Paraná
Paraná amplia ações do Viajantes + Seguras e dobra número de empresas certificadas em 2025
O Programa Viajantes + Seguras, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Turismo (Setu) em parceria com a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), avançou significativamente em 2025 e ampliou a rede de proteção e acolhimento às mulheres que viajam pelo Paraná. A iniciativa, criada em 2024 para incentivar práticas de atendimento seguro, responsável e inclusivo no setor turístico, mais que dobrou o número de empresas certificadas – saltou de 70 para 159, distribuídas em 14 dos 18 territórios turísticos do Paraná.
O programa é baseado nas Resoluções Conjuntas SETU/SEMIPI nº 01 e nº 02/2024, que instituem o Código de Conduta e o Selo Viajantes + Seguras. O reconhecimento é concedido a empresas e profissionais que aderem ao protocolo de atendimento e se comprometem com a promoção da igualdade de gênero e com a segurança das visitantes.
O Viajantes + Seguras também ampliou sua oferta de capacitações em 2025. Além da qualificação online, lançada em 2024 em parceria com o Sebrae/PR, o programa ganhou reforço com oficinas presenciais em seis cidades: Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá, Pontal do Paraná e Curitiba. Ao todo, 304 profissionais participaram das formações, totalizando 995 pessoas qualificadas no Paraná desde o início do programa. A avaliação das capacitações alcançou 99,3% de aprovação em pesquisas realizadas após os eventos.
De acordo com o secretário de Estado do Turismo, Leonaldo Paranhos, os resultados refletem o compromisso do Paraná com a construção de destinos mais responsáveis. “O Viajantes + Seguras fortalece a confiança das mulheres que viajam pelo Estado e qualifica nossos atrativos. É uma política pública que gera impacto social, amplia a competitividade dos destinos e ajuda a transformar o turismo em um ambiente seguro para todas”, afirmou.
Segundo a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, o avanço do programa reforça o compromisso do Estado em garantir que cada mulher possa viajar pelo Paraná com segurança, acolhimento e respeito. “O avanço do Viajantes + Seguras mostra que, quando unimos esforços entre governo, setor produtivo e sociedade, construímos caminhos reais de proteção e autonomia para as paranaenses e para todas as mulheres que nos visitam”, ressaltou.
As ações do programa já refletem na experiência das turistas. A visitante Luciana Peruchi Benatti, de Jaboticabal (SP), relatou que se sentiu “extremamente segura e confortável” durante visita ao Parque Vila Velha após conhecer o selo. “Já deixei de fazer viagens por medo. A iniciativa paranaense é ótima, porque quanto mais locais se comprometerem com a segurança das mulheres, mais vontade de viajar eu terei”, afirmou. O parque é um dos exemplos de implementação efetiva do protocolo, com um código de ajuda definido para situações de risco: o pedido de “drink rosa” ou “pulseira rosa”.
Com quase mil profissionais capacitados e expansão contínua da rede de empresas certificadas, o programa encerrou 2025 consolidado como uma das principais iniciativas de promoção da segurança no turismo brasileiro, com perspectiva de chegar a todos os territórios turísticos do Estado nos próximos anos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado
O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.
O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.
“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.
Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.
A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.
Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.
ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.
A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.
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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.
Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.
Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15
Fonte: Governo PR
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