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Agro

São Paulo consolida liderança na produção de alface com faturamento de quase R$ 1 bilhão

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O estado de São Paulo reafirma sua hegemonia no agronegócio brasileiro como o principal produtor e consumidor de alface do país. Impulsionado por inovações tecnológicas, sustentabilidade e programas de incentivo governamental, o setor alcançou números expressivos no último ano, consolidando o “Cinturão Verde” como o coração do abastecimento nacional.

Produção recorde e força econômica no Cinturão Verde

De acordo com levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a produção paulista ultrapassou 220 mil toneladas da hortaliça no último ciclo. Esse volume gerou um valor estimado de R$ 947 milhões, evidenciando o peso econômico da cultura para o estado.

As regiões que compõem o Cinturão Verde, próximas à região metropolitana de São Paulo, são as protagonistas desse cenário, com foco especial no cultivo da alface do tipo crespa, a preferida dos consumidores.

Desafios técnicos e manejo de alta performance

Embora o ciclo da alface seja curto, a cultura exige rigor técnico. O engenheiro agrônomo Thiago Costa, da CATI/SAA, ressalta que a qualidade final depende de um equilíbrio sensível entre solo, água e clima.

“É essencial o uso de água livre de contaminantes, análise anual do solo para adubação equilibrada e controle rigoroso da insolação para evitar o excesso de temperatura”, explica Costa.

Para Manoel Oliveira, diretor executivo do Ibrahort, a crescente profissionalização do setor e o uso de cultivos protegidos têm sido fundamentais para reduzir perdas e garantir que o varejo não sofra com rupturas de estoque.

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O papel das compras públicas no fortalecimento da agricultura familiar

O impacto social da alface vai além das prateleiras dos supermercados. Através do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), o governo estadual adquiriu, em 2025, mais de 80 toneladas da hortaliça vindas diretamente de pequenos produtores.

Com um investimento de aproximadamente R$ 800 mil, esses alimentos abastecem escolas, universidades e unidades prisionais. Para cooperativas como a COFARP, de Piedade (SP), o programa oferece segurança financeira. Segundo o presidente da cooperativa, José Roberto, a garantia de venda permite um planejamento agrícola mais preciso e rentável para os 50 cooperados.

Inovação e Sustentabilidade: A ascensão da hidroponia

São Paulo também lidera a fronteira tecnológica com o cultivo hidropônico e as fazendas verticais. Essas técnicas permitem produzir sem o uso de solo, otimizando o consumo de água e ocupando espaços menores com alta produtividade.

Para fomentar essa modernização, a Secretaria de Agricultura, via Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), disponibiliza linhas de crédito específicas:

  • Finalidade: Implantação de estufas, automação de irrigação e controle ambiental.
  • Limites de crédito: Até R$ 250 mil (pessoa física), R$ 500 mil (pessoa jurídica) e R$ 800 mil (cooperativas).
  • Condições: Juros a partir de 3% ao ano, com prazo de até 84 meses e carência de um ano.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno cai no Brasil com consumo enfraquecido e oferta elevada no mercado interno

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com novas quedas nos preços do animal vivo e dos cortes no atacado, refletindo um cenário de consumo doméstico enfraquecido e oferta confortável de animais para abate.

De acordo com análises do setor, os frigoríficos mantêm postura cautelosa nas compras e seguem pressionando as negociações por valores menores, diante da disponibilidade elevada de suínos no mercado.

No atacado, a carne suína continua enfrentando dificuldades para recuperar preços, mesmo após os recuos acumulados nas últimas semanas, que aumentaram a competitividade da proteína frente às carnes bovina e de frango.

Consumo abaixo do esperado limita recuperação do setor

O desempenho fraco da demanda doméstica continua sendo o principal fator de pressão sobre a cadeia suinícola brasileira. O menor poder de compra das famílias no fim do mês reduz o ritmo de reposição no varejo e compromete a recuperação mais consistente dos preços.

Segundo avaliação de mercado, apesar da carne suína estar mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, o consumo segue abaixo das expectativas da indústria e dos produtores.

As exportações brasileiras continuam apresentando resultado positivo, mas ainda insuficiente para enxugar a oferta interna em um nível capaz de sustentar uma reação mais firme das cotações.

Média nacional do suíno vivo recua na semana

Levantamento de mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,53 para R$ 5,48 na semana.

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No atacado, a média dos cortes de carcaça caiu de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo. O pernil também apresentou leve retração, passando de R$ 11,43 para R$ 11,40.

Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 104,00 para R$ 103,00.

Cotações apresentam pressão em diversas regiões produtoras

Nas principais praças produtoras do país, o mercado apresentou comportamento misto, com predominância de estabilidade nas integrações e queda no mercado independente.

No Rio Grande do Sul, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,90 no sistema de integração, enquanto o mercado do interior caiu de R$ 5,30 para R$ 5,25.

Em Santa Catarina, a integração seguiu em R$ 5,90, mas o mercado independente recuou de R$ 5,30 para R$ 5,15.

No Paraná, o preço do suíno vivo no mercado livre caiu de R$ 5,15 para R$ 5,10, enquanto a integração permaneceu em R$ 5,90.

Já em Minas Gerais, o interior do estado registrou retração de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto o mercado independente caiu de R$ 6,10 para R$ 5,90.

Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, mas a integração estadual recuou de R$ 5,95 para R$ 5,90.

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Exportações de carne suína avançam em maio

Apesar das dificuldades no mercado interno, as exportações brasileiras de carne suína “in natura” seguem em ritmo positivo em maio.

Nos primeiros 10 dias úteis do mês, o Brasil embarcou 55,571 mil toneladas, com média diária de 5,557 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A receita obtida no período alcançou US$ 138,459 milhões, com média diária de US$ 13,846 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 2.491,6.

Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 10,2% no volume médio diário exportado e avanço de 6% na receita média diária. Por outro lado, o preço médio por tonelada registrou queda de 3,8%.

Mercado segue atento ao comportamento do consumo

O setor suinícola acompanha com atenção o comportamento do consumo doméstico nas próximas semanas, especialmente diante do impacto da renda das famílias e da competitividade entre proteínas.

Enquanto isso, o avanço das exportações continua sendo um fator importante para equilibrar o mercado, embora ainda insuficiente para provocar uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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