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Indústria gaúcha de máquinas agrícolas encerra 2025 em recuperação e aposta em crédito para crescer em 2026

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A indústria de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul fecha o ano de 2025 em um movimento de recuperação parcial, após dois anos de retração no setor. Apesar do avanço, o ritmo ainda não foi suficiente para recompor as perdas acumuladas entre 2023 e 2024.

De acordo com o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS), as projeções para 2026 são de crescimento moderado, condicionado principalmente à oferta de crédito rural, ao nível das taxas de juros e à renda do produtor.

Juros e crédito serão determinantes para novos investimentos

A vice-presidente do SIMERS, Carolina Rossato, destaca que a retomada mais sólida do setor depende diretamente de um ambiente financeiro mais favorável.

“A indústria demonstrou capacidade de reação em 2025, mas o avanço em 2026 dependerá do acesso ao crédito e do custo do financiamento. Juros elevados limitam as decisões de compra e adiam investimentos em modernização”, explica.

A executiva também ressalta que, mesmo com boas perspectivas para a próxima safra, os produtores seguem cautelosos nas decisões de investimento.

“Se as projeções de safra se confirmarem e as condições de crédito melhorarem, o setor poderá crescer de forma mais consistente. Caso contrário, a recuperação continuará lenta e pontual”, avalia Rossato.

Produção e faturamento melhoram, mas perdas ainda não foram compensadas

Para o gerente de Estudos Econômicos da FIERGS, Giovane Baggio, os resultados de 2025 indicam uma melhora em relação aos anos anteriores.

“Os indicadores de produção e faturamento foram positivos neste ano quando comparados a 2023 e 2024, embora ainda não compensem totalmente as perdas acumuladas no período”, afirma.

O desempenho favorável está ligado ao ajuste produtivo das indústrias e à melhora gradual na demanda interna, impulsionada pelo otimismo com a safra e por iniciativas de modernização tecnológica no campo.

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Exportações ajudam a sustentar a recuperação do setor

As exportações de máquinas agrícolas, especialmente para a Argentina, continuam sendo um dos pilares de sustentação da indústria gaúcha. O comércio exterior tem ajudado a equilibrar os resultados e compensar parte da retração no mercado interno.

Segundo o SIMERS, a combinação entre mercado externo ativo, safra favorável e condições financeiras mais acessíveis será essencial para transformar a recuperação atual em um crescimento sólido em 2026.

Perspectiva: confiança moderada e foco em competitividade

Com o cenário global ainda incerto e o custo do financiamento em níveis elevados, a indústria de máquinas agrícolas do Rio Grande do Sul aposta em planejamento, inovação e eficiência produtiva como caminhos para fortalecer sua competitividade.

A expectativa é que, mantida a tendência de melhora nas exportações e com uma política de crédito mais favorável ao produtor rural, o setor consiga retomar o crescimento sustentável a partir de 2026, consolidando o papel da indústria gaúcha como referência nacional em tecnologia e equipamentos agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de sementes de ruziziensis cai 55% e acende alerta para planejamento da safra 2025/26

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A forte redução na produção de sementes de Brachiaria ruziziensis para a safra 2025/26 está gerando preocupação entre produtores, distribuidores e especialistas do setor. Considerada uma das principais espécies utilizadas nos sistemas de plantio direto e integração lavoura-pecuária (ILP), a forrageira registrou uma queda de aproximadamente 55% na área destinada à multiplicação de sementes, sinalizando uma mudança importante na dinâmica de oferta e demanda do mercado.

Dados do Sistema de Gestão da Fiscalização (SIGEF), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apontam que a área inscrita para produção de sementes da espécie caiu de 121.260 hectares na safra 2024/25 para 54.948 hectares na temporada 2025/26. A retração de 66.312 hectares representa uma redução de 54,69%, a maior registrada nos últimos anos.

Ruziziensis se consolidou como peça-chave da agricultura brasileira

Ao longo das últimas décadas, a Brachiaria ruziziensis deixou de ser apenas uma opção forrageira para se tornar uma ferramenta estratégica dentro dos sistemas produtivos brasileiros.

Amplamente utilizada na formação de palhada, a espécie desempenha papel fundamental na conservação do solo, no controle da erosão, na retenção de umidade e na ciclagem de nutrientes. Além disso, contribui para a redução da pressão de plantas daninhas e para o aumento da eficiência operacional das lavouras.

Segundo Thiago Maschietto, CEO e fundador da SBS Green Seeds, os benefícios da cultura vão muito além da entressafra.

“A formação de uma palhada uniforme contribui para melhorar as condições do solo e reduzir a incidência de plantas invasoras, favorecendo o desempenho das culturas subsequentes. Os ganhos em produtividade, estabilidade e rentabilidade já são amplamente reconhecidos pelos produtores”, destaca.

Mercado passa por processo de reequilíbrio

Apesar da demanda permanecer aquecida, impulsionada principalmente pelos sistemas de Plantio Direto e Integração Lavoura-Pecuária, a oferta de sementes passa por um processo de ajuste.

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De acordo com especialistas, o movimento atual é reflexo do crescimento acelerado observado nos últimos anos. A área destinada à produção de sementes de ruziziensis saiu de pouco mais de 51 mil hectares na safra 2022/23 para mais de 121 mil hectares em 2024/25.

Esse aumento expressivo ampliou a disponibilidade do produto no mercado, pressionando preços e reduzindo a rentabilidade dos produtores de sementes. Como consequência, houve uma forte retração dos campos destinados à multiplicação da espécie na temporada seguinte.

“O mercado está passando por uma correção natural. O excesso de oferta observado nos últimos anos diminuiu a atratividade econômica da atividade e provocou uma redução significativa na área de produção”, explica Maschietto.

Segundo ele, enquanto a área total destinada às principais forrageiras dos gêneros Brachiaria e Panicum recuou cerca de 26% na safra 2025/26, a redução registrada especificamente na ruziziensis foi muito mais intensa.

Oferta menor pode valorizar sementes nos próximos anos

A diminuição da área de produção não representa um cenário de escassez imediata, mas indica uma tendência de maior equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos ciclos.

Para especialistas do setor, caso a procura permaneça firme, o mercado deverá enfrentar uma disponibilidade mais limitada de sementes, especialmente dos lotes com maior padrão de qualidade.

Nesse contexto, a expectativa é de valorização dos preços e aumento da competitividade na aquisição do insumo.

“Os impactos dessa redução não aparecem apenas nos registros de área plantada. Eles tendem a influenciar diretamente a disponibilidade física do produto ao longo do ciclo comercial. Com demanda sustentada, é natural que ocorra valorização das sementes e maior disputa pelos lotes de melhor qualidade”, projeta o executivo.

Planejamento antecipado será decisivo para produtores

Diante do novo cenário, especialistas recomendam que produtores rurais e distribuidores iniciem o planejamento da safra com antecedência para garantir acesso às sementes necessárias.

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Entre as principais orientações para a safra 2025/26 estão:

  • Antecipar a compra das sementes;
  • Priorizar fornecedores reconhecidos pela qualidade;
  • Garantir lotes certificados antes do período de maior demanda;
  • Avaliar contratos antecipados para assegurar volume e disponibilidade.

A recomendação é evitar compras de última hora, quando a oferta tende a ser mais limitada e os preços podem apresentar maior pressão de alta.

Qualidade da semente ganha importância estratégica

Com uma oferta mais ajustada, a qualidade das sementes passa a ter peso ainda maior nas decisões de compra.

Empresas do setor reforçam a importância da aquisição de materiais certificados e com procedência comprovada, garantindo melhor estabelecimento das áreas de cobertura e maior retorno agronômico ao produtor.

“A ruziziensis continua sendo uma das espécies mais importantes para os sistemas produtivos brasileiros. O que mudou foi o volume disponível para atender um mercado que segue valorizando seus benefícios agronômicos e econômicos. Por isso, o planejamento antecipado será fundamental para garantir acesso aos melhores materiais”, conclui Maschietto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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