Paraná
Semana cultural amplia visibilidade de colégios indígenas de Diamante D’Oeste
Fomentar o reconhecimento da herança histórica, a valorização das tradições e a conscientização sobre os direitos dos povos indígenas por meio da integração cultural. Há dezoito anos, esta tem sido a missão da 18ª Semana Cultural Indígena, organizada por duas escolas estaduais indígenas do município de Diamante D’Oeste, no Oeste do Estado.
Celebrado anualmente em alusão ao Dia dos Povos Indígenas (19 de abril), o evento tem sido acompanhado pelo crescente engajamento do público, sendo considerado pelas comunidades e lideranças locais o maior evento escolar sobre a cultura indígena da região.
Neste 19 de abril, a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) celebra a iniciativa que, graças à criatividade e protagonismo dos estudantes e colaboradores da educação indígena, tem colaborado para a promoção da diversidade cultural e para a partilha, junto à sociedade, dos aspectos importantes da cultura, costumes e tradições dos povos indígenas à história do Paraná.
HISTÓRIA – “O que é ser indígena hoje no Brasil?”. Foi esta a reflexão que, em 2006, inspirou a comunidade escolar do Colégio Estadual Indígena Kuaa Mbo’e e da Escola Estadual Indígena Araju Porã, pertencentes à Terra Indígena Tekoha Añetete a criar a Semana Cultural Indígena. Jairo Cesar Bortolini e Mauro Dietrich, diretores dos dois colégios, participaram do nascimento do projeto.
“O evento foi pensado como forma de dar oportunidade às comunidades próximas à terra indígena que conhecessem mais sobre o que vivíamos no dia a dia dentro da escola”, relembra Jairo.
Entre as principais instituições de educação indígena do Paraná, o Colégio Estadual Indígena Kuaa Mbo’e atende 170 alunos, oferecendo educação bilíngue e integrando, aos componentes curriculares, o idioma Tupi-Guarani. “O que para nós era corriqueiro, para as comunidades vizinhas não indígenas era um mistério. Percebemos esta curiosidade e o interesse das pessoas e, por isso, promovemos o evento”, afirma o diretor.
Desde então, sempre no mês de abril, o ambiente escolar passa por uma verdadeira transformação na qual as salas de aula viram galerias de exposições, com artesanato e pinturas tradicionais. Nos espaços externos, o ritmo das danças típicas e as apresentações de música, teatro e contação de histórias contribuem ainda mais para a experiência imersiva. No total, a organização do evento mobiliza cerca de 450 pessoas, todos integrantes das comunidades escolares e indígenas.
Na edição deste ano, que foi celebrada no espaço indígena Tekoha Añetete, mais de cinco mil pessoas (entre moradores da região, excursões de outras escolas, organizadores e cooperadores do evento) estiveram presentes ao longo dos três dias de exposição. “O número de visitantes foi significativo. Principalmente quando comparado às primeiras edições, nas quais não recebemos mais de 100 pessoas”, afirma Jairo.
- Dia dos Povos Indígenas: Estado reforça importância das políticas públicas transversais
-
Universidade Estadual de Londrina divulga resultado do Vestibular dos Povos Indígenas
Dada a visibilidade alcançada ao longo dos anos, a Semana Cultural Indígena passou a contar com suporte cada vez mais forte da comunidade, sendo oficialmente inserido no calendário de eventos do município e contando com apoio de entidades como a Itaipu Binacional.
Entre os principais atrativos da feira deste ano, duas novas ideias sugeridas pelos alunos incluíram aulinhas de Tupi-Guarani e trilhas guiadas pela natureza, oportunidade para conexão cultural onde lideranças locais e representantes das comunidades, compartilharam ensinamentos sobre espiritualidade e a essência da cultura Guarani.
“Os alunos não indígenas têm a oportunidade não apenas de observar, mas também de participar ativamente de atividades como oficinas de artesanato, e jogos tradicionais. Uma característica especial do evento é a possibilidade de os participantes ouvirem e aprenderem um pouco do idioma tupi-guarani, despertando o interesse entre os alunos não indígenas, que veem nessa oportunidade uma chance de conhecer e se conectar com uma das línguas originárias do Brasil”, conta Mauro, da Araju Porã.
“Desconstruir estereótipos, abrir diálogos e a compreensão mais profunda das diferentes culturas, tradições e perspectivas, não apenas enriquece a experiência educacional de ambos os grupos (indígenas e não indígenas), mas também semeia as sementes para uma sociedade futura mais empática, justa e inclusiva, valorizando e celebrando a diversidade”, acrescenta Jairo.
ESCOLAS NO PARANÁ – A rede estadual de ensino do Paraná conta com 40 escolas indígenas, inscritas em suas terras e culturas, contemplando mais de 5 mil estudantes das etnias Kaingang, Guarani, Xokleng e Xetá. Essas instituições de ensino são atendidas por mais de 370 professores e têm normas, pedagogia e funcionamento próprios, respeitando a especificidade étnico-cultural de cada povo. Os estudantes têm direito a ensino intercultural e bilíngue (aulas da língua indígena e português) desde o início de sua jornada, visando à valorização da diversidade.
Por meio do trabalho das Equipes Multidisciplinares, a Secretaria da Educação implementa a Lei 11.645 de 10 de março de 2018, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura indígena em todos os níveis de ensino. Essa iniciativa colabora para promover a inserção de conteúdos que destacam a importância da temática no currículo e nas práticas pedagógicas das escolas da rede estadual de ensino.
A presença das Equipes Multidisciplinares em todas as escolas da rede assegura o compromisso com o aprofundamento de estudos e ações voltadas ao ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, assim como da Educação das Relações Étnico-Raciais.
Anualmente, os membros dessas equipes recebem formação continuada sobre esses temas, contando com a participação de aproximadamente 20 mil profissionais de diversas áreas de ensino e atuação, tanto na escola quanto em outros contextos como os Núcleos Regionais de Educação, a comunidade escolar, os movimentos sociais e a própria Secretaria de Estado da Educação. O material desenvolvido pela SEED para essa formação está disponível AQUI.
O Novo Ensino Médio no Paraná, implementado desde 2022, também prevê disciplinas específicas para a matriz curricular dos colégios estaduais indígenas.
“A cada ano, temos incorporado novos conteúdos à grade curricular das escolas indígenas. Ano passado, por exemplo, incluímos filosofia indígena e cultura corporal indígena. Nas três séries do Ensino Médio eles cursam, além das matérias da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as disciplinas Projeto de Vida e Bem Viver, Informática Básica e Robótica e Laboratório de Escrita e Produção Audiovisual”, destaca o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.
Fonte: Governo PR
Paraná
Semana típica de verão: tempo abafado e chuva de fim de tarde no Paraná
A semana começa com a passagem de uma frente fria perto do Paraná, que deve trazer muita chuva entre segunda (16) e terça-feira (17). De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os outros dias serão bem característicos de verão, com temperaturas elevadas e chuvas localizadas entre a tarde e a noite. A única trégua de chuva no estado está prevista para quinta-feira (19).
A frente fria já se desloca pelo Sul do Brasil. “Esse sistema frontal deixa o tempo mais instável na área litorânea, mas também induz a formação de áreas de instabilidade sobre o continente. Isso porque um fluxo de ar quente e úmido segue constante da região do Paraguai e Centro-Oeste do Brasil em direção aos três estados”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
No Paraná, a segunda-feira (16) será marcada pela rápida elevação das temperaturas e, a partir da tarde, há previsão de chuvas localizadas em muitos setores do estado – incluindo a região Norte, que teve menores acumulados de chuva neste fim de semana, e nesta segunda poderá registrar algumas pancadas de chuva entre a tarde e noite, de forma isolada.
A terça-feira de carnaval (17) será de tempo ainda mais instável e possibilidade de temporais no Paraná, devido a aproximação da frente fria pelo oceano. “Há um ciclone extratropical que atua muito longe da costa litorânea, quase sem impactos sobre as regiões paranaenses. No Paraná a influência maior será do sistema frontal e desse ar quente e úmido vindo de regiões vizinhas”, detalha Lizandro.
Na quarta-feira de cinzas (18) a chuva fica mais concentrada entre o Sul e o Leste do Paraná, de forma localizada, entre a tarde e a noite. Na quinta-feira (19), a chuva dá uma trégua e o predomínio será de sol e calor. “É o único dia da semana em que teremos temperaturas bem mais elevadas e ausência de chuva em praticamente todas as regiões do estado”, ressalta Lizandro.
A chuva volta na sexta-feira (20), bem característica de verão: pequenos núcleos de chuva com trovoadas são esperados após período de maior aquecimento, entre a tarde e a noite, em todas as regiões paranaenses.
CHUVA LOCALIZADA – No último fim de semana, após a passagem de outra frente fria, o volume de chuvas foi tão alto que algumas estações meteorológicas já ultrapassaram em 15 dias o volume de chuvas que era esperado para o mês. Em outras, entretanto, o volume de chuvas não chegou sequer a 25 mm no mesmo período, o que evidencia a característica de chuvas localizadas no verão: pode chover em uma cidade e não em outra, ou até mesmo chover muito em um bairro de uma cidade, e não em outro.
Foi o que aconteceu no domingo (15) em Curitiba pouco depois das 17h. A estação meteorológica do Simepar, no Jardim das Américas, registrou 10,4 mm no dia, com o maior volume concentrado em uma hora. Entre as estações da Prefeitura de Curitiba, a meteorológica do Cajuru registrou um acumulado de 9,4 mm em 40 minutos; a do Alto da XV registrou 8,6 mm em 40 minutos; a do Centro registrou 6 mm em 40 minutos; a do Tatuquara registrou 4 mm em 20 minutos; a de Santa Felicidade registrou 11,4 mm em meia hora; a do Boa Vista registrou 17,8 mm em 20 minutos; a hidrológica do Bigorrilho registrou 3,8 mm em meia hora, seguida de 2 mm em meia hora, uma hora depois; e a hidrológica do Bairro Alto registrou 55,7 mm em 40 minutos; enquanto as estações meteorológicas no Bairro Novo, Boqueirão, CIC, Caximba, Pinheirinho e Portão, e a estação hidrológica do Barigui, não registraram nada no mesmo período.
Grandes volumes em curto espaço de tempo, como o que ocorreu na estação do Bairro Alto, também foram registrados em outras cidades paranaenses no sábado (14): Antonina registrou um acumulado de 59,6 mm no dia, sendo 30,6 mm em apenas meia hora, por volta das 17h; e Fazenda Rio Grande acumulou no dia um volume de 48,8 mm, sendo 38,6 mm em apenas meia hora, por volta das 14h.
Volumes ainda maiores foram registrados na sexta-feira (13), quando a outra frente fria atravessou o Paraná. Os acumulados mais altos foram em São Miguel do Iguaçu (192,2 mm), Pato Branco (99,2 mm), Palmas (93,6 mm), Antonina (93,6 mm), Palotina (90,4 mm), Guaraqueçaba (89,8 mm), General Carneiro (86,4 mm), Francisco Beltrão (86,2 mm), e Morretes (INMET) (80,6 mm).
Tanta chuva no fim de semana levou sete estações meteorológicas do Simepar a atingir em apenas 15 dias o volume de chuvas esperado para todo o mês de fevereiro. Em Antonina a média de chuvas para fevereiro historicamente é de 325,9 mm e já choveu 328,2 mm; em Fazenda Rio Grande a média é de 107,4 mm e já choveu 113 mm; em Palmas a média é de 137,8 mm e já choveu 155,4 mm; no Distrito de Horizonte, em Palmas, a média é de 130,8 mm e já choveu 141,2 mm; em Pinhão a média é de 127,7 mm e já choveu 139,4 mm; em São Miguel do Iguaçu a média é de 135,9 mm e já choveu 216,8 mm; e em União da Vitória a média é de 121,9 mm e já choveu 123,4 mm.
Em outras estações, entretanto, a chuva não chegou nem a 25 mm durante os mesmos 15 dias. É o caso de Cascavel, Capanema, Loanda, Santa Maria do Oeste, Santa Helena e Santo Antônio da Platina.
As temperaturas seguem atingindo recordes. No domingo (15) as estações meteorológicas de Loanda (37°C), Santa Maria do Oeste (31,3°C), Santo Antônio da Platina (33,6°C) e Nova Tebas (INMET) (34°C) atingiram a temperatura mais alta do ano até o momento.
Fonte: Governo PR
-
Polícial7 dias agoPCPR orienta população a como prevenir golpes e furtos no carnaval
-
Educação7 dias agoAumento para alimentação escolar chega a 55% com novo reajuste
-
Paraná7 dias agoPatrocinado pela Sanepar, Festival de Curitiba terá mais de 400 atrações
-
Brasil7 dias agoJustiça e Defesa alinham estratégias de integração e combate ao crime organizado
-
Política Nacional6 dias agoCâmara aprova projeto que cria a Semana Nacional de Retiros Culturais
-
Paraná7 dias agoEstado vai destinar R$ 253 milhões para infraestrutura turística de 19 cidades do Oeste
-
Esportes5 dias agoFlamengo vence o Vitória por 2 a 1 e conquista a primeira vitória no Brasileirão
-
Paraná6 dias agoNota Paraná destina R$ 2,2 milhões a entidades sociais no sorteio de Carnaval
