos jovens nos abates totais alcançou 43,24%, avanço de 5,93 pontos percentuais frente a 2024, reforçando a tendência de intensificação e renovação do rebanho no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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