Paraná
9 de agosto: Em data celebrada mundialmente, MPPR cria Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas
No Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado nesta quarta-feira, 9 de agosto, o Ministério Público do Paraná anuncia a criação de unidade institucional dedicada exclusivamente ao tratamento de questões relacionadas a esse segmento da população – só no Paraná, são 30.460 pessoas, segundo o mais recente Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vinculado ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos, o Núcleo de Promoção e Defesa dos Povos Indígenas (Nupin), foi instituído pela Procuradoria-Geral de Justiça (Resolução 6.111/2023) e visa o aprimoramento e a qualificação da atuação ministerial relacionada a essa pauta.
“Em respeito às nossas origens e às relações de horizontalidade quando à nossa humanidade, o Ministério Público do Estado do Paraná, por ocasião da importante data em que se comemora o dia internacional dos povos indígenas, reforça seu atuar institucional em defesa dos povos originários com a criação do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, como manifestação de seu efetivo engajamento na defesa desta valorosa comunidade”, destacou o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia.
A importância da criação da nova unidade foi também destaca pelo procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, coordenador do Caop de Direitos Humanos. “Os povos indígenas estão entre os segmentos da população brasileira que mais tiveram seus direitos violados ao longo da história do país, sendo o papel e função do Estado brasileiro reparar todas as injustiças já cometidas. Nessa direção, as instituições do sistema de Justiça, entre elas o Ministério Público, têm o dever de fazer valer, efetivamente, todas as garantias que a Constituição Cidadã previu, na busca de uma sociedade mais justa e igualitária. E é com essa finalidade que criamos o Nupin, garantindo à questão indígena a preferência que o tema requer”, explicou o procurador de Justiça, que estará à frente do novo Núcleo.
Articulação e apoio – Entre as atribuições da nova unidade, que não acarretará nenhum ônus administrativo ou financeiro para a instituição, está a de prestar apoio técnico e jurídico às Promotorias de Justiça em todo o estado, subsidiando os agentes ministeriais nas atuações relacionadas à pauta indígena. Além disso, o Nupin fiscalizará a implementação dos direitos territoriais, socioambientais, civis, sociais, políticos e econômicos relacionados aos povos e pessoas indígenas; monitorará a formulação e a implementação das políticas nacional, estadual e municipais afetas à área e monitorar casos de crimes praticados contra os povos e pessoas indígenas por ocasião da atuação de seus integrantes em prol da efetivação de seus direitos territoriais, sociais e culturais, a fim de auxiliar o membro do Ministério Público na análise das peculiaridades que envolvem a temática.
Contingente – De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, divulgado recentemente – na última segunda-feira, 7 de agosto – o Paraná é o segundo estado com maior população indígena da região Sul do país – são 30.460 indígenas autodeclarados, um aumento de 14% em comparação ao levantamento anterior, de 2010, que indicava 26.559 pessoas. O contingente equivale a 0,27% da população total do estado (era de 0,25% no Censo anterior). Ainda segundo o IBGE, 13.887 dos indígenas moram em terras de demarcação no Paraná, sendo a Rio das Cobras, no Centro-Sul do estado, a maior terra indígena paranaense e a 50ª maior do país, com 3.102 pessoas. No Paraná, existem 77 aldeias em 35 Terras Indígenas distribuídas em 41 municípios e 34 comarcas.
Para a criação do Nupin foram consideradas diversas previsões legais, nacionais e internacionais, como a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, das quais o Brasil é signatário e que estabelecem, entre outros aspectos, a necessidade de efetivação dos direitos sociais, econômicos e culturais dos Povos e Comunidades Tradicionais.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Estado sanciona lei que promove isonomia da Polícia Penal com demais forças
O Governo do Paraná sancionou nesta terça-feira (30) a , que promove a isonomia da carreira da Polícia Penal do Paraná (PPPR) com as demais forças de segurança pública do Estado. A nova legislação reestrutura a carreira da categoria, aprimora a evolução funcional e remuneratória dos policiais penais e garante tratamento equivalente ao das demais instituições policiais, beneficiando 3.766 servidores ativos, veteranos e pensionistas com paridade. A lei entra em vigor na data de sua publicação.
“A valorização dos policiais penais é um investimento direto na segurança pública. A Polícia Penal desempenha um papel estratégico, garantindo a ordem nas unidades prisionais e contribuindo para a reintegração social das pessoas privadas de liberdade. Ao fortalecer a carreira, o Estado fortalece também todo o sistema de segurança pública e reconhece o trabalho essencial desenvolvido diariamente pelos policiais penais”, destaca o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo Sanson.
ALTERAÇÕES — A principal alteração promovida pela nova legislação é a reorganização da carreira da Polícia Penal, que passa a ser composta por 11 classes, com a extinção da Classe XII. Com isso, o ingresso na carreira ocorre na Classe XI e o desenvolvimento funcional segue até a Classe I, adequando a estrutura aos parâmetros adotados pelas demais forças de segurança do Paraná.
- De testes de rotina às novas drogas: como a Polícia Científica identifica as substâncias apreendidas
A lei também determina o reenquadramento automático dos policiais penais que atualmente se encontram na Classe XII para a Classe XI, sem efeitos retroativos, além de manter as regras de promoção por estabilidade e por merecimento previstas na legislação.
Para a diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre, a nova legislação aprimora a estrutura da carreira e valoriza os servidores da instituição. “Essa adequação representa um avanço importante para a Polícia Penal do Paraná, ao estabelecer uma estrutura de carreira mais alinhada às demais forças de segurança do Estado. A valorização dos servidores reflete diretamente no fortalecimento da instituição e na continuidade do trabalho desenvolvido na custódia, segurança e ressocialização das pessoas privadas de liberdade”, afirma.
RECONHECIMENTO DA CARREIRA — Para os policiais penais, a sanção da nova legislação representa o reconhecimento da evolução institucional da categoria e da importância da atividade desempenhada no sistema prisional paranaense.
“Hoje é um marco histórico para a nossa categoria, resultado de uma luta de anos, desde que fomos reestruturados como policiais penais. Melhora muito nossa vida funcional, estamos sendo reconhecidos por nossa profissão que é de grande importância para a sociedade”, afirma a policial penal Cintia Barreto, que atua há 19 anos na instituição.
O policial penal Luiz Fabiano Ramos Andrade, servidor da corporação há 18 anos, destaca que a medida consolida o processo de fortalecimento da instituição. “Para os policiais penais, vai melhorar muito. Éramos agentes penitenciários e hoje temos toda a estrutura de trabalho da Polícia Penal, uma instituição tão forte quanto as demais forças de segurança do Estado”.
Para a policial penal Andreia de Oliveira, que também integra a instituição há 18 anos, a sanção da lei simboliza o reconhecimento do trabalho desenvolvido diariamente pelos servidores. “É uma data muito importante para nós, vem de encontro com o trabalho que a Polícia Penal faz. Crescemos enquanto força de segurança e instituição. Esse é o reconhecimento do Governo do Estado a uma classe que executa seu trabalho com muito profissionalismo”.
Fonte: Governo PR
-
Esportes7 dias agoSuíça vence e garante liderança enquanto Canadá faz história com classificação inédita
-
Agro7 dias agoProdução de carne bovina no Brasil bate recorde no 1º trimestre de 2026, com avanço de 4,7%
-
Educação6 dias agoPND: 58 municípios de Pernambuco aderiram ao exame
-
Brasil7 dias agoSenacon abre apuração sobre anúncios de apostas veiculados pela CazéTV durante transmissões da Copa
-
Política Nacional5 dias agoUso responsável do plástico favorece desenvolvimento, afirmam debatedores
-
Brasil6 dias agoSenasp abre inscrições para MBA em Gestão e Governança de Segurança Pública
-
Esportes7 dias agoBrasil vence Escócia e marca retorno de Neymar
-
Agro4 dias agoPlano Safra 2026/27 será lançado terça e deve ficar entre R$ 570 e R$ 652 bi
