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Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2025 garante acessibilidade e inclusão para todos os públicos

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A 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) contará com uma estrutura preparada para garantir a participação de todos os visitantes, incluindo pessoas com deficiência ou com alguma condição específica. O espaço do evento terá rampas, pisos táteis, banheiros adaptados e sinalização acessível, além de diversos recursos voltados à acessibilidade e inclusão. 

Entre as medidas implementadas, o evento oferecerá intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), audiodescrição, abafadores de ruído, acompanhamento individual, sala de descanso e regulação sensorial. Alguns estandes também disponibilizarão materiais em braille e outras formas de comunicação acessível, ampliando as possibilidades de interação e aprendizado durante as atividades. 

Essas ferramentas de acessibilidade poderão ser solicitadas previamente no momento da inscrição para visita coletiva guiada. No formulário, os visitantes devem informar suas necessidades específicas, de modo que a equipe organizadora possa oferecer atendimento adequado e acessível ao longo de todo o evento. 

Para o coordenador-geral de Tecnologia Assistiva do MCTI, Milton de Carvalho, garantir acessibilidade vai além de cumprir normas: é uma questão de cidadania e inclusão. “As pessoas com deficiência precisam ocupar esses espaços porque eles são delas também. Elas têm que estar onde quiserem estar. Promover a inclusão é promover dignidade e fazer com que elas também se sintam parte de eventos como este”, concluiu. 

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22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

De 20 a 26 de outubro, em Brasília (DF), a SNCT 2025 tem como tema Planeta Água: Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no Meu Território. A iniciativa destaca a importância da preservação dos recursos hídricos e o papel da ciência na adaptação às mudanças do clima. 

Coordenada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a programação contará com shows, feiras de ciência, entrega de medalhas, exposições de fósseis e de material espacial, e diversas atividades voltadas à popularização da ciência e à valorização do conhecimento científico no Brasil. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

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Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

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“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

Tecendo o futuro da saúde indígena

A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

 Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

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Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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