Agro
Índice global de alimentos encerra 2025 em queda, mas mantém média anual elevada
Preços globais de alimentos seguem trajetória de desaceleração
O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registrou nova queda em dezembro de 2025, marcando o quarto mês consecutivo de retração. O indicador caiu para 124,3 pontos, um recuo inferior a 1% em relação a novembro, refletindo um cenário de alívio gradual nos mercados internacionais, mesmo diante de incertezas geopolíticas e climáticas.
Segundo o relatório, o movimento de baixa foi impulsionado por reduções nos preços de laticínios, carnes e óleos vegetais, que compensaram os avanços observados em cereais e açúcar. Na comparação anual, o índice ficou 2,3% abaixo do nível de dezembro de 2024, e segue distante do pico histórico alcançado em março de 2022, quando as tensões no Leste Europeu pressionaram fortemente as cotações.
Apesar das quedas recentes, a média anual de 2025 superou a de 2024, indicando que os alimentos mantiveram preços mais altos ao longo do ano, mesmo com a tendência de desaceleração no final do período.
Cereais registram alta mensal com suporte da demanda global
O segmento de cereais foi o destaque positivo do relatório da FAO, apresentando alta mensal em dezembro. O movimento foi sustentado por preocupações com os fluxos de exportação no Mar Negro, embora a oferta abundante global tenha limitado ganhos mais expressivos.
As boas colheitas na Argentina e na Austrália contribuíram para equilibrar o mercado e conter altas maiores. No caso do milho, a forte demanda externa e a produção aquecida de etanol no Brasil e nos Estados Unidos ajudaram a sustentar os preços, comportamento acompanhado também pelo sorgo.
O arroz seguiu trajetória semelhante, com aumento de preços em todos os segmentos devido à maior demanda e às políticas de incentivo adotadas por alguns países. No entanto, a média anual do cereal recuou, reflexo da ampla disponibilidade exportadora no mercado internacional.
Óleos vegetais atingem o menor patamar em seis meses
O índice de óleos vegetais atingiu em dezembro o menor nível dos últimos seis meses, pressionado pela queda nos preços de soja, canola e girassol. A oferta elevada nas Américas e a demanda global mais fraca foram os principais fatores que impulsionaram o recuo.
O óleo de palma, porém, apresentou comportamento oposto, registrando alta mensal impulsionada por expectativas de menor produção sazonal no Sudeste Asiático. Ainda assim, no acumulado de 2025, o segmento manteve forte valorização anual, resultado das restrições de oferta global observadas ao longo do ano.
Perspectivas indicam estabilidade e desafios em 2026
A FAO avalia que o cenário global de alimentos caminha para uma fase de maior estabilidade, com estoques mais equilibrados e fluxos comerciais normalizados. No entanto, fatores como instabilidade climática, tensões geopolíticas e custos logísticos ainda podem influenciar as cotações no início de 2026.
Especialistas reforçam que a tendência é de moderação nos preços, mas com variações pontuais entre as commodities, especialmente em produtos sensíveis ao clima e à dinâmica de exportação, como grãos e óleos vegetais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil e Honduras discutem parceria estratégica para modernizar a agricultura e fortalecer a segurança alimentar
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, nesta quinta-feira (4), missão oficial em Honduras com avanços na agenda de cooperação bilateral em pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, desenvolvimento rural e segurança alimentar. A programação também resultou em encaminhamentos voltados ao fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.
A missão foi liderada pelo secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e contou com a participação da embaixadora do Brasil em Honduras, Andrea Watson; da adida agrícola Priscila Rech; da chefe de gabinete da Secretaria-Executiva, Erika Ferraz; e do representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Cristian Fischer.
A programação teve início com reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária de Honduras, Moisés Molina. Durante o encontro, as autoridades discutiram oportunidades de atuação conjunta em áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor agropecuário, incluindo planejamento agrícola, inovação tecnológica, melhoramento genético e transferência de conhecimento.
A delegação brasileira também se reuniu com representantes da Dirección de Ciencia y Tecnología Agropecuaria (Dicta), principal instituição de pesquisa agropecuária hondurenha. Na ocasião, foram debatidas ações voltadas ao fortalecimento institucional, à formação de recursos humanos e à modernização dos sistemas de inovação. As discussões evidenciaram oportunidades de intercâmbio em áreas como pesquisa agropecuária, assistência técnica, sanidade animal e vegetal e adaptação às mudanças climáticas, com potencial contribuição de instituições brasileiras como a Embrapa e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No campo comercial, a missão também avançou em tratativas relacionadas a produtos de interesse bilateral, com destaque para farinhas de origem animal, carne de aves e carne suína. Os temas integram a agenda de ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e Honduras.
O encerramento da missão ocorreu na Presidência da República de Honduras, em reunião que reafirmou o interesse dos dois governos em aprofundar o diálogo técnico e institucional. O encontro destacou a convergência de prioridades em temas como segurança alimentar, inovação, desenvolvimento rural e modernização da agricultura.
A missão contou com o apoio do IICA, parceiro estratégico na articulação institucional e na identificação de oportunidades de trabalho conjunto. Os resultados da agenda reforçam o compromisso do Brasil com a promoção do desenvolvimento agropecuário sustentável e com o fortalecimento das relações com os países da América Central.
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