Paraná
77% dos municípios do Paraná tiveram saldo positivo na geração de empregos em 2023
Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná, com 36,8 mil habitantes, teve um salto gigantesco na geração de empregos. A instalação do maior frigorífico da América Latina, no final de 2022, propiciou um importante movimento no mercado de trabalho da cidade no ano passado. O crescimento de um ano para outro foi de 769%, com um saldo que passou de 284 vagas em 2022 para 2.464 em 2023, o que fez com que o município figurasse na oitava colocação no ranking de empregabilidade do Estado.
Assis é um exemplo de um movimento que aconteceu na grande maioria dos municípios paranaenses no ano passado. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, 77% das cidades do Paraná tiveram saldo positivo na geração de empregos. Entre os 399 municípios paranaenses, 306 tiveram saldo positivo na geração de empregos.
O Estado fechou o ano com 87.599 novas vagas, o melhor resultado do Sul e o quarto melhor do País, respondendo por 6% de todos os postos formais criados no Brasil no ano passado.
Curitiba liderou o ranking estadual, com 12.792 pessoas colocadas no mercado de trabalho em 2023. Mas além da Região Metropolitana, metade dos municípios no top 10 na geração de empregos fica no Interior do Estado. Na sequência da Capital vêm Londrina (6.728), São José dos Pinhais (5.886), Maringá (5.272), Ponta Grossa (3.838), Foz do Iguaçu (2.824), Pinhais (2.779), Assis Chateaubriand (2.469), Colombo (2.419) e Toledo (2.257).
Entre os municípios que tiveram mais mil colocações no mercado de trabalho em 2023, também aparecem Cascavel (2.031), Guarapuava (1.696), Paranavaí (1.370), Campo Largo (1.344), Araucária (1.323), Paranaguá (1.204), Francisco Beltrão (1.074), Campo Mourão (1.064) e Rolândia (1.024).
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MERCADO AQUECIDO – Desde que foi anunciada a construção do frigorífico da Frimesa, que recebeu investimento de R$ 1,3 bilhão e deve gerar até 8,5 mil empregos diretos e indiretos, o município de Assis Chateaubriand começou a se preparar para receber o grande contingente de trabalhadores que se deslocariam para atender essa demanda.
“Sabíamos que muita gente viria de fora, inclusive de outros estados, porque a demanda por mão de obra iria crescer muito. Logo no início já nos planejamos para ampliar a oferta de serviços públicos, para iniciar a construção de moradias, escolas, unidades de saúde, entre outros equipamentos. Tivemos um grande apoio do Governo do Estado para entregar esses projetos”, destaca o prefeito de Assis Chateaubriand, Valter Correia.
“Tudo isso, junto à operação do frigorífico, trouxe esse movimento ao mercado de trabalho, porque é um ciclo positivo. A construção de uma grande indústria ajuda a ampliar o comércio, a construção civil, o setor de serviços. Vimos tudo isso crescer no último ano”.
Quem também vê a movimentação no mercado de trabalho é a cidade de Carambeí, nos Campos Gerais. O município, com 23.283 habitantes, teve um crescimento de 314% no saldo de vagas entre 2022 e 2023, passando de 241 postos formais para 999 de um ano para o outro. A confirmação de novas indústrias nos arredores da cidade, como a construção de uma fábrica de garrafas de vidro da Ambev e de uma maltaria capitaneada pela Agrária, com a participação de outras cinco cooperativas paranaenses.
“Essas empresas estão em construção entre Carambeí e Ponta Grossa, mas contratando um grande volume mão de obra do nosso município”, explica o secretário municipal de Desenvolvimento de Carambeí, Pedro Meijer. “Estamos em um momento de transição por aqui. Sempre tivemos uma grande vocação para a agropecuária, que é um setor que não impacta muito no saldo de empregos, porque o trabalhador circula muito entre as propriedades. Agora ganhamos um grande parque industrial, que demanda um número alto de mão de obra”.
Segundo Meijer, enquanto as unidades fabris ainda estão em implantação, o setor mais impactado é o da construção civil. Os dados do Caged confirmam esse movimento, já que este foi o setor que mais empregou no município no ano passado, com um saldo 471 vagas, mais que o dobro que os serviços (224), que geralmente é o que mais gera empregos.
Assim que as indústrias iniciarem a produção, a tendência é migrar o fluxo de mão de obra, com a necessidade de contratar mais trabalhadores técnicos, salienta o secretário. “Nossa perspectiva é muito boa, por isso já iniciamos a qualificação dos trabalhadores. Investimos cerca de R$ 1 milhão em cursos de capacitação em parceria com o Senai. E isso será muito bom, porque são empregos qualificados, que vão transformar ainda mais a economia do nosso município”, completa.
Confira o ranking dos municípios .
Fonte: Governo PR
Paraná
Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná
As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.
Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca.
No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.
CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição.
A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina.
“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.
As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento.
Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo.
EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina.
Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa.
Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.
“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.
No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.
A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte.
A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo.
O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.
Fonte: Governo PR
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